sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Argentina promulga lei polêmica contra o "terrorismo"

O governo argentino promulgou na quarta-feira uma polêmica lei que permite qualificar como "terrorismo" atos como uma manifestação ou uma corrida cambial.


A norma, aprovada na semana passada pelo Congresso com apoio da maioria governista, foi criticada por juristas, que a consideram inconstitucional devido à sua definição ampla demais sobre o que é terrorismo.

A lei prevê até 15 anos de prisão para quem "aterrorizar" a população ou obrigar o Estado a se eximir de suas obrigações.

"O problema é a ambiguidade da expressão 'terrorismo'. Poder-se-ia (considerar terrorista) um protesto social ou o título de um jornal (...). Uma corrida bancária poderia ser considerada um ato de terrorismo", disse à Reuters o advogado constitucionalista Félix Lon.

O governo justificou a medida pela necessidade de adaptar a legislação local a normas antiterroristas internacionais, como exige o Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), que mantém a Argentina sob observação devido a falhas no combate à lavagem de dinheiro.

Mas o diretor da Unidade de Informação Financeira (UIF), José Sbatella, afirmou recentemente que a lei tem como alvo os "golpes de mercado", e visa a evitar que "um grupo de pessoas de grande poder econômico possa definir uma política ou que esvazie as reservas e aterrorize a população de tal maneira que a induza a esvaziar os depósitos".

A presidente Cristina Fernández de Kirchner tomou posse neste mês para um segundo mandato prometendo aprofundar as políticas de intervencionismo estatal, que agradam à opinião pública local, mas afastam investidores.

Dias depois de ser reeleita, em outubro, a presidente impôs controles cambiais para frear uma fuga de capitais que erodiu as reservas do Banco Central e provocou uma redução dos depósitos em dólares nos bancos.

Cristina já afirmou, em diversas ocasiões, que especuladores financeiros querem desestabilizar seu governo.

Juristas concordam que a nova lei pode provocar uma avalanche de liminares judiciais que acabe inviabilizando sua aplicação até que a Corte Suprema se pronuncie sobre sua constitucionalidade.

"Aqui estamos diante de uma tipificação penal aberta, que abarca todo o espectro de delitos do código penal argentino, o que me parece um disparate. Nunca poderá ser aplicada", disse o constitucionalista Eduardo Barcesat.

A lei antiterrorista também foi criticada por entidades de direitos humanos aliadas do governo, e pelo juiz Eugenio Zaffaroni, da Suprema Corte, muito ligado a Cristina.

"O Gafi é um organismo que se arvora em atribuições que não tem, e extorque nosso país. Seu objetivo não é evitar a lavagem nem prevenir o terrorismo, e simcontrolar todo o movimento financeiro", disse o juiz a meios de comunicação locais.

Já Estela de Carlotto, presidente da entidade Avós da Praça de Maio, se disse "preocupada" com a possibilidade de que a nova lei criminalize movimentos sociais.

Fonte: UOL

Nota: Esta lei na Argentina exemplifica a existência de um comportamento mundial por um controle total do sistema financeiro. Se agora há um problema de ambiguidade na expressão "terrorismo", ficará pior quando as leis dominicais entrarem em vigor.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A lei de detenção indefinida é aprovada no senado americano

Exatamente 220 anos após a ratificação da Declaração de Direitos Bill of Rights], o Senado dos EUA votou hoje [16], 86 votos contra 13, a favor da National Defense Authorization Act - NDAA [Lei de Autorização de Defesa Nacional] para 2012, permitindo a detenção indefinida e a tortura de americanos. 

Depois de um vai-e-vem nos últimos dias entre o Senado e a Câmara que rendeu intensas críticas dos norte-americanos tentando manter seus direitos constitucionais, a NDAA para 2012 está agora a caminho da Casa Branca, onde ontem a administração Obama revelou que o presidente não iria vetar a legislação, alterando um comunicado feito por ele mesmo a menos de um mês.

Obama finalmente trouxe a mudança para a América [Yes, We Can], mas não é nada que traga esperança.

