quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Papa condena nazismo e destaca unidade entre católicos e judeus

“Adolf Hitler era um ídolo pagão, que queria colocar-se como substituto do Deus bíblico, Criador e Pai de todos os homens”, destacou o Papa Bento XVI durante o encontro com representantes da Comunidade Judaica em Berlim, nesta quinta-feira, 22, após o histórico discurso no Bundestag (Parlamento alemão).



Neste encontro, que faz parte dos compromissos de sua terceira viagem ao país, o Pontífice recordou que na Alemanha, antes do terror nazista, viviam aproximadamente meio milhão de judeus, que constituíam um componente estável da sociedade alemã.

“Com a recusa do respeito a este Deus único, perde-se sempre também o respeito pela dignidade de homem. E do que seja capaz o homem que recusa Deus e qual semblante possa assumir um povo no “não” a tal Deus, no-lo revelaram as horríveis imagens que chegaram dos campos de concentração no fim da guerra”, disse.


Bento XVI destacou que o regime de terror do nacional-socialismo baseava-se num mito racista, do qual fazia parte a rejeição do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, do Deus de Jesus Cristo e das pessoas que acreditavam Nele.


Diálogo entre católicos e judeus


Hoje, a Igreja Católica sente uma grande proximidade com o povo judeu. Segundo o Santo Padre, uma comunhão benévola e compreensiva entre Israel e a Igreja, no mútuo respeito pelo ser do outro, deve crescer mais e há-de ser incluída profundamente no anúncio da fé.


“O Beato Papa João Paulo II se empenhou de modo particularmente intenso em favor deste novo caminho. Isto vale obviamente também para a Igreja Católica na Alemanha, que está bem ciente da sua responsabilidade particular nesta matéria”, destacou.


Para Bento XVI a mensagem de esperança, que os livros da Bíblia hebraica e do Antigo Testamento cristão transmitem, foi assimilada e desenvolvida de modo diverso por judeus e cristãos.


“Depois de séculos de contraposição, reconhecemos como nossa tarefa fazer com que estes dois modos de nova leitura dos escritos bíblicos – o cristão e o judaico – dialoguem entre si, para se compreender retamente a vontade e a Palavra de Deus”, disse o Papa alemão citando um trecho de seu livro Jesus de Nazaré – Parte II: Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição (p. 38).


“Numa sociedade cada vez mais secularizada, este diálogo deve reforçar a esperança comum em Deus. Sem tal esperança, a sociedade perde a sua humanidade. No fim de contas, podemos constatar que o intercâmbio entre a Igreja Católica e o judaísmo na Alemanha produziu já frutos prometedores. Relações duradouras e confiantes se desenvolveram. Certamente, judeus e cristãos têm uma responsabilidade comum no progresso da sociedade, a qual possui sempre também uma dimensão religiosa. Possam todos os interessados continuar juntos este caminho”, finalizou.


O Papa encerra este 1º dia de viagem com uma Missa no Estádio Olímpico de Belim.
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Fonte: Canção Nova Notícias
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Nota: O apóstolo Paulo escreveu: "...o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus." 2 Tessalonicenses 2:3-4, e não era de Hitler que ele estava falando.  Irônico é ouvir o papa dizer que “Adolf Hitler era um ídolo pagão, que queria colocar-se como substituto do Deus bíblico, Criador e Pai de todos os homens”. O Papa já ostenta ser o "substituto do Deus bíblico" há muitos séculos. Inclusive, a Igreja Católica deu apoio ao nazismo, mas essa parte da história procura-se manter longe do conhecimento popular.
Cada vez mais a Igreja vem trabalhando para unir-se à todas as religiões, e cada vez mais ela de bom grado tem sido aceita. Não demora muito para que tudo esteja pronto para desenrolar as últimas cenas da história desse mundo.

(Marcelo Karma)

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