sexta-feira, 25 de novembro de 2011

OTAN esconde preparativos para ação militar contra a Síria

Os Estados Unidos decidiram abrir mão de certas obrigações referentes as Forças Convencionais no Tratado da Europa (CFE). Em particular, os EUA deixarão de informar a Rússia sobre os planos relacionados com a reorganização das suas forças. Essas restrições não afetam qualquer outro país.


"Hoje os Estados Unidos anunciaram em Viena, Áustria, que deixariam o cumprimento das obrigações determinadas nas Forças Armadas Convencionais do Tratado da Europa (CFE) em relação à Rússia. Este anúncio no grupo de implementação das Forças Convencionais do Tratado da Europa vem depois dos Estados Unidos e dos aliados da OTAN  terem tentado ao longo dos últimos quatro anos encontrar uma solução diplomática após a decisão da Rússia em 2007 de cessar a execução com relação a todos os outros 29 Estados do Tratado. Desde então, a Rússia se recusou a aceitar inspeções e deixou de prestar informações sobre suas forças militares aos outros membros conforme exigido pelo Tratado", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, nesta terça-feira.
Segunda ela, os EUA não se recusam a dialogar com a Rússia dentro do escopo do Tratado. No entanto, a Rússia deve voltar para a instituição do CFE, acrescentou a diplomata norte-americana [...]
No final de 2007, Vladimir Putin decidiu suspender a participação da Rússia no CFE, até os EUA e seus aliados europeus ratificarem a variante nova do Tratado (de 1999). Os americanos não querem fazer qualquer movimento nessa direção. Agora, eles decidiram não informar a Rússia sobre a redistribuição de suas forças. Isto é obviamente uma outra violação do tratado que os Estados Unidos cometeram [...]
Pravda: É a Rússia um grande obstáculo para a condução da operação da OTAN contra a Síria? Tem os EUA algo a esconder de nós neste momento?
Anatoly Tsyganok (diretor do Centro de Previsões Militares): A Rússia é um obstáculo, sim. Temos uma base naval em Tartus, Síria. A base é protegida por complexos de defesa aérea, por isso as chances para o ataque da OTAN ou de Israel pelo mar são escassas. Se eles decidirem atacar, será mais provável ocorrer pela Arábia Saudita. Então, os EUA tem algo a esconder.
Há outro aspecto além desse. Há aproximadamente 120 mil cidadãos russos que vivem na Síria. Presumivelmente, por causa das mulheres russas, que se casaram com homens locais. A Rússia pode usar este detalhe para interferir nos acontecimentos da Síria. Além disso, 20% do complexo de defesa russo simplesmente perderá o posto caso a Rússia perca o mercado sírio. Não é de descartar que eles estejam reagrupando as forças da OTAN para se preparar para a guerra contra a Síria, e eles não queiram notificar a Rússia sobre isso.
Fonte: Pravda (Agência notícias da Rússia)


Navios de guerra russos que têm chegado em águas territoriais da Síria recentemente estavam carregando, entre outras coisas, assessores técnicos russos que ajudarão os sírios armar uma matriz de mísseis S-300 que Damasco recebeu nas últimas semanas, afirmou nesta quinta-feira uma notícia em Árabe sediada em Londres (Al Quds-Al Arabi). Citando fontes na Síria e na Rússia, o jornal disse que Moscou vê o ataque do ocidente a Síria como uma "linha vermelha" que não será tolerada. (Israel National News)
 

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