Falando perante o Senado, esta tarde, o senador Lindsey Graham (Republicano - Carolina do Sul) disse a seus colegas, "Eu espero que vocês acreditem que a América é parte do campo de batalha". Os Estados Unidos estão em guerra, ele insistiu, e qualquer um que faça oposição ao plano do governo dos EUA vai agora estar sujeito a detenção de estilo militar por tempo indeterminado [...]

NOTA Minuto Profético: Os direitos e as liberdades estão seriamente ameaçados nos EUA. Esta lei que o senado norte-americano acaba de aprovar torna sem validade a 6ª emenda da Constituição Americana, que afirma que nenhum cidadão americano pode ser acusado ou preso sem ter o direito de defesa garantido. Então fica a pergunta: Quanto falta para a 1ª emenda (que garante liberdade de culto e religião) também ser anulada? 

"Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para coagir a consciência dos homens no tocante a seus privilégios religiosos, impondo a observância do domingo e empregando o poder opressivo contra os que guardam o sábado do sétimo dia, a lei de Deus será, para todos efeitos, invalidada em nosso país [EUA]... quando essa terra, por meio de seus legisladores, renunciar aos princípios do protestantismo e der apoio à apostasia papal, falsificando a lei de Deus - então é que será revelada a obra final do homem do pecado". Maranata, p. 177 

"Quando nossa nação [EUA] abjurar os princípios de seu governo de tal forma que vote uma lei dominical, nesse próprio ato o protestantismo dará a mão ao papado" Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 712.

"Quando falharem as medidas mais brandas, serão promulgadas as leis mais opressivas. Alegar-se-á que os poucos que se levantam em oposição a uma instituição da igreja e a uma lei do país, não devem ser tolerados". Maranata, p. 186.

Fonte: Diário da Profecia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Catástrofes provocaram perdas recordes em 2011

Centro de Gerenciamento de Desastres, em Minamisanriku: símbolo da devastação provocada pelo tsunami de 11 de março no Japão 

As catástrofes naturais ou de origem humana provocaram perdas de 350 bilhões de dólares em 2011, um valor recorde, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pela empresa de resseguros Swiss Re. Com as catástrofes, as seguradoras terão de desembolsar 108 bilhões de dólares em 2011, um valor 2,25 superior ao de 2010, que foi de 48 bilhões de dólares, destaca o relatório da Swiss Re, que explica tratar-se de uma estimativa preliminar. O terremoto seguido de tsunami no Japão, em março, foi a principal catástrofe do ano. Nos 11 primeiros meses do ano, quase 30 mil pessoas morreram nas catástrofes, a maioria delas no Japão. Para o economista chefe da Swiss Re, Kurt Karl, 2011 “permanecerá na memória como um ano marcado por trágicos terremotos, de consequências muito caras”. [...]

(Veja)

Nota do blog Criacionismo: Em termos de catástrofes “naturais”, 2010 já havia sido pior que 2009. É recorde atrás de recorde. Só não vê quem não quer. E 2012 vem aí... Vem logo, Senhor Jesus![MB]


Fonte: Criacionismo

domingo, 11 de dezembro de 2011

Newsweek: a epidemia do vício sexual

A revista Newsweek de 5 de dezembro de 2011 traz como matéria de capa o tema “The sex addiction epidemic” [A epidemia do vício em sexo]. O subtítulo da reportagem informa que “o vício em sexo destrói casamentos e carreiras e abala a autoestima”. Segundo o texto, o comportamento sexual compulsivo, também chamado de desordem hypersexual, pode sistematicamente destruir a vida da pessoa tanto quanto o vício em álcool ou drogas. E esse problema está afetando um número crescente de pessoas. Steven Luff, coator do livro Olhos Puros: um Guia Para a Integridade Sexual Masculina [em tradução livre], considera o vício sexual uma “epidemia nacional”, referindo-se aos Estados Unidos. E é diferente no resto do mundo? O que dizer de campanhas pelo dito sexo seguro que somente se preocupam com a disseminação de doenças (DST) e a gravidez não desejada? O governo brasileiro é especialista nisso...


