quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mente humana: nem tão poderosa

O cérebro humano é incrível. Realiza várias tarefas ao mesmo tempo: controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a freqüência cardíaca e a respiração; aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato); controla nossos movimentos físicos ao andarmos, falarmos, ficarmos em pé ou sentarmos; o mais incrível do homem, no entanto, é que nós podemos pensar, sonhar, raciocinar e sentir emoções.

A Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana. 'Mente' é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento. É através da mente que percebemos o mundo ao nosso redor, e interagimos com ele. É nela que acontecem os pensamentos, os sonhos, os desejos, os sentimentos, e finalmente, a motivação para as atitudes.

Apesar da beleza da estrutura humana, qual é a natureza da nossa mente?

O filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau dizia que "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”. Será mesmo? Se é o convívio com a sociedade que corrompe o homem, como é possível então ser tão notavelmente constatado pela psicologia do desenvolvimento que a infância se caracteriza por uma atitude naturalmente egocêntrica? Ou, em outras palavras, a criança já é egoísta desde que nasce. Temos uma natureza inclinada para o mal. Na verdade, não é necessário nenhum estudo científico para que se perceba isso.

Juntamente com o egoísmo, a prepotência é uma característica humana. A prepotência se resumiria na famosa frase “eu sei o que estou fazendo”, ou simplesmente “EU sei”. Esse é o problema do ser humano: tenta explicar a tudo o que existe, julgando ser ele a criatura mais capaz de raciocínio existente. Os homens agem sempre com prepotência, achando que são o centro do universo. Mas qualquer pessoa, por mais simples que seja, pode perceber que definitivamente o homem não é tão capaz como ostenta ser. Quanto mais o homem aumenta em ciência, mais o mundo se torna um lugar difícil de se habitar. Quanto mais a medicina avança, doenças mais devastadoras e sem cura surgem. Quanto mais se descobre sobre a natureza e catástrofes naturais, mais elas destróem vidas e propriedades, sem que ninguém possa fazer nada. Quanto mais os governos e a sociedade evoluem e se dizem mais democráticos, mais civilizados, mais discórdia e impossibilidade de paz existe. Violência, injustiça, impunidade, crueldade; quanto mais tempo passa, em vez de se tornar melhor, mais o homem se degenera. Apesar de sua degeneração clara, ele se torna cada vez mais arrogante e cheio de si.

O ser humano não possui poder algum. A vida do homem é tão frágil quanto uma casca de ovo. Não pode, por si mesmo, quebrar as leis físicas, não pode se defender de um tiro apenas com seu tórax, não pode curar um câncer do dia para a noite, menos ainda, pode vencer a morte, que é certa até ao homem mais inteligente. A força de vontade, o pensamento positivo, a meditação e foco em algo não são capazes de quebrar as leis naturais, pois a mente do homem não possui por si só capacidade de mover uma pena sequer do seu lugar. Essa incapacidade é que mostra o quanto as pessoas necessitam de alguém superior para ajudar.

A questão que vou abordar hoje é a seguinte: você acha que é dono do seu nariz? Ou em outras palavras, você acha mesmo que pode ver, ouvir, pensar naquilo que quiser, e nada vai te afetar? Pois é isso que muitos pensam, e é onde se enganam.

A mente humana é como uma esponja. Aquilo que ela contempla, ela absorve. Somos transformados naquilo que contemplamos, que olhamos, ouvimos e nos demoramos. Ao contrário do que muitos ostentam, nós não possuímos tanto controle sobre tudo o que entra na mente. É incrível como as pessoas digerem conteúdo que contém exatamente as coisas que elas dizem que não fariam em suas vidas, como assassinar alguém, trair a esposa, roubar algo, praticar ocultismo, etc. Muitos pensam poder ver cenas violentas, e isso não os afetará. Outros ouvem músicas com letras e ritmos que induzem ao sensualismo, violência, consumismo, vícios, estilos de vida prejudiciais, e dizem que tem controle sobre tudo, que apesar de ouvir, não farão tais coisas. Infeliz engano. Porque o único meio de defesa que possuímos sobre aquilo a que expomos nossa mente, é não assistir, não ouvir, não ler e não ver.  Não há um ser humano que ande sobre a Terra que tenha a capacidade de não ser influenciado por aquilo que ele vê ou ouve.

Há dois mil anos atrás, um sábio galileu disse: " São os olhos a lâmpada do corpo; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mateus 6:22-23. Jesus sabia exatamente do que ele estava falando. Ele é quem criara o homem e a mente humana. Alertou desde cedo para que o homem cuidasse com aquilo que colocava diante da sua mente. Mas muitos ignoram este aviso claro, e continuam a viver como se fossem senhores de sua própria natureza.

Não seria insensatez desprezar o conselho Daquele que projetou a mente humana e lhe conhece os mistérios?

Que o conselho do Salmista possa valer para nós: "Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim... o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos." Salmos 101:3, 7.

(Marcelo Karma)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...