quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Médium não consegue impedir chuva no Rock in Rio

A produção do Rock in Rio deve ter ficado confusa quando testemunhou a chuva que caiu na Cidade do Rock no sábado, 24. Isso porque eles contrataram a Fundação Cacique Cobra Coral justamente para que os céus não mandassem água. A Fundação explicou em nota o motivo para ter chovido durante o evento. “Ontem [sábado], tínhamos 30 minutos para entrar na Cidade do Rock, fazer o que precisava ser feito e voltar à nossa base, montada na cidade, para distribuir a chuva por toda a cidade, para evitar enchentes. Por falta do adesivo no carro, não tivemos acesso. Com o tempo escasso, retornamos à base e priorizamos a cidade”, diz a nota. A fundação costuma ser contratada para grandes eventos que acontecem em locais abertos [como reveillons na praia de Copacabana e shows do Roberto Carlos]. A médium Adelaide Scritori diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral. A entidade teria a capacidade de influenciar o tempo.

De acordo com o site do jornal O Globo, a equipe conseguiu ficar na Cidade do Rock por 40 minutos na sexta e também no domingo. Nos dois dias, não houve chuva.

(Mundo Pop)

Nota do blog Criacionismo: A desculpa é bem esfarrapada, mas não vai abalar a fé dos que confiam no poder dos “espíritos”. Segundo a Bíblia, os mortos não têm participação no mundo dos vivos (cf. Ec 9:5, 6, 10; Sl 146:4) e somente voltarão à vida na ressurreição por ocasião da volta de Jesus (1Ts 4:16, 17) ou mil anos depois, no caso dos perdidos (Jo 5:28, 29; Ap 20). Como existem fenômenos mediúnicos (entre muita charlatanice) e estes não são produzidos por “espíritos desencarnados”, fica claro, do ponto de vista bíblico (Ap 16:14), que há seres interessados em propagar a mentira da imortalidade incondicional humana e, para isso, se fazem passar por “espíritos de mortos”. Esses são os anjos caídos (demônios), cujo principal trabalho consiste em afastar as pessoas de Deus, o único ser verdadeiramente imortal (1Tm 6:16) que pode conferir imortalidade àqueles que aceitam Sua oferta de salvação. Embora tenha poder para, inclusive, manipular os elementos, Satanás tem suas limitações impostas pelo Criador. Curiosamente, mesmo num evento que cultua estilos musicais fortemente relacionados com o satanismo (basta observar o tópico símbolo feito com as mãos, na foto acima) não foi possível manifestar o poder das trevas – e o dia era sábado...[MB] 



Fonte: criacionismo.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Crise do euro assusta o mundo

O presidente norte-americano, Barack Obama, criticou a maneira como os europeus estão lidando com a crise econômica e disse que os problemas enfrentados por países como a Grécia estão "assustando o mundo". Ele cobrou soluções mais rápidas e efetivas dos líderes europeus.

"Eles (os líderes europeus) estão tentando tomar medidas responsáveis, mas essas medidas não têm sido tão rápidas quanto elas deveriam ser", afirmou Obama durante um fórum promovido pela rede social Linked-In na Califórnia, na noite desta segunda-feira (26/09).

O presidente norte-americano disse ainda que os europeus não se recuperaram totalmente da crise financeira de 2008 – iniciada nos EUA – e que o continente nunca encarou de fato os desafios que o seu sistema bancário enfrentou. "E agora isso se soma ao que está acontecendo na Grécia", afirmou.

Nesta segunda, líderes europeus tentaram acalmar os investidores, afirmando que buscam maneiras de fortalecer o sistema financeiro da zona do euro e evitar a expansão da crise da dívida que atingiu alguns países do bloco. No entanto, ainda há controvérsia sobre como os governos conseguirão atingir este objetivo.

Fonte: Deutsche Welle



NOTA Minuto Profético: Desde seu nascimento já se sabia que o euro escondia interesses políticos (leia-se união política das nações da Europa) conforme mostra a matéria do Estado de São Paulo:

Portanto, a profecia de Daniel 2 continua precisa em suas conclusões: "será esse um reino dividido" (v. 41). E o atual enfraquecimento do euro só vem confirmar uma vez mais a soberania de Deus: "Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46:9, 10).

Papa condena nazismo e destaca unidade entre católicos e judeus

“Adolf Hitler era um ídolo pagão, que queria colocar-se como substituto do Deus bíblico, Criador e Pai de todos os homens”, destacou o Papa Bento XVI durante o encontro com representantes da Comunidade Judaica em Berlim, nesta quinta-feira, 22, após o histórico discurso no Bundestag (Parlamento alemão).



Neste encontro, que faz parte dos compromissos de sua terceira viagem ao país, o Pontífice recordou que na Alemanha, antes do terror nazista, viviam aproximadamente meio milhão de judeus, que constituíam um componente estável da sociedade alemã.

“Com a recusa do respeito a este Deus único, perde-se sempre também o respeito pela dignidade de homem. E do que seja capaz o homem que recusa Deus e qual semblante possa assumir um povo no “não” a tal Deus, no-lo revelaram as horríveis imagens que chegaram dos campos de concentração no fim da guerra”, disse.


Bento XVI destacou que o regime de terror do nacional-socialismo baseava-se num mito racista, do qual fazia parte a rejeição do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, do Deus de Jesus Cristo e das pessoas que acreditavam Nele.


Diálogo entre católicos e judeus


Hoje, a Igreja Católica sente uma grande proximidade com o povo judeu. Segundo o Santo Padre, uma comunhão benévola e compreensiva entre Israel e a Igreja, no mútuo respeito pelo ser do outro, deve crescer mais e há-de ser incluída profundamente no anúncio da fé.


“O Beato Papa João Paulo II se empenhou de modo particularmente intenso em favor deste novo caminho. Isto vale obviamente também para a Igreja Católica na Alemanha, que está bem ciente da sua responsabilidade particular nesta matéria”, destacou.


Para Bento XVI a mensagem de esperança, que os livros da Bíblia hebraica e do Antigo Testamento cristão transmitem, foi assimilada e desenvolvida de modo diverso por judeus e cristãos.


“Depois de séculos de contraposição, reconhecemos como nossa tarefa fazer com que estes dois modos de nova leitura dos escritos bíblicos – o cristão e o judaico – dialoguem entre si, para se compreender retamente a vontade e a Palavra de Deus”, disse o Papa alemão citando um trecho de seu livro Jesus de Nazaré – Parte II: Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição (p. 38).


“Numa sociedade cada vez mais secularizada, este diálogo deve reforçar a esperança comum em Deus. Sem tal esperança, a sociedade perde a sua humanidade. No fim de contas, podemos constatar que o intercâmbio entre a Igreja Católica e o judaísmo na Alemanha produziu já frutos prometedores. Relações duradouras e confiantes se desenvolveram. Certamente, judeus e cristãos têm uma responsabilidade comum no progresso da sociedade, a qual possui sempre também uma dimensão religiosa. Possam todos os interessados continuar juntos este caminho”, finalizou.


O Papa encerra este 1º dia de viagem com uma Missa no Estádio Olímpico de Belim.
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Fonte: Canção Nova Notícias
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Nota: O apóstolo Paulo escreveu: "...o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus." 2 Tessalonicenses 2:3-4, e não era de Hitler que ele estava falando.  Irônico é ouvir o papa dizer que “Adolf Hitler era um ídolo pagão, que queria colocar-se como substituto do Deus bíblico, Criador e Pai de todos os homens”. O Papa já ostenta ser o "substituto do Deus bíblico" há muitos séculos. Inclusive, a Igreja Católica deu apoio ao nazismo, mas essa parte da história procura-se manter longe do conhecimento popular.
Cada vez mais a Igreja vem trabalhando para unir-se à todas as religiões, e cada vez mais ela de bom grado tem sido aceita. Não demora muito para que tudo esteja pronto para desenrolar as últimas cenas da história desse mundo.

(Marcelo Karma)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Jesus da esmeralda - a imagem mais próxima da aparência de Jesus


A imagem de Jesus que pode ser considerada como a mais autêntica foi talhada em esmeralda a pedido de Tibério César, e dada ao Papa Inocêncio VIII,pelo Imperador dos turcos, como pagamento de um resgate de seu irmão, na época capturado pelos cristãos. Pilatos deu informações a Tibério César sobre a aparência e trabalho de Jesus Cristo em várias cartas dirigidas ao Império Romano. No livro: Jesus of the Emerald (Doubleday,Page and Company, 1923), Gene Stratton-Porter escreve: "Que César estava profundamente impressionado com as notícias trazidas a ele (por um enviado despachado a este propósito) referentes ao trabalho de Cristo Jesus e pela subseqüente nobreza e atitudes de seus seguidores, está amplamente provado por vários atos de clemência de César aos cristãos, mesmo em aberto desafio ao que determinava o senado. Nisto, encontro amplo e substancial terreno para minha concepção sobre a impressão que lhe produziu a aparência de Jesus da Esmeralda”.