Ainda segundo a matéria, em boa parte essa “epidemia” se deve à revolução digital. Enquanto as gerações passadas tinham que correr o rico de embaraço público nas livrarias, bancas de jornal e seções de vídeos pornográficos nas locadoras, a internet tornou a pornografia acessível, livre e anônima. E milhões de pessoas diariamente acessam sites que disponibilizam esse tipo de material. “Nem todos os que olham uma imagem de pessoas nuas vão se tornar viciados em sexo. Mas a exposição constante vai acionar o gatilho para as pessoas que são suscetíveis”, diz o Dr. David Sack, chefe-executivo do Los Angeles’s Promises Treatment Centers.


Quando li essa reportagem, me lembrei de alguns textos/conselhos importantes de Ellen G. White, escritos há um século, mas que hoje são mais atuais do que nunca. Por exemplo:


“O excesso sexual é meio eficaz para destruir o amor aos exercícios devocionais; tirará do cérebro a substância necessária para nutrir o organismo, vindo positivamente a debilitar a vitalidade” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 272). 


“[Satanás] sabe que, se puder despertar as paixões inferiores e as conservar em ascendência, nada tem que se incomodar quanto a sua experiência cristã [da pessoa], pois as faculdades morais e intelectuais serão subordinadas, ao mesmo tempo que as tendências animalescas predominarão, mantendo-se em ascendência; e essas paixões inferiores se fortalecerão pelo exercício, enquanto as qualidades mais nobres se tornarão cada vez mais débeis” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 480). 


White também afirma que esses excessos sexuais e perversões seriam “sinais dos últimos dias, tal como nos dias anteriores ao dilúvio o casamento, tratado como o foi, tornara-se então um crime” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 252). 


“Mesmo homens e mulheres que professam piedade dão rédea solta a suas paixões de concupiscência, e nem pensam que Deus os considera responsáveis pelo dispêndio da energia vital que lhes enfraquece o poder na vida e enerva-lhes todo o organismo” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 267).


“Tenho sentido profundamente, ao ver a poderosa influência das paixões animais no controle de homens e mulheres de inteligência e habilidade fora do comum. Seriam capazes de se empenhar numa boa obra, de exercer poderosa influência, não estivessem escravizados por baixas paixões. Minha confiança na humanidade tem sido terrivelmente abalada” (Orientação da Criança, p. 442).


O inimigo de Deus sabe que seu tempo é curto e que logo Jesus colocará ponto final em suas obras malignas. Por isso, mais do que nunca na história deste planeta, Satanás utiliza todos os meios à sua disposição para escravizar os seres humanos e impedir-lhes de se preparar para o fim. Ele usa eficazmente os alimentos (para corromper corpo e mente), a mídia (para poluir os pensamentos) e o sexo (para degradar a moral). Mas a verdade (que é Cristo) liberta (João 8:32), por isso, devemos manter comunhão ininterrupta com Ele, se quisermos vencer o “leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8).[MB]


Em tempo: a cegueira de alguns é tamanha, que mesmo causas aparentemente lícitas passam a ser defendidas com meios ilícitos (confira). 


Leia também: "Consequências do sexo fora de contexto""Pescadores ou pescados""Sensualidade pura" e "Pornografia pode causar disfunção erétil – e coisas piores"


Fonte: Criacionismo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coreia do Norte constrói míssil capaz de alcançar EUA

A Coreia do Norte construiu seu primeiro míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território dos Estados Unidos, apontou nesta terça-feira o jornal The Washington Times, que cita informantes do governo do presidente Barack Obama. O artigo indica que cinco legisladores republicanos na Câmara de Representantes revelaram a informação em carta que enviaram ao chefe do Pentágono, Leon Panetta, na qual o questionam sobre os dados levantados pelos serviços de inteligência. Segundo os funcionários do governo que falaram com o Times, e que o jornal não identifica, os analistas e serviços de inteligência acreditam que o míssil pode ser um variante do projétil Musudan, de alcance médio, cuja existência foi revelada publicamente em outubro de 2010. 

“Outros dados dos serviços de inteligência apontam que o novo míssil balístico intercontinental pode estar sendo desenvolvido em uma instalação de testes no litoral oeste da Coreia do Norte”, acrescentou. 