A esmeralda está no tesouro do Vaticano e tem sido muito estudada por várias pessoas. Uma gravura semelhante a esta esmeralda foi feita em 1866 por John Sartain, um retratista nascido em Londres.

Ellen G. White, quando visitava a Sra. Abbie Kellogg Norton, sempre contemplava na parede da sala este quadro de Jesus, de autoria de John Sartain, e comentava: ‘Sim, sim, ele parece o Salvador como me tem sido mostrado em visão – é o mais semelhante do que qualquer outro que tenho visto.’”


É notável que realmente esta gravura de Jesus expressa o que está escrito: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (Isaías 53:2). Não há beleza aparente nele. Mas a expressão é bondosa, suave, o olhar é manso e amorável.
 
De fato, esta é a gravura mais próxima do que realmente é a aparência de Jesus. Um dia poderemos confirmar nas nuvens do céu sua expressão exata. Até lá, podemos imaginar nosso bom Mestre através dos traços desta maravilhosa imagem.

(Marcelo Karma)

Importa realmente o que vestimos?

Quando se fala em qual deve ser o vestuário adequado para o cristão, muitos vão logo pensando na velha controvérsia da calça x saia. Porém, esta é uma visão limitada e preconceituosa. O vestuário do verdadeiro cristão envolve questões muito mais profundas do que a simples escolha de um traje. Deus não é etnocêntrico, ou seja, não adota uma cultura específica para servir de padrão a todas as outras.

Na história da humanidade, registrada nas Sagradas Escrituras, podemos ver nitidamente Deus respeitando as culturas de cada época e região, mesmo quando estas se revelaram inadequadas e não colaboraram para a felicidade humana.

Hoje não é diferente. Ele aceita que nossos irmãos das mais diversas culturas do mundo O adorem e sirvam com sua vestimenta peculiar. Por isso, jamais poderíamos chegar a uma dessas igrejas impondo nosso estilo de vestir como ideal. Pense no que aconteceria caso um irmão de certa tribo africana quisesse obrigar um brasileiro a ir à igreja vestindo túnicas longas. Isso traria escândalo ou, na melhor das hipóteses, risos.

É por esse motivo que Deus não escolhe uma roupa específica para usarmos. No entanto, Ele deixou princípios universais para serem seguidos por todas as pessoas de todas as épocas e culturas. E são justamente esses princípios que devem nos levar a usar roupas que sejam condizentes com nossa fé.

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Esse deve ser o princípio áureo de quem quer agradar a Deus. Tudo o que fizermos – inclusive o vestuário que usamos – deve glorificar a Deus. Na Bíblia, encontramos ainda outras preciosas orientações com relação à roupa que glorifica ao Criador: “Da mesma forma que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro ou pérolas, ou vestuário dispendioso” (1Tm 2:9). “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário” (1Pd 3:3).

Deus é glorificado quando nossa roupa não chama atenção para nós mesmas(os) e nos apresenta apenas como vasos de barro, contendo valioso tesouro. É claro que isto não é válido somente para as mulheres. Foi o contexto da época que fez com que os apóstolos Pedro e Paulo assim escrevessem.

Já ouvi muitos dizerem que não importa o que vestimos, o importante é o que vai no coração. Mas, com certeza, o que vai no coração também se revela em nosso exterior. Até nossa personalidade pode ser avaliada, em parte, através daquilo que vestimos. A roupa que usamos demonstra a forma como queremos que os outros nos vejam. E esta é a questão crucial. Se já não sou mais eu quem vive e Cristo vive em mim, como será minha roupa? Quero que me apreciem e me achem atraente, bonita(o), sedutora(o), ou quero que, ao me olharem, vejam a simplicidade, modéstia, decência, asseamento e bom gosto que eram vistos em Jesus?

Vejamos o que Ellen White diz sobre isso: “Nossas palavras, ações, vestidos, são pregadores vivos, juntando com Cristo, ou espalhando. Isto não é coisa insignificante, para ser passada por alto com um gracejo. A questão do vestuário exige séria reflexão e muito orar” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 596). “Os que se apegam aos adornos proibidos na Palavra de Deus, nutrem orgulho e vaidade no coração. Desejam atrair a atenção. Seu vestuário diz: Olhem para mim, admirem-me. Assim cresce decididamente a vaidade no coração humano, devido à condescendência” (Ibid., p. 599).

Temos que tomar cuidado para não nos secularizar e nos conformar com os costumes do mundo. A cultura e os costumes são muito dinâmicos. O que há vinte anos era considerado indecente, hoje é aceito com naturalidade. O nudismo e o erotismo não causam mais espanto. Até as crianças estão sendo corrompidas debaixo dos narizes dos pais.

Ainda que estranhos para a (i)moralidade atual, os princípios de Deus continuarão sendo sempre os mesmos. Não podemos nos deixar levar pelas modas do mundo quando elas ferem a representação adequada do caráter de Deus. Ellen White nos faz uma preciosa advertência: “Muitos se vestem como o mundo, a fim de exercerem influência sobre os incrédulos; nisto, porém, cometem lamentável erro. Caso eles queiram ter influência real e salvadora, vivam segundo sua profissão de fé, mostrem essa fé pelas obras de justiça, e tornem distinta a diferença entre o cristão e o mundano. As palavras, o vestuário, as ações, devem falar em favor de Deus” (Ibid., p. 594).

Quando Cristo entra no coração, há uma transformação completa, e o vestuário jamais contradiz aquilo que professamos. “Quando a mente está firme na idéia de apenas agradar a Deus, desaparecem todos os desnecessários embelezamentos pessoais” (Ibid., p. 599).

Por tudo isso, vemos que vestir-se corretamente não é questão tão simples como a escolha de uma saia ou de uma calça – o que seria muito fácil. Na verdade, esse é um assunto que envolve genuína conversão e desprendimento do mundo. Devemos escolher usar a roupa que melhor represente o cristianismo de acordo com a cultura da época e da região em que vivemos.

Antes de sair, olhe-se no espelho e peça para Jesus avaliar se sua roupa é a mais adequada. Com certeza Ele irá mostrar e lhe dará forças para vencer os ditames deste mundo.

Nunca esqueça: como tudo na vida cristã, a vestimenta correta é resultado da comunhão com Cristo. Se tentarmos fazer o contrário (corrigir hábitos sem comunhão), estaremos fadados ao fracasso e à infelicidade. Para todo mal, Jesus é a solução. E só Jesus!

(Débora Tatiane M. Borges é pedagoga e reside em Tatuí, SP)

Fonte: criacionismo.com.br

sábado, 24 de setembro de 2011

Porque demoras tanto Senhor?

(adaptado do texto de Gilberto Theiss)



“Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa... ” (Êxodo 19:5-6)


Dias finais, últimos dias, tempo do fim. Estes são os dias atuais. Estamos vivendo neste mundo além do que deveríamos viver. A obra de Deus está com anos e anos de atraso e por esta razão é que afirmo que deveríamos hoje já estar vivendo no céu. Se duvidarem, leiam com muita atenção esta declaração:


“Houvesse o desígnio de Deus sido cumprido por Seu povo em dar ao mundo a mensagem de misericórdia, e Cristo haveria, antes disto, de ter vindo à Terra, e os santos teriam recebido as boas-vindas à cidade de Deus”. Testimonies, vol. 6, pág. 450.


“Sei que, se o povo de Deus houvesse mantido viva ligação com Ele, se Lhe houvessem obedecido à Palavra, estariam hoje na Canaã celestial”. Boletim da Associação Geral, 30 de março de 1903.


“Se todo vigia sobre os muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo haveria antes desta data ouvido a mensagem de advertência. A obra, porém, acha-se com atraso de anos. Enquanto os homens dormiram, Satanás marchou furtivamente sobre nós”. Testimonies, vol. 9, pág. 29.


Se os desígnios de Deus tivessem sido cumpridos, nossos casos já teriam sido resolvidos e todos os santos já estariam vivendo no céu. Me angustio em pensar nesta possibilidade adiada. Fico aborrecido comigo mesmo ao pensar nas dores e sofrimentos que ainda miseravelmente desfrutamos neste ambiente hostil, o planeta terra sobre o poder do pecado.


O pior de tudo é que mesmo com as evidências da gravidade do tempo, parece que o professo povo cristão ainda não se aperceberam que estamos vivendo sob o risco fatal de perder a vida eterna. O conformismo, indiferença e o apego aos costumes mundanos além de estarem sendo comuns entre o povo cristão, ainda são defendidos como normas de equilíbrio e de bom senso.


Parece que o errado hoje é dizer que alguém está errado. O santo definitivamente está se transformando em profano e o que considerávamos profano está se transformando em santo. É errado dizer que determinadas músicas são erradas. É errado dizer que determinados alimentos são errados. É errado dizer que determinados tipos de bebidas são errados. É errado dizer que determinados tipos de trajes são errados. É errado dizer que certos tipos de namoro são errados.
É errado dizer que determinados lugares são impróprios para cristãos. Em outras palavras, o errado é ser santo... E assim vamos moldando nossa característica cristã mais semelhante ao mundo e mais distante do que ensinou Jesus: “Não ameis o mundo e nem as coisas que no mundo há” (I Jo 2:15).


Como conhecemos através da narrativa histórica, o povo de Israel teve sua entrada em Canaã tardada por sua infidelidade. Hoje segundo a revelação nos orienta, “é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos” Manuscrito 4, 1883.
Os mesmos pecados que adiou a entrada do povo de Israel em Canaã são os mesmos que adiam a entrada do Israel espiritual na Canaã celestial. Como no antigo Israel, a aproximação com o mundo e seus costumes e o distanciamento das normas de um céu santo expressos na Bíblia e no Espírito de Profecia é que nos tem distanciado do sonho da glorificação.

EXISTE SOLUÇÃO


Observe bem a citação acima. E se vivêssemos de maneira oposta as circunstâncias mencionadas? Se é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o povo que tem nos privado do céu, então que tal se ao invés de incredulidade vivêssemos uma vida de maior fé? Ao invés de viver uma vida de mundanismo, passássemos a tirar as coisas do mundo de nossos sentidos? Ao invés de viver uma vida com falta de consagração, começássemos a nos consagrar mais e mais purificando nossas vidas das impurezas deste mundo? Ao invés de vivermos uma vida de contenda com nossos irmãos, passássemos a ter mais compaixão, amor e docilidade com os que erram como nós? Não tenho dúvidas, conseqüentemente estaríamos mais encorajados e preocupados com a obra de Deus e com certeza nos empenharíamos mais na missão. Assim o mundo todo com mais brevidade veria a glória de Deus (Ap 18:1) e Jesus seria apressado para nos buscar, pois:


“Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 633.


“É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo fruto para Sua glória, quão rapidamente seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão”. Testimonies, vol. 8, págs. 22 e 23.


APELO FINAL


Meu querido leitor, se muitos cristãos não estão com pressa, saiba que Deus tem pressa. Gostaria de lhe sugerir que pare, pense e tenha atitude. Não fique esperando por outros para um despertamento, Desperta-te tu, pois serás um condutor para que outros se levantem como você.


Abandone já as coisas do mundo que o afasta de um viver santo e piedoso. Tenha compaixão dos que te rodeiam e os ame como se fossem a jóia mais preciosa de sua vida. Permita que o Espírito Santo o consagre e o aperfeiçoe para que as pessoas vejam o brilho do poder do evangelho em seu rosto e em todo o seu ser. Organize bem sua vida para que a obra de Deus tenha o privilégio de ter parte do seu precioso tempo, porque será um grande privilégio para você também. Dizime seu tempo para que nada e ninguém o roube de Deus.

DÍZIMO DO TEMPO - Sugestão Implacável


Este era o real desígnio desta mensagem, O DÍZIMO DO TEMPO. Muitos reclamam que não tem tempo para nada. Reclamam que não conseguem fazer nada que seja realmente útil. Por onde tenho passado realizando palestras, tenho tentado desafiar os membros a fazerem do seu tempo o que exatamente fazem com os recursos financeiros dados por Deus. Eu mesmo antes de estar empenhado totalmente na obra de Deus, não tinha tempo para nada. Mas um dia resolvi dizimar o tempo e me organizar de tal maneira que esse tempo soasse como de extrema sagracidade. Não permitia que nada atrapalhasse. Nem pessoas, nem telefonemas, nem compromissos seculares, absolutamente nada. Dizimei o tempo e com ele parece que passei a ter mais tempo. Com pouco mais de duas oras por dia separados para Deus, eu estudava a Bíblia e a lição, lia e estudava assuntos pertinentes as palestras que fazia e sempre tinha visitas e estudos para fazer. Com a dizimação do tempo para Deus e Sua obra, cresci e ao invés de perder algo na vida, acabei por ganhar mais. Deus recompensara o meu ato de empenho de tempo maior para Ele. Antes não tinha tempo para nada, mas com a dizimação do tempo passei a ter mais tempo para Deus e para as necessidades de Sua obra. Dentro de poucos meses passei até a aumentar esse tempo como se estivesse também separando a oferta do tempo.


Meu querido leitor gostaria de desafiá-lo a fazer tal dizimação do seu tempo. Sei que a vida é muito corrida, mas sei que Deus tem bênçãos maiores a lhe conceder. Sei que o mundo não pode lhe oferecer mais do que Deus pode. Não há nada que se compare quando estamos mais empenhados na missão da igreja. Nós crescemos, nossa fé cresce e amadurece, passamos a ter mais visão espiritual das coisas, passamos a orar mais, a ter mais temor de Deus e conseqüentemente Deus nos retribui com seus cuidados paternos. Ele sempre cuida de nós, mas há cuidados que só alcançamos quando nos envolvemos mais de fé em fé com o Deus da vida e da sobrevivência. Gostaria que pensasse com carinho e fizesse pelo menos um teste. Desafie você mesmo. Dizime seu tempo e use-o para a glória de Deus, para a igreja e para a missão que nos aproximará mais e mais da volta de Jesus. Depois me conte como foi sua experiência. Há pequenos grupos que precisam de você. Há pessoas que precisam de sua visita. Há seres humanos ansiosos em aprender mais da palavra de Deus. Sua igreja precisa de sua idéias e criatividades. Há evangelismos que precisam de seu apoio e abnegação. Há muito o que fazer e por esta razão é necessário de uma parcela maior de nosso tempo. Torne esse tempo tão sagrado ao ponto de não permitir que nada o tome de você e de Deus.


Entre nessa guerra para ser um vencedor, pois a vitória já está ganha no sangue do Cordeiro.


Que Deus o abençoe.


REFLEXÃO: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (I Pedro 1:15)


Fonte: http://gilbertotheiss.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo

Deus chamou, de forma singular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia para viver e proclamar Sua mensagem de amor e verdade para os últimos dias do mundo (Apocalipse 14:6-12). O desafio de alcançar os mais de seis bilhões de pessoas no planeta Terra com Sua mensagem para o tempo do fim parece impossível. A tarefa é esmagadora. De uma perspectiva humana, o rápido cumprimento da Grande Comissão de Cristo, em algum momento próximo, parece improvável (Mateus 28:19, 20).


A taxa de crescimento da Igreja simplesmente não está acompanhando o crescimento da população mundial. Uma avaliação honesta de nosso impacto evangelístico atual no mundo leva à conclusão de que, a não ser que haja uma mudança dramática, não concluiremos a comissão celestial nesta geração. A despeito de nossos melhores esforços, todos os nossos planos, estratégias e recursos são incapazes de concluir a missão dada por Deus para Sua glória na Terra.


Promessa de Cristo à Sua Igreja do Novo Testamento


O desafio de levar o evangelho ao mundo não é novo. Os discípulos enfrentaram esse desafio no primeiro século, e nos o enfrentamos no século 21. A igreja do Novo Testamento foi, aparentemente, confrontada com uma tarefa impossível. Porém, dotada do poder do Espírito Santo, a Igreja teve um crescimento explosivo (Atos 2:41; 4:4; 6:7; 9:31). Os primeiros cristãos compartilharam sua fé em todas as partes (Atos 5:42).


A graça de Deus transbordou do coração deles para sua família, amigos e colegas de trabalho. Apenas poucas décadas depois da crucifixão, o apóstolo Paulo relatou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). Como foi possível a um desconhecido grupo de crentes relativamente insignificante exercer impacto no mundo em um período tão curto de tempo? Como tão poucos cristãos puderam ser usados por Deus para transformar o mundo para sempre?


A Grande Comissão de Cristo foi acompanhada de Sua grande promessa. O Salvador “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4). E também prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).


O amor de Cristo controlava cada aspecto da vida dos discípulos e os levava a um compromisso fervoroso com Seu serviço. Eles rogaram a Deus o poder prometido do Espírito Santo e prostraram-se diante dEle em sincera confissão e fervoroso arrependimento. Davam prioridade à busca das bênçãos de Deus e dedicavam tempo para a oração e para o estudo das Escrituras. Suas mesquinhas diferenças foram absorvidas por seu desejo todo abrangente de compartilhar o amor de Cristo com todos a seu redor e de alcançar o mundo com o evangelho. Nada era mais importante. Eles reconheceram que eram incapazes de cumprir a missão sem o poderoso derramamento do Espírito Santo.


Descrevendo a experiência dos discípulos, Ellen G. White escreveu: “Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. … A tristeza lhes inundava o coração ao se lembrarem de quantas vezes O haviam mortificado por terem sido tardos de compreensão, falhos em entender as lições que, para seu bem, estivera buscando ensinar-lhes. … Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos, p. 37).