Até agora, os mísseis de longo alcance conhecidos do arsenal norte-coreano são o protótipo Taepodong-1, lançado de uma rampa, e o Taeopodong-2, que também pode ser lançado do espaço e que foi testado em abril de 2009. 

Os mísseis móveis, como os que supostamente estão sendo desenvolvidos na Coreia do Norte, são mais difíceis de localizar e mais fáceis de serem ocultados, além de apresentarem facilidades no lançamento. 

(Terra)

Nota: Notícias de um mundo cada vez mais perigoso e instável.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A guerra contra o Irã já começou

Dois incidentes que aconteceram no último domingo – as alegações iranianas de que um veículo aéreo não-tripulado norte-americano havia sido derrubado, e uma explosão do lado de fora da embaixada britânica no Bahrein – podem não ter ligação alguma um com o outro. Mas eles parecem aumentar as evidências de que uma guerra secreta cada vez maior acontece entre o Ocidente e o Irã, e de que Teerã estaria retaliando com uma intensidade cada vez maior.

Perguntado se os Estados Unidos, em cooperação com Israel, estavam agora envolvidos numa guerra secreta contra o programa nuclear do Irã que poderia envolver o uso do vírus Stuxnet, explosões de instalações, e o assassinato ou rapto de cientistas, um aposentado membro das forças armadas dos Estados Unidos, que tem acesso aos dados mais recentes da inteligência norte-americana, não negou que tais operações estivessem acontecendo.

Perguntado sobre relatos de que o programa norte-americano teria começado ainda no governo de George W. Bush o ex- subsecretário de Estado Nicholas Burns, que comandou as relações dos Estados Unidos com o Irã durante o período, se recusou a comentar assuntos ligados à inteligência norte-americana.

Em setembro, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Fereydoun Abbasi-Davani, acusou o Reino Unido, Israel e os Estados Unidos de conduzirem ataques contra ele e outros cientistas iranianos. “Há seis anos o serviço de inteligência do Reino Unido começou a coletar dados e informações sobre meu passado, minha família, meus filhos”, declarou ele em Viena. Abbasi-Davani, que diz ter sido ferido na explosão de um carro-bomba em 2010, disse que os ataques foram realizados por Israel “com o apoio de serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Inglaterra”.

Na semana passada, manifestantes iranianos invadiram a embaixada britânica em Teerã. Dominick Chilcott, embaixador do Reino Unido no país, depois afirmou que o ataque aconteceu “como o conhecimento e o apoio do Estado”. Então, no domingo, 4, o ministro do interior do Bahrein anunciou que uma explosão ocorrera dentro de um microônibus estacionado perto da embaixada britânica. Não há relatos de grandes danos ou de feridos.

Militares norte-americanos afirmaram em outubro, que agentes trabalhando para a Guarda Revolucionária do Irã, que exerce um controle cada vez maior sobre o regime de Teerã, estavam envolvidos em um plano para matar o embaixador saudita em um restaurante de Washington. O Irã negou as acusações. E então, no domingo, a guerra secreta ganhou novos contornos, quando a agência de notícias IRNA publicou que as forças armadas do país haviam derrubado um avião espião norte-americano que havia cruzado ilegalmente a fronteira oriental do país.

Respondendo aos relatos iranianos, o comando da OTAN no Afeganistão lançou um comunicado oficial no sábado: “O veículo aéreo não-tripulado ao qual os iranianos podem estar se referindo pode ser um avião desarmado norte-americano, usado para missões de reconhecimento aéreo, que voava sobre o oeste do Afeganistão no fim da semana passada. Os operadores do veículo perderam o controle do avião e vêm tentando determinar seu status”.

Fonte: Opinião e Notícia

O governo totalitário previsto no apocalipse

Em uma das inversões mais impressionantes dos direitos humanos na história moderna, o Serviço de Segurança Federal (FSB) está informando hoje [2] que o regime Obama emitiu um alerta contundente a todos os cidadãos norte-americanos que, em essência, afirma que qualquer pessoa (outrora livre) que se atrever a se opor a seu governo, será imediatamente morta, não oferecendo nenhuma chance de defender-se perante um tribunal ou júri de seus pares.