Cristo cumpriu Sua palavra. O Espírito Santo foi derramado no poder pentecostal. Milhares se converteram em um dia. A mensagem do amor de Cristo exerceu impacto no mundo. Em um curto período de tempo, o nome de Jesus Cristo estava nos lábios de homens e mulheres em todas as partes. “Mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (Atos dos Apóstolos, p. 593).


A Promessa de Cristo para a Igreja do tempo do fim


O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, na chuva temporã, foi apenas um prelúdio do que está para acontecer. Deus prometeu derramar Seu Espírito Santo em abundância nos últimos dias (Joel 2:23; Zacarias 10:1). A Terra será iluminada “com Sua glória” (Apocalipse 18:1) e a obra de Deus neste mundo será rapidamente concluída (Mateus 24:14; Romanos 9:28). A Igreja experimentará um reavivamento espiritual e a plenitude do poder do Espírito Santo como nunca ocorreu antes em sua história. Falando do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Pedro nos dá esta certeza: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39). Ellen White acrescenta: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo, muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (O Grande Conflito, p. 464).


Centenas de milhares de pessoas aceitarão a mensagem dos últimos dias, dada por Deus, mediante o ensino e a pregação de Sua Palavra. Oração, estudo da Biblia e testemunho são os elementos de todo verdadeiro reavivamento. A manifestação do Espírito Santo se intensificará à medida que o fim se aproxima. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (Atos dos Apóstolos, p. 55) e “Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p. 612).


Não há nada mais importante do que conhecer Jesus, estudar Sua Palavra, compreender Sua verdade e buscar Sua promessa do derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia para o cumprimento da comissão evangélica. A profetisa de Deus para o remanescente nos últimos dias escreveu de forma muito clara para ser mal compreendida que “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121).


Se um verdadeiro reavivamento espiritual é a maior e a mais urgente de nossas necessidades, não deveríamos, como líderes, dar prioridade à busca da bênção prometida pelo Céu, com todo o nosso coração?


Nossa grande necessidade: REAVIVAMENTO E REFORMA


Quando buscamos Jesus, Ele nos preenche com Sua presença e poder mediante a dádiva do Espírito Santo. Anelamos por conhecê-Lo melhor e o Espírito Santo reaviva as faculdades espirituais adormecidas da alma. Não há nada que desejemos mais do que ter um relacionamento profundo e transformador com Jesus. O coração reavivado experimenta uma conexão vital com Jesus mediante a oração e a Palavra, e a reforma é a mudança correspondente que ocorre em nossa vida como resultado do reavivamento.


“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128). A reforma não é manifestada com uma atitude de justiça própria que condena outros. É a transformação do caráter que revela os frutos do Espírito na vida (Gálatas 5:22-24). A obediência à vontade de Deus é evidência de todo verdadeiro reavivamento. Nosso Senhor anela por um povo reavivado, cuja vida reflita a amabilidade de Seu caráter. Não há nada que Jesus anseie mais do que um povo desejoso de conhecer pessoalmente Seu amor e compartilhá-lo com os outros.


Compromisso e Apelo


Como líderes e representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão Sul-Americana, agradecemos a nosso grande e maravilhoso Deus por Sua fidelidade e bênçãos abundantes à Sua Igreja, desde seu início. A rápida expansão mundial de Sua Igreja, em membros e em instituições, é simplesmente um milagre de Deus. Embora O louvemos pela obra maravilhosa de cumprir Seu propósito por meio de Sua igreja, e Lhe agradeçamos pelos líderes piedosos que guiaram Seu povo no passado, reconhecemos humildemente que, devido às nossas fragilidades humanas, até mesmo nossos melhores esforços são maculados pelo pecado e necessitam de purificação por meio da graça de Cristo. Reconhecemos que nem sempre temos dado prioridade ao dever de buscar a Deus pela oração e em Sua Palavra pelo derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia. Humildemente confessamos que, em nossa vida pessoal, em nossas práticas administrativas e nas reuniões das comissões, com frequência, temos agido com nossas próprias forças. Muitas vezes, a missão de Deus de salvar o mundo perdido não tem ocupado o primeiro lugar em nosso coração. Às vezes, em nossa intensa busca por fazer boas coisas, temos negligenciado o mais importante: conhecê-Lo. Com frequência, ambições mesquinhas, inveja e relacionamentos pessoais fragilizados têm subjugado nosso anelo pelo reavivamento e pela reforma e nos levado a trabalhar em nossa força humana, em vez de na de Seu divino poder.


Aceitamos a clara instrução de nosso Senhor de que “O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” (Atos dos Apóstolos, p. 50).


Confiamos no fato de que todo o Céu espera derramar o Espírito Santo, com poder infinito, para a conclusão da obra de Deus na Terra. Reconhecemos que a vinda de Jesus tem sido atrasada e que o anelo de nosso Senhor era ter vindo décadas atrás. Arrependemo-nos de nossa indiferença, de nosso mundanismo e de nossa falta de paixão por Cristo e Sua missão. Sentimos que Cristo nos chama a um relacionamento profundo com Ele, mediante oração e estudo da Bíblia, e a um mais ardente compromisso de transmitir Sua mensagem para os últimos dias ao mundo. Regozijamo-nos de que “é privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Atos dos Apóstolos, p. 600).


Assim sendo, como representantes da Igreja Sul-Americana e em nome de todos os membros, comprometemo-nos a:


1. Pessoalmente dar prioridade ao dever de buscar a Deus para um reavivamento espiritual e o derramamento do Espírito Santo, no poder da chuva serôdia, em nossa vida, família e ministério.


2. Individualmente dedicar tempo significativo, a cada dia, para manter comunhão com Cristo mediante a oração e o estudo da Palavra de Deus.


3. Examinar nosso coração e pedir ao Espírito Santo para nos convencer de tudo que nos esteja impedindo de revelar o caráter de Jesus. Desejamos ter um coração disposto a fim de que nada em nossa vida impeça a plenitude do poder do Espírito Santo.


4. Incentivar os ministros da Igreja a dedicar tempo à oração, ao estudo da Palavra de Deus e a buscar o coração de Deus, a fim de compreenderem Seus planos para Sua Igreja.


5. Incentivar cada uma das organizações da Igreja a separar tempo para que os administradores, pastores, obreiros da saúde, das publicações, educadores, estudantes e todos os colaboradores busquem a Jesus e o prometido derramamento do Espírito Santo mediante o estudo da Palavra de Deus e da oração.


6. Priorizar o Seminário de Enriquecimento Espiritual e a Jornada Espiritual como meios de envolver os membros, servidores da Igreja e instituições em um forte movimento de comunhão e reavivamento, buscando a Deus na primeira hora de cada dia.


7. Usar cada mídia disponível, bem como diferentes reuniões, seminários e programas para apelar aos membros da Igreja a buscar um relacionamento profundo com Jesus, com vistas ao reavivamento e à reforma prometidos.


8. Urgentemente apelar e convidar todos os membros da Igreja a se unir a nós no abrir o coração ao poder transformador da vida, que é o Espírito Santo, o qual transformará nossa vida, nossa família, nossas organizações e nossas comunidades.


Especialmente, reconhecemos que Deus usará as crianças e os jovens neste último e poderoso reavivamento e encorajará todos os nossos jovens a participar na busca de Deus para o reavivamento espiritual em sua vida e a capacitação do Espírito Santo para compartilhar sua fé com outros.


Apelamos a cada membro de igreja a se unir aos líderes da Igreja e a milhões de outros adventistas do sétimo dia, buscando um relacionamento mais profundo com Jesus e o derramamento do Espírito Santo na primeira hora de cada dia, e também participando da corrente mundial de oração às sete horas de cada manhã ou tarde, sete dias na semana. Esse é um apelo urgente que deve alcançar todo o nosso território e circundar o globo com sincera intercessão. Esse é o chamado para um compromisso total com Jesus e para experimentar o poder transformador de vidas do Espírito Santo, e que nosso Senhor anela nos dar agora.


Cremos que o propósito do derramamento do Espírito Santo no poder da chuva serôdia é concluir a missão de Cristo na Terra, a fim de que Ele possa vir em breve. Reconhecendo que nosso Senhor somente derramará Seu Espírito, em Sua plenitude, sobre uma igreja que tiver paixão pelas pessoas perdidas, determinamos apresentar e manter o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo no topo de todas as nossas agendas de atividades da Igreja. Mais do que tudo o mais, anelamos pela vinda de Jesus.


Apelamos a cada administrador, líder de departamento, obreiro institucional, obreiro da saúde, colportor, capelão, pastor e membro da Igreja a se unir a nós em tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes e importantes de nossa vida pessoal e em nossas áreas no ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Juntamente com o idoso apóstolo João, na Ilha de Patmos, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).


* O documento original foi votado no Concílio Anual da Associação Geral em 11/10/2010.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O sexo está liberado?

Você está namorando alguém que simplesmente é o máximo. É a concretização dos seus sonhos. Essa pessoa é perfeita para você, ela te completa, te deixa entusiasmado, apaixonado, cheio de amor e planos para a vida. A inteligência e o senso de humor lhe cativam, mas muito mais ainda o jeito de ser, o sorriso e... a beleza do seu corpo. É por isso que, naquele momento mais romântico, abraçados e sozinhos, explode uma vontade “incontrolável” de fazer sexo. Você diz: “Tem que ser agora, não pode ser mais tarde. A gente se ama mesmo, não é?”



Saiba que o sexo está liberado... mas, antes de ele acontecer com toda a paixão, você precisa conversar com sua namorada. Pare onde estava, vá para um lugar mais claro, tome um copo de água para esfriar a “cuca”, e vamos pensar um pouco. Diga a ela que você quer fazer sexo. Pergunte se ela quer também, ou se sente pressionada. Tenha certeza da permissão, porque você não é dono do corpo dela. Calma aí, não é tão simples assim.


Junte seus amigos e os dela e fale a todos que você vai fazer sexo com ela. Isso porque você não quer esconder nada da sua vida, você é um livro aberto. Inclusive essa atitude afastará a outros que, quem sabe, estavam com a mesma intenção a respeito dela. Ela já fez a escolha e não é nenhum dos seus amigos, ainda bem.


Como você é um jovem responsável e não deve nada a ninguém, vá antes à casa dos pais dela e seja franco: “Eu quero fazer sexo com sua filha, e gostaria que vocês aprovassem, porque enquanto ela não é minha, é de vocês.”


Depois dessa conversa aberta e sem rodeios, porque você quer fazer o que é certo, traga sua namorada até sua casa e apresente-a a seus pais dizendo: “É com essa moça que eu quero fazer amor, e não é só uma vez, não. É muito e muitas vezes.”


Bem, se é assim que vocês querem, não fica legal fazer isso na casa dos seus pais ou dos pais dela. Seria um constrangimento, os pais ficariam sem graça, sua namorada vai ficar com medo de fazer algum barulho, vocês não vão ficar à vontade com certeza. No motel não dá pra morar, sem contar que ficaria muito caro sustentar toda essa paixão e cada vez correr para lá.


Vocês se amam tanto que se pudessem ficariam o tempo todo juntos, então é melhor fazer um grande esforço, juntar as economias com a ajuda dos pais, se possível, e alugar uma casa ou apartamento. Assim você deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua amada (está na Bíblia: Gênesis 2:24). Mas espere aí, ainda não.


Você não gostaria que ela fizesse sexo com outros, além de você. Existem 52 doenças venéreas, inclusive a aids, e é perigoso correr esse risco. Então, se é seu propósito ser fiel a ela e vice-versa, evite uma série de aborrecimentos e vá até um Cartório. Leve algumas testemunhas e prepare um documento dizendo que você fará sexo só com ela, e isso é um compromisso dela também. Vão aproveitar à vontade, serão um do outro, então assine, porque você não tem costume de fugir das responsabilidades.


Como fazer amor é um ato muito bom e isso foi invenção de Deus, então você deve reunir todos os seus parentes e os dela, todos os seus amigos e os dela, convidar todos para a igreja e pedir ao líder religioso que abençoe o sexo que vocês vão praticar. Afinal, vocês acreditam em Deus e Deus acredita na sinceridade de vocês. Dessa forma, vocês na presença de todos declaram:


“Nós não queremos esconder nada de ninguém. Não queremos ficar mentindo por aí, dizendo que não fizemos nada; não queremos experimentar o trauma de uma gravidez indesejada, um aborto forçado, ou uma doença venérea incurável. Nos amamos tanto que faremos sexo quantas vezes der vontade. Diante de todos aqui presentes, declaramos que a partir deste momento deixamos o ‘Clube dos Abstinentes Sexuais Temporários’. Soubemos esperar até este momento porque o sexo é uma arte; e vamos aprender essa arte juntos, com toda a responsabilidade. Não precisamos de experiência sexual prévia; isso é desculpa de quem não soube esperar. Mas agora será muito gostoso abrir esse ‘presente’ de Deus para nós. Fazemos esse compromisso sabendo que sexo não é brincadeira, haverá momentos de discussões e adaptações, mas seremos sempre um para o outro. O sexo finalmente está liberado para nós, portanto, com licença, que eu e ela temos que ir à nossa casa para...”


Espera aí mais um pouquinho. Não vai rolar nenhuma festa pra gente?

(Udolcy Zukowski é líder dos jovens adventistas para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Desenhos com enredo fantástico prejudicam as crianças

Crianças pequenas que assistem a programas de televisão com ritmo acelerado e com um enredo fantástico – como o desenho Bob Esponja – podem acabar desenvolvendo problemas de aprendizado e de comportamento. É o que afirma um estudo conduzido pela Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, e que será publicado na edição de outubro do periódico médico Pediatrics. Para chegar aos resultados, psicólogos da universidade analisaram crianças de quatro anos imediatamente após elas assistirem a nove minutos de Bob Esponja. Descobriu-se, então, que a função executiva dessas crianças (habilidade de prestar atenção, resolver problemas e de ter um comportamento moderado) havia sido seriamente comprometida, frente às crianças de quatro anos que passaram os nove minutos assistindo a um programa com ritmo mais lento e realista, ou desenhando.

De acordo com Angeline Lillard, pesquisadora chefe do estudo e professora na Universidade da Virgínia, pode haver duas razões pelas quais esses programas têm um impacto tão negativo no aprendizado e no comportamento infantil. “É possível que o ritmo acelerado, com personagens em movimento constante, e a fantasia prejudiquem a habilidade que a criança tem de se concentrar”, diz. Segundo ela, uma segunda possibilidade seria que, ao se identificar com os personagens sem foco e frenéticos, a criança acabe por adotar essas características.

Para Lillard, os pais devem considerar esses fatores quando forem decidir o que o filho pode ou não assistir. “Programas como o Bob Esponja podem comprometer a capacidade de aprendizagem e de comportamento”, diz. De acordo com a pesquisadora, aos quatro anos as crianças estão numa fase importante do desenvolvimento. Assim, assistir à TV, e suas consequências, podem ter efeitos duradouros – a pesquisa de Lillard, no entanto, estava focada apenas em efeitos imediatos.

“Crianças pequenas estão começando a aprender como se comportar e como aprender”, diz. “Na escola, elas devem se comportar adequadamente. Elas precisam se sentar, comer de maneira correta e serem respeitosas. Tudo isso requer funções executivas. Se uma criança assistiu apenas a um programa de TV que prejudicou essas habilidades, não podemos esperar que ela se comporte em seu nível normal em todas as situações do dia”, diz Lillard.

A especialista recomenda, então, que os pais usem atividades criativas de aprendizado, como blocos para construção e jogos de tabuleiro. “A função executiva é extremamente importante para o sucesso da criança na escola e na rotina”, diz Lillard. “É importante para sua saúde mental e física.”

(Veja)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Existem erros na Bíblia?

Os cristãos, ao longo dos séculos, têm aceitado a Bíblia Sagrada como a Palavra da verdade. Porém, especialmente desde o Iluminismo no século 17, muitos estudiosos afirmam que a Bíblia contém uma variedade de erros – equívocos doutrinários, erros científicos, contradições, discrepâncias relacionadas a nomes e números, bem como linguagem imprecisa. Antes de analisar essa ideia, precisamos compreender qual é a origem da Bíblia. De acordo com o próprio testemunho das Escrituras, “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16). Pedro afirmou que “nenhuma mensagem profética veio da vontade humana” (2Pe 1:21, Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Essa verdade não se limita ao Antigo Testamento, porque os apóstolos consideravam sua mensagem como possuindo autoridade divina. Paulo, por exemplo, escreveu: “Ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1Ts 2:13, Nova Versão Internacional).

A Bíblia foi dada por inspiração de Deus, mas os escritores bíblicos não foram meramente a pena ou caneta (instrumento de escrita) de Deus, e sim verdadeiros autores. Em outras palavras, eles escreveram os 66 livros da Bíblia usando seu próprio estilo pessoal, linguagem e forma de pensar – mas tudo sob a direção do Espírito Santo. Todos os livros da Bíblia, portanto, carregam as marcas da autoria humana. Podemos considerar isso como “o rosto humano da Bíblia”.

Alguns livros, tais como Reis, Crônicas e o evangelho de Lucas afirmam claramente que foram escritos por meio de pesquisa histórica (1Rs 22:39, 45; 1Cr 29:29; Lc 1:1-4). Alguns escritores bíblicos chegam a citar autores pagãos (At 17:28) e Judas parece se referir a um livro não inspirado (Jd 14, 15).