Segundo o relatório, este ataque sem precedentes começou ontem, quando o General conselheiro da Agência de Inteligência Central (CIA ) Stephen Preston, em resposta a uma questão na conferência nacional de segurança da American Bar Associationsem rodeios afirmou que "os cidadãos americanos não estão imunes a ser tratados como um inimigo, se pegarem em armas contra seu próprio país". 

Advogados do regime Obama afirmaram ainda que somente o Poder Executivo, e não os tribunais, está equipado para criar campos de batalha militares visando decisões sobre quem qualifica como um inimigo, igualando dessa forma todos os cidadãos americanos como potenciais  "inimigos do Estado", destruindo efetivamente a Constituição que todos esses funcionários do governo haviam jurado defender.
O Senado dos EUA, da mesma forma, votou na semana passada a expansão do poder do regime Obama para atingir seus próprios cidadãos através da aprovação de nova lei debatida em segredo  permitindo o total controle militar deste país uma vez livre.
Tão assustadora é esta nova lei que a American Civil Liberties Union (ACLU) emitiu um alerta sem precedentes, onde declarou que este "poder é tão amplo que mesmo os cidadãos norte-americanos poderiam ser varridos pelos militares os quais poderiam ser utilizados ​​longe de qualquer campo de batalha , mesmo dentro dos Estados Unidos. " 
Este relatório observa que as ações do FSB agora assumidas pelo regime Obama mostram seu  "total desprezo"  pelo processo democrático e pela Constituição dos EUA, e que pela primeira vez na história americana o poder militar está sendo colocado acima das autoridades civis, um movimento que muitos analistas de inteligência russos dizem ser comparado apenas ao fim das liberdades na Rússia, sob os comunistas, e na Alemanha, sob os nazistas, que precederam as duas Guerras Mundiais do século passado [...]
De acordo com o relatório do FSB, a razão por trás do regime Obama querer mirar seus próprios cidadãos com o assassinato-de-estado-patrocinado e com o governo militar é a sua estratégia de Grande Jogo "  para subverter todo o Oriente Médio e a Ásia Central a fim de obter controle sobre a maioria dos últimos poucos recursos energéticos de combustível fóssil do nosso planeta, cujos próximos alvos são a Síria, o Líbano e o Irã.
Praticamente desconhecido para a grande maioria do povo americano é que  o "Plano" para conquistar o Oriente Médio e a Ásia Central foi revelado pelo general Wesley Clark (aposentado), que em 02 de março de 2007, afirmou que 10 dias após o 11 de setembro, durante a caminhada através do Pentágono, ele foi abordado por outro general, que lhe disse que o regime Bush estava fazendo os preparativos para invadir pelo menos sete países do Oriente Médio e da Ásia Central ao longo dos próximos cinco anos [...]

Novos informes surgindo nos Estados Unidos por partidários do regime Obama estão agora advertindo que os cristãos são uma  "ameaça à segurança nacional" , porque eles colocam sua crença em Deus acima do seu governo. [grifo acrescentado]

Para o futuro estes americanos irão despertar percebendo que deveriam ter prestado atenção às muitas advertências que estão sendo gritadas para eles, e que foi melhor descrita por George Orwell  em sua obra  "1984"  na qual avisou:  "As pessoas simplesmente desapareceram, sempre durante a noite. Seu nome foi retirado dos registros, cada registro de tudo o que tinha feito foi exterminado, a sua existência de uma só vez foi negada e depois esquecida. Você foi abolido, aniquilado: vaporizado era a palavra usual ".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O argumento de Deus

Onde está Deus? Pergunta o cientista./ Ninguém O viu jamais. Deus Ele é?/ Responde às pressas, o materialista:/ Deus é somente uma invenção da fé!

Em 2007, uma grande editora de livros brasileira trouxe à baila uma obra extremamente hostil ao mundo religioso, que já circulava pelas livrarias de outros países. Chegava às mãos dos leitores ávidos por polêmicas envolvendo a religião Deus, um delírio, do controvertido zoólogo britânico Richard Dawkins – o principal expoente da nova geração de ateus militantes que veem na religião um mal a ser extirpado e a crença na existência de Deus, uma ideia “refutada” pela lógica científica e racionalista. O livro pode ser resumido no seguinte: Deus é um tipo de loucura, um sonho, impressão psicológica, ilusão da mente humana. Em termos mais fortes, constitui uma mentira propagada pelos religiosos, mas desmascarada pelo pensamento racional, devendo, portanto, ser substituída pelo ateísmo, visão de mundo considerada por Dawkins intelectualmente satisfatória e mais condizente com a realidade.