Existem vários outros elementos desse “rosto humano” da Bíblia:

Linguagem

Ao lidar com declarações bíblicas, precisamos nos lembrar de que os escritores bíblicos frequentemente utilizam linguagem não técnica, comum, do dia a dia, para descrever o que aconteceu. Por exemplo, eles falam sobre nascer do sol (Nm 2:3; Js 19:12) e pôr do sol (Dt 11:30; Dn 6:14), ou seja, utilizavam a linguagem baseada na observação e não uma linguagem científica precisa. Não podemos ler esses textos e concluir que a Bíblia ensina que o Sol gira em torno da Terra. Mesmo cientistas e outros estudiosos usam essa linguagem popular em seu dia a dia. Portanto, imprecisão técnica não significa erro ou mentira.

Recursos literários

Os escritores bíblicos utilizavam também diferentes recursos literários, tais como poesia, parábolas, metáforas, símbolos, etc. Muitos livros bíblicos, especialmente no Antigo Testamento, são narrativas históricas; outros contêm textos jurídicos, ditos de sabedoria ou profecias apocalípticas. Diferentes tipos de materiais exigem diferentes métodos de interpretação; portanto, distinguir esses recursos literários nas Escrituras ajuda a evitar interpretações equivocadas. Não seria correto entender ao pé da letra uma metáfora e dizer que determinado texto bíblico contém um erro.

Costumes antigos

Muitas passagens bíblicas refletem costumes antigos, e conhecê-los pode ser muito útil para interpretar um texto. Por exemplo, na Antiguidade era comum dar diferentes nomes à mesma pessoa. Assim, Esaú também era conhecido como Edom, e Gideão como Jerubaal.

Outro exemplo é que eram utilizados diferentes métodos para contar o período de governo dos reis. Durante muito tempo, aqueles que não acreditavam na Bíblia calculavam a duração de governo dos reis de Israel e Judá e encontravam várias contradições. Até que, em 1943, o estudioso adventista Edwin Thiele conclui sua tese doutoral na Universidade de Chicago e mostrou que as informações bíblicas estão em perfeita harmonia com os métodos de contagem antigos.[1]

A transmissão dos manuscritos bíblicos

É um fato bastante conhecido que todos os manuscritos originais dos autores bíblicos se perderam. Embora os judeus fossem muito cuidadosos ao copiar os manuscritos bíblicos, ocorreram alguns erros de escrita ao longo do processo de transmissão e cópia dos manuscritos. No entanto, esses erros são tão insignificantes que nenhuma pessoa honesta precisa ficar confusa ou entender a Bíblia de maneira errada. Em realidade, a Bíblia é o documento mais bem transmitido e preservado da Antiguidade. Nenhum livro antigo foi tão bem preservado quanto a Bíblia, em que algumas cópias foram produzidas poucos anos depois que o original foi escrito.[2]

Durante o período em que a Bíblia era copiada a mão, surgiram várias discrepâncias entre os manuscritos. Por isso, alguns manuscritos dizem que Davi tomou 700 cavaleiros de Hadadezer, enquanto outros dizem que foram 1.700 (2Sm 8:4). Já outro texto bíblico afirma que foram 7 mil (1Cr 18:3, 4). A origem desse problema é que esses números têm um som muito parecido em hebraico. Quando um escriba ditava o texto para outro, às vezes surgia essa confusão. É importante observarmos, no entanto, que esses erros nunca estão relacionados à mensagem ou às doutrinas da Bíblia, mas apenas a detalhes periféricos, como números e nomes de pessoas.

Algumas dessas discrepâncias possuem explicações perfeitamente satisfatórias; outras podem ter sua origem nos erros dos copistas. Quase todos os supostos “erros” da Bíblia podem ser explicados pelas razões acima.

A Bíblia é confiável

Na Bíblia existem pequenas discrepâncias do ponto de vista técnico de nossos dias, mas isso não significa que ela não seja confiável sobre a história e os fatos que descreve. Não podemos questionar a historicidade de Gênesis capítulos 1 a 11, as histórias dos patriarcas ou os eventos relatados nos livros proféticos ou nos evangelhos. A fé cristã é histórica no sentido de que ela depende essencialmente daquilo que, de fato, aconteceu (veja 1Co 15:12-22).

Os aspectos históricos da Bíblia, portanto, não podem ser separados de seu conteúdo teológico. Em realidade, “remover o aspecto histórico das Escrituras é remover o que demonstra a fidelidade de Deus”, porque Deus atua na história.[3] Jesus Cristo e os apóstolos aceitavam como verdadeiros os eventos históricos registrados no Antigo Testamento, inclusive os relatos sobre Adão e Noé (Mt 19:4, 5; 24:37; At 24:14; Rm 15:4), porque esses e os demais eventos históricos são parte da história da salvação apresentada na Bíblia.

Conclusão

Existem erros na Bíblia? Se “erro” quer dizer que a Bíblia não utiliza a linguagem moderna, científica ou técnica, então podemos dizer que ela contém erros. Mas isso seria impor sobre a Bíblia um conceito estranho a ela e que é irreal até mesmo para o nosso dia a dia. Mas se “erro” significa que a Bíblia ensina mentiras em sua mensagem ou sobre a história humana, a resposta é: “Não, a Bíblia não contém erros.” A Bíblia é a revelação da verdade e vontade de Deus. Muitos dos assim chamados “problemas” da Bíblia não estão com o texto bíblico, mas com o leitor.

Sem dúvida, encontramos declarações desafiadoras e mesmo discrepâncias em detalhes na Bíblia. Mas nenhuma delas interfere no ensino e confiabilidade histórica das Escrituras. Podemos estar certos de que a Bíblia que temos em nossas mãos é a verdade de Deus e que ela pode nos tornar sábios para a salvação.

(Frank M. Hasel, Ph.D., é professor de Teologia no Seminário de Bogenhofen, Áustria. Fonte: Gerhard Pfandl, ed., Interpreting Scripture: Bible Questions and Answers, Biblical Research Institute Studies, v. 2 [Silver Springs, MD: Biblical Research Institute, 2010], p. 33-41. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso.)

Referências:

[1] Edwin R. Thiele, The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings, 3ª edição (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983).
[2] Sobre os manuscritos do Novo Testamento, veja Wilson Paroschi, Crítica Textual do Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 1999).
[3] Noel Weeks, The Sufficiency of Scripture (Edimburgo: Banner of Truth, 1988), p. 50.

Reencarnação na Bíblia?

Gostaria de obter alguns esclarecimentos a respeito de duas passagens bíblicas que podem causar interpretações duvidosas. São elas: Jó 1:21 – Sei que um verso bíblico não é suficiente para se estabelecer uma doutrina, mas confesso que esta passagem me deixou intrigado. Li em determinado livro que este verso defende a reencarnação. A expressão de Jó “nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá”, parece indicar que o patriarca admitia a reencarnação. Como este texto é tratado em outras versões e por que o verso foi traduzido dessa forma? O que Jó quis realmente afirmar com esta declaração? João 9:2 – Este versículo envolve o mesmo problema abordado acima. Os discípulos de Cristo criam em alguma forma de reencarnação? A pergunta que fizeram ao Mestre “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” parece indicar que sim. Como o cego poderia pecar antes de seu nascimento? Agradeceria obter uma resposta esclarecedora. Obrigado pela atenção! – A.

Prezado A., realmente é importante tornar claras todas as passagens bíblicas que apresentem aparentes contradições, deixando que a própria Bíblia, com textos mais claros, esclareça aqueles textos tidos como mais difíceis.

Talvez seja útil, antes de comentar diretamente os versículos a que você se refere, revermos o que as Escrituras ensinam a respeito da morte. As considerações a seguir foram extraídas de meu livreto Esperança para Você, impresso pela Casa Publicadora Brasileira:



“A morte é uma realidade sobre a qual se evita pensar. Tenta-se adiá-la o máximo possível através da ciência médica, mas o que se tem conseguido são poucos anos de vida a mais. Por ser ‘invencível’, a morte desperta muitas dúvidas: O que acontece com os que morrem? Aonde vão? Por que tem gente dizendo por aí que os espíritos dos mortos andam soltos? Isso é verdade?

“Platão, o filósofo grego, ensinava que a ‘alma reside no corpo, como numa prisão de que se vê livre na morte’. Alguns crêem que o homem tem uma alma que lhe sai por ocasião da morte, indo para o Céu ou para o inferno. Outros ensinam que a alma vai ao purgatório expiar suas faltas. Outros ainda dizem que há ‘evolução do espírito’. Portanto, a maior parte das pessoas acreditam que o homem tem dentro de si uma alma e um espírito que, desencarnados, vão para algum lugar. Mas, afinal, qual é a verdade? Para entender o que ocorre com o homem na morte, é preciso que se entenda o que é o homem. Qual a natureza humana.

“Quando Deus criou Adão, utilizou-Se de dois elementos: o pó da terra e o fôlego de vida. E, conforme relata Gênesis (capítulo 2, verso 7) o homem ‘tornou-se alma vivente’. Não diz ali que o homem recebeu uma alma, mas sim que o homem tornou-se uma alma.

“Assim como a lâmpada não tem luz por si só, mas produz luz quando está em conexão com a energia elétrica, e ao mesmo tempo a energia elétrica sozinha não ilumina a menos que esteja conectada com a lâmpada, o pó da terra, sozinho, não tem consciência. É simplesmente pó. O fôlego, ou sopro de vida, igualmente, não subsiste por si só. É simplesmente fôlego. A consciência e a vida são, portanto, o resultado da harmoniosa relação entre o corpo e o sopro ou fôlego de vida que Deus concedeu ao homem.

“A morte, portanto, é o oposto da vida. Veja o que diz o livro de Eclesiastes, no capítulo 12, verso 7: ‘E o pó volte para a terra como era, e o espírito [fôlego] volte a Deus que o deu’ – Almeida.

“Resumindo: Pó da terra + fôlego de vida = alma vivente. Tira-se um dos elementos e a alma vivente deixa de existir.

É a alma imortal? – Antes de Adão e Eva se desviarem da estrita obediência a Deus, Ele lhes havia feito a seguinte advertência: ‘No dia em que você a comer [da árvore da ciência do bem e do mal], certamente morrerá’ (Gênesis 2:17). Mas Satanás introduziu uma mentira que dura até hoje. Disse ele: ‘Vocês não morrerão coisa nenhuma!’ (Gênesis 3:4).

“Antes de mais nada, é preciso que se entenda que a palavra alma, em hebraico, é nephesh. E essa palavra significa apenas ser vivente. Há um texto bíblico, escrito pelo profeta Ezequiel, que deixa mais clara ainda esta questão sobre a alma ser ou não imortal: ‘...a alma que pecar, esta morrerá’ (Ezequiel 18:4 – Almeida). Existe algum ser humano que não peca? Logo, todos são mortais.

“’A alma não possui existência consciente à parte do corpo, e em parte alguma a Escritura indica que por ocasião da morte a alma sobrevive como entidade consciente. Efetivamente, ‘a alma que pecar, essa morrerá’. Eze. 18:20’ (Nisto Cremos, pág. 458).

“Paulo encerra o assunto quando diz que só Deus é imortal (I Timóteo 6:15 e 16). Paulo mesmo não cria que ao morrer iria imediatamente ao Céu. Ele também esperava ressuscitar somente na segunda vinda de Cristo (ver Filipenses 3:11 e II Timóteo 4:8). E disse mais: ‘E quando isso que é mortal se revestir de imortalidade...’ (I Coríntios 15:54). Você compreende? Se a alma já é imortal, qual a necessidade de se revestir de imortalidade? Somente crendo em Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, o ser humano terá a vida eterna.

Comunicação com os mortos – Alguém pode perguntar: ‘Se a alma não é imortal e, quando morremos, aguardamos pela ressurreição na vinda de Cristo, então é impossível haver comunicação com os mortos?’ Exato. É o que diz a Palavra de Deus: ‘Os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada. Eles não vão receber mais nada e estão completamente esquecidos. Os seus amores, os seus ódios, as suas paixões, tudo isso morreu com eles. Nunca mais tomarão parte naquilo que acontece neste mundo’, pois, na sepultura, ‘não se faz nada, e ali não existe pensamento, conhecimento nem sabedoria’ (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4).

“Por isso, se você quer dizer algo, entregar uma flor ou fazer o bem a alguém, faça-o agora, pois ‘no seol [sepultura], para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma’ (Eclesiastes 9:10).

Morte = Sono – Quando Lázaro morreu, Jesus disse para Seus discípulos que iria despertá-lo do sono. Eles acharam aquilo estranho, pois não entenderam o que Cristo dissera. Foi somente quando viram o morto (que já estava em estado de decomposição) sair da tumba, vivo, que entenderam aquelas palavras do Mestre (ver João 11:11-15). E é interessante notar, também, que, ao sair do sepulcro, Lázaro nada disse sobre alguma ‘experiência’ após a morte. Ele simplesmente acordou.

“Agora pense bem: se Lázaro estivesse no Céu (lugar para onde iriam os mortos, imediatamente após a morte, como crêem alguns), não seria uma grande injustiça da parte de Jesus chamá-lo de volta a esta triste vida, sujeito às doenças e, novamente, à morte? Não, Jesus não faria isso com Lázaro, nem com ninguém. Lázaro estava dormindo, inconsciente, como ficam todos os que morrem.

“Mas se os que morrem ficam inconscientes, não podem participar deste mundo e só voltarão à vida quando Cristo retornar, quem são os que aparecem por aí, dizendo ser espíritos desencarnados? De uma coisa jamais podemos nos esquecer: Satanás é um inimigo astuto e laborioso. Ele pode ‘se transformar e parecer um anjo de luz!’ (II Coríntios 11:14). Essas supostas ‘almas dos mortos’ são, na verdade, ‘espíritos de demônios, que fazem milagres’ (Apocalipse 16:14). A Bíblia, inclusive, reage contra a consulta aos mortos, condenando essa prática. Basta ler passagens como Deuteronômio 18:10-14; Isaías 8:19 e I Timóteo 4:1, para confirmar.

“O ser humano pode ter a vida eterna unicamente através de Cristo que é o ‘Caminho, a Verdade e a Vida’. Uma vez ‘dormindo’, só poderá ressuscitar ao chamado de Jesus, em Sua segunda vinda, assim como os que estiverem vivos, por ocasião desse acontecimento, serão transformados (ver I Coríntios 15:51 e 52) e juntos com os que estavam mortos – não antes, nem depois – subirão para se encontrarem com Deus (ver I Tessalonicenses 4:13-17).

“Você percebe a astúcia do inimigo? Ele quer fazer com que os seres humanos creiam que a imortalidade lhes é um dom inerente. Assim, ninguém precisa se preparar para a vinda de Cristo. O que Satanás prega é que todos são imortais. De um jeito ou de outro, a vida continuará. É a velha mentira: ‘Vocês não morrerão!’

“Lembre-se do que disse Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá’ (João 11:25). Satanás não quer que as pessoas creiam em Jesus. Por isso inventa todo tipo de falsas ideologias que, no fundo, servem para afastar-nos de Cristo e eliminar nossa dependência dEle.

E a reencarnação? – A Bíblia é bem clara quando diz que ‘cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus’ (Hebreus 9:27). É verdade que muitos dos que crêem na reencarnação se dizem cristãos (e há muitos sinceros entre eles). Mas o verdadeiro cristão é aquele que aceita a Cristo como Salvador. Alguns dizem que, através de reencarnações sucessivas, cada pessoa pode ‘pagar’ pelas culpas da vida anterior. É uma espécie de auto-redenção. Para essas pessoas, o que fez Cristo na cruz? Para que teria Ele morrido pelos pecados de quem é capaz de salvar a si mesmo? Cristianismo e reencarnação, por mais que se deseje, são inconciliáveis.

“O caminho para a vida eterna é único: examine as Escrituras, pois elas testificam de Cristo, que é a vida eterna (João 5:39). E Ele diz: ‘Pois a vontade do Meu Pai é que todos os que vêem o Filho e crêem nEle tenham a vida eterna; e no último dia Eu os ressuscitarei’ (João 6:39). No último dia deste mundo, Cristo ressuscitará aqueles que aceitaram Seu convite para uma relação de amizade e companheirismo, e desenvolveram uma fé genuína. Por isso, para aqueles que ‘morrem no Senhor’ (Apocalipse 14:13), o fim é apenas o começo; o começo de uma nova vida que terá início na segunda vinda de Cristo.”

Bem, creio que agora, conhecendo o que a Bíblia ensina a respeito do estado do ser humano na morte, podemos analisar as passagens que você mencionou. Com relação ao texto de Jó 1:21, note o que diz o Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, pág. 501 (em espanhol): “Isto não se deve tomar de forma literal. É verso e não prosa. É tão-somente uma maneira poética de dizer que o homem deixa este mundo tão nu e indefeso como quando veio a ele. Aqui Jó não fala em linguagem específica da teologia, da metafísica ou da fisiologia.” E o próprio livro de Jó nos dá essa certeza, ao dizer que “tal como a nuvem que se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (7:9 e 10); “o homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono” (14:10-12).

Lembremos que II Pedro 3:7 afirma que “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios”. Quando estes céus passarem, por ocasião da volta de Cristo, os fiéis ressuscitarão.

A suprema esperança de Jó está expressa nas palavras: “Eu sei que meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão” (19:25-27). Aqui não há nenhuma indicação de um “espírito ou alma imaterial”, mas sim da ressurreição da carne.