Deus, um delírio causou certo frenesi em ambos os lados da polêmica. Os religiosos afoitos o demonizaram; os céticos mais radicais comemoraram a “pancada” sobre a fé e os fiéis. Por outro lado, mentes mais sensatas deixaram a passionalidade de lado para analisarem os argumentos retóricos de Dawkins contra a religião, a fim de verificar se a razão e os fatos lhe assistiam. Intelectuais cristãos (sobretudo teólogos e filósofos) reagiram com poderosa e convincente argumentação. Houve um reavivamento sobre o tema. Debates escritos e orais foram (e ainda estão sendo) travados em universidades do mundo inteiro, na internet e nos mais diversos meios de comunicação. E o resultado aí está: um assunto relegado aos círculos acadêmicos passou a ocupar a atenção de muita gente que se voltou mais uma vez para a questão: Deus existe ou é um delírio? Quem tem razão, os ateus ou os religiosos?

Goethe, famoso poeta alemão, disse que “a história é o combate entre a fé e a incredulidade”. Temos visto, na passagem dos séculos, essa batalha sendo travada de diferentes formas e em todos os campos do conhecimento. Desde a famosa frase de Nietzsche “Deus está morto”, aliada às investidas dos outros “mestres da suspeita” (Freud e Marx), a guerra vem se intensificando ainda mais, levando as pessoas a se decidirem contra ou a favor de Deus. E à medida que nos aproximamos do fim do grande conflito, quando se proclama a mensagem “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7), crer ou não em Deus (com todas as implicações práticas) tornar-se-á o assunto central da humanidade.

Norman Geisler e Frank Turek, apologetas cristãos, escreveram o interessante livro Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu. Numa de suas páginas, eles fazem a razoável declaração: “Com o objetivo de assegurar que a nossa escolha é totalmente livre, Ele [Deus] nos colocou num ambiente repleto de provas de Sua existência, mas sem a Sua presença direta – uma presença tão poderosa que poderia sobrepujar nossa liberdade e, assim, negar nossa possibilidade de rejeitá-la. Em outras palavras, Deus forneceu provas suficientes nesta vida para convencer qualquer um que esteja disposto a acreditar, mas Ele também deixou alguma ambiguidade, de modo a não compelir aquele que não estiver disposto.” 

Ellen G. White, de modo parecido, se expressou: “Ao mesmo tempo em que Deus deu prova ampla para a fé, nunca removeu toda desculpa para a descrença. Todos os que buscam ganchos em que pendurar suas dúvidas, encontrá-los-ão. E todos os que se recusam a aceitar a Palavra de Deus e lhe obedecer antes que toda objeção tenha sido removida, e não mais haja lugar para a dúvida, jamais virão à luz” (O Grande Conflito, p. 527).

Não nos cabe aqui discutir os argumentos clássicos da existência do Ser Supremo (argumentos cosmológico, teleológico, ontológico e outros tantos); tampouco analisar as objeções dos céticos para tais argumentos. Essa é uma tarefa árida, e há livros e livros empenhados nisso. A própria Bíblia não tenta provar a existência de Deus; ela O assume como um fato, apresentando-O logo “de cara”: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). Os homens podem apresentar defesas para fortalecer a fé no Ser divino; mas será que Deus precisa ou deseja ser provado por nós, tomando-se como base o significado de “prova” dado pelo racionalismo e pelo empirismo? Cremos que não. 