O outro texto – João 9:2 – se refere à cura do cego de nascença. Ao vê-lo, os discípulos perguntaram quem havia pecado, ele ou seus pais, para ter nascido cego. Quando se conhece a cultura e as crenças da época dos apóstolos, tudo fica mais claro. De acordo com o Talmude, “não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniqüidade” (Shabbath, 55a); e “um enfermo não sara de sua enfermidade até que não lhe tenham sido perdoados todos os seus pecados” (Nedarim 41a). Os judeus acreditavam que cada pecado acarretava seu castigo peculiar e criam que era possível determinar – pelo menos em certos casos – a culpa de um homem pela natureza de seus sofrimentos.

Se o homem mencionado em João 9 estava cego como resultado de seus próprios pecados, então devia haver pecado antes de nascer, já que sua cegueira era de nascença. Há uns poucos indícios na literatura rabínica que mostram que os judeus consideravam que ao menos havia a possibilidade de que uma criança pecasse antes de nascer. Por exemplo, o Midrash Rabbah, comentando Gênesis 25:22, sustenta que Esaú cometeu pecado tanto antes de nascer como no momento de nascer. A opinião predominante entre os judeus era de que uma criança podia ser culpada de má conduta antes de seu nascimento!

Sem dúvida, os discípulos haviam ouvido os sutis argumentos dos rabinos com relação a esta difícil questão, e estavam ansiosos por ouvir o que Jesus tinha a dizer a respeito do assunto.

“Seus pais.” Esta parte da pergunta dos discípulos tinha pelo menos certa base bíblica, pois a lei declara que o Senhor castiga “a maldade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração” dos que aborrecem a Deus (Êxo. 20:5). Freqüentemente, os filhos sofrem as conseqüências das iniqüidades de seus pais, porém não são castigados pelas culpas deles (veja Eze. 18:1 e 2).

Alguns rabinos ensinavam que a epilepsia, a mudez e a surdez, por exemplo, eram o resultado da transgressão das mais triviais regras tradicionais (ver Talmude Pesahim 112b; Gittin 70a; Nedarim 20a, 20b).

Haviam recebido de Satanás sua filosofia com respeito ao sofrimento, pois o “autor do pecado e de todos os seus resultados havia induzido os homens a considerar a enfermidade e a morte como procedentes de Deus, como um castigo arbitrariamente infligido por causa do pecado” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 436). Não haviam entendido a lição do livro de Jó que mostra que “o sofrimento é infligido por Satanás, mas que Deus predomina sobre ele com propósitos de misericórdia” (Ibidem).

Ao Jesus responder que nem os pais do cego nem ele mesmo haviam pecado, foi totalmente de encontro ao conceito popular mantido pelos judeus de então.

(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)

A historicidade confiável do livro de Daniel

Podemos confiar na historicidade do livro de Daniel?

Há pelo menos três bons motivos para acreditarmos que o livro de Daniel é confiável do ponto de vista histórico e que de fato foi escrito no 6º século antes de Cristo:

1) A arqueologia tem reconstruído as informações históricas do livro de Daniel.

a) Toda a história desse profeta hebreu se passa na cidade de Babilônia. Os críticos da Bíblia afirmavam que se Babilônia realmente houvesse existido, não passaria de um pequeno clã. A arqueologia demonstrou o oposto. Os resultados dos estudos do arqueólogo alemão Robert Koldewey, feitos entre 1899 e 1917, provaram que Babilônia era um grande centro econômico e político no Antigo Oriente Médio na metade do 1º milênio a.C. (600 a.C.).

b) Outro ponto de questionamento era sobre a existência ou não de Nabucodonosor, rei de Babilônia na época do profeta Daniel. Mais uma vez a arqueologia resolveu a questão trazendo à luz muitos tabletes que foram encontrados nas ruínas escavadas por Koldewey com o nome Nabu-Kudurru-Usur, ou seja, Nabucodonosor! Não é incrível como um tablete de 2.600 anos consegue esmiuçar teorias fundamentadas no silêncio?

c) Assim como a opinião dos críticos teve que ser radicalmente mudada a respeito de Babilônia e de Nabucodonosor, o mesmo aconteceu com Belsazar, o último rei da Babilônia. Críticos modernos não concordavam com essa informação. Novamente a arqueologia refutou essa opinião. Vários tabletes cuneiformes confirmam que Nabonido, o último rei de Babilônia, deixou seu filho Bel-Shar-Usur (Belsazar) cuidando do Império enquanto ele estava em Temã, na Arábia. Você pode confirmar em Daniel 5:7 que Belsazar ofereceu para Daniel o terceiro lugar no reino, já que o pai, Nabonido, era o primeiro e ele, Belsazar, o segundo.

d) Até os amigos de Daniel estão documentados nos tabletes cuneiformes da antiga Babilônia. Foi descoberto um prisma de argila, publicado em 1931, contendo o nome dos oficiais de Nabucodonosor. Três nomes nos interessam: Hanunu (Hananias), Ardi-Nabu (Abede Nego) e Mushallim-Marduk (Mesaque). Incrível! Os mesmos nomes dos companheiros de Daniel mencionados nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro! Um grande defensor dessa associação é o adventista e especialista em estudos orientais William Shea, em seu artigo: “Daniel 3: Extra-biblical texts and the convocation on the plain of Dura”,AUSS 20:1 [Spring, 1982] 29-52. Hoje esse artefato encontra-se no Museu de Istambul, na Turquia.

Resumindo: as informações históricas do livro de Daniel são confirmadas pela arqueologia bíblica.

2) Por muitos anos os defensores da composição do livro de Daniel no 2º século a.C. se valeram das palavras gregas do capítulo 3 para “confirmar” a autoria da obra no período helenístico. Essa opinião apresenta dois problemas sérios:

a) Há ampla documentação do relacionamento entre os gregos e os impérios da Mesopotâmia antes mesmo do 6º século a.C. Nos registros do rei assírio Sargão II, por exemplo, fala-se sobre cativos da região da Macedônia (Cicília, Lídia, Ionia e Chipre). Se os judeus em Babilônia eram solicitados para tocar canções judaicas (Salmo 137:3), por que não imaginar o mesmo com os gregos? Um poeta grego chamado Alcaeus de Lesbos (600 a.C.) menciona que seu irmão Antimenidas estava servindo no exército de Babilônia. Logo, não nos deve causar espanto algum o fato de termos na orquestra babilônica instrumentos gregos.

b) Se o livro de Daniel foi escrito durante o período de dominação grega sobre os judeus, por que há apenas três palavras gregas ao longo de todo o livro? Por que não há costumes helenísticos em nenhum dos incidentes do livro numa época em que os judeus eram fortemente influenciados pelos filósofos da Grécia? Esse fato parece negar uma data no 2º século a.C.

Resumindo: o fato de existirem palavras gregas no terceiro capítulo de Daniel não prova sua composição no 2º século a.C., pelo contrário, intercâmbio cultural entre Babilônia e Grécia era comum antes mesmo do 6º século a.C.

3) Daniel foi escrito em dois idiomas: hebraico (1:1-2:4 e 8:1-12:13) e aramaico (2:4b-7:28).

Diversos nomes no estudo do aramaico bíblico (Kenneth Kitchen, Gleason Archer Jr, Franz Rosenthal, por exemplo) afirmam que o aramaico usado por Daniel difere em muito do aramaico utilizado nos Manuscritos do Mar Morto que datam do 2º século a.C. Para Archer Jr., a morfologia, o vocabulário e a sintaxe do aramaico do livro de Daniel são bem mais antigos do que os textos encontrados no deserto da Judeia. Não só isso, mas que o tipo da língua que Daniel utilizou para escrever era o mesmo utilizado nas “cortes” por volta do 7º século a.C.

Resumindo: o aramaico utilizado por Daniel corresponde justamente àquele utilizado em meados no 6º século a.C. nas cortes reais.

Qual a relevância dessas informações para um leitor da Bíblia no século 21? Gostaria de destacar dois pontos para responder essa questão:

1) Como foi demonstrado acima, Daniel escreveu seu livro muito antes do cumprimento de suas profecias. Logo, isso nos mostra a soberania e a autoridade de Deus sobre a história da civilização. Se Deus é capaz de comandar o futuro, Ele é a única resposta para os problemas da humanidade.

2) A inspiração das Escrituras. O livro de Daniel se mostrou confiável no ponto de vista histórico e, consequentemente, profético. Essa é a realidade com toda a Bíblia, que graças a descobertas de cidades, personagens e inscrições, mostra-se verdadeira para o ser humano.

O livro de Daniel, longe de ser uma fraude, é um relato fidedigno. Ao escavarmos profundamente as Escrituras e estudarmos a História, podemos perceber que a Bíblia é um documento histórico confiável.

(Luiz Gustavo Assis é pastor adventista em Caxias do Sul, RS)
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