Além de um empreendimento com escopo inatingível, constitui uma impossibilidade epistemológica, ou seja, fora de qualquer viabilidade no campo do conhecimento humano. Muitos, porém, acham que só creriam em Deus se a prova factual esmagadora pudesse ser levantada. Morrerão ateus, se Deus depender dessa exigência infrutífera. Aliás, de acordo com Lord Tennyson, poeta britânico do século 19, “nada digno de prova pode ser provado, nem refutado; então seja sábio, apegue-se sempre ao lado mais ensolarado da dúvida”. A bem da verdade, argumentar não converte ninguém; quando muito, convence intelectualmente uma pessoa mediante proposições persuasivas. No sábio pensamento da já mencionada Ellen G. White: “Em alguns casos, num debate público, pode ser necessário enfrentar um homem orgulhoso e que se jacta contra a verdade de Deus, mas geralmente essas discussões, quer orais quer escritas, produzem mais mal que bem. As discussões nem sempre podem ser evitadas. [...] As pessoas que gostam de ver oponentes combaterem-se, podem clamar pela discussão. Outros, que desejam ouvir as provas de ambos os lados, podem incitar a discussão com toda a honestidade de intenção; mas sempre que possam ser evitadas as discussões, deveriam sê-lo. [...] Raramente Deus é glorificado ou favorecida a verdade nessas lutas” (Evangelismo, p. 162). 

Destarte, crer ou não crer está mais na esfera da vontade do que do intelecto. Há aqueles “de boa vontade”, inclinados a crer, que fortalecem sua fé com evidências positivas; estes agradam a Deus, de acordo com a Bíblia (Hb 11:6). Outros preferem não acreditar e sustentam-se em suas cavilações e dúvidas. O primeiro caso pode ser visto na história do discípulo Tomé; o segundo, na vida do faraó do Êxodo. Ambos são protótipos, respectivamente, do ceticismo sincero e da incredulidade indesculpável.

Tomé

Dentre as doutrinas cristãs mais atacadas pelos ateístas encontra-se a da ressurreição literal de Jesus. Ao lado dos milagres efetuados por Ele, esse ensinamento é fortemente negado pela corrente racionalista de filósofos, cientistas e teólogos liberais. “Um morto ressurgir! Isso vai de encontro às leis da natureza!” – clamam os descrentes. De fato, as leis da natureza conhecidas são os modos normais de Deus operar no mundo; contudo, Ele não é escravo delas. Sendo Seu Autor, possui plena liberdade de interferir na regularidade das coisas, de acordo com Seus propósitos eternos. Tomé compreendeu e aceitou o controle divino sobre as leis da vida e da morte quando se rendeu ao poder de Deus. 

A história de Tomé, também chamado Dídimo, retrata muito bem a experiência do cético honesto. Convicto de suas razões e guiado pelos “fatos naturais”, o apóstolo sinceramente duvidou da ressurreição de Cristo. Aparentemente, ele não nutria a disposição mental de “crer para ver”; para Tomé era fundamental “ver para crer”. E o Senhor, repreendendo-o brandamente, não lhe negou as evidências – neste caso, as provas concretas de que havia ressurgido da morte. Pelo contrário, disponibilizou a Si mesmo ao discípulo para que ele visse e acreditasse. Tocando-O, Tomé examinou detidamente os fatos, chegando à sublime conclusão: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20:28).

Há no mundo muitos Tomés à espera de um sinal que lhes faça crer. Deus os entende, atendendo ao requisito da “prova”, porque lê o coração daqueles que desejam encontrá-Lo não motivados por curiosidade, mas para amá-Lo e reconhecê-Lo como Senhor da vida. Essas pessoas sabem o risco e a grandeza da crença para a vida pessoal. Por isso, desejam ter certeza de onde estão depositando sua confiança. À semelhança de Tomé, almejam “tocar” no Senhor Jesus, “apalpá-Lo”, senti-Lo convictamente, para depois se lançarem inteiramente nos braços de Deus. Tais “aspirantes à fé” saem de suas dúvidas para uma profunda experiência espiritual, saltando do ceticismo para a crença, à maneira do escritor americano Sheldon Vanauken, que confessou: 

“Há um abismo entre o provável e o provado. Como atravessá-lo? Se era para eu apostar toda a minha vida no Cristo ressurreto, eu queria provas, queria certeza. Desejava vê-Lo comer um pedaço de peixe, esperava que letras de fogo cruzassem o céu. Não recebi nada disso... Foi uma questão de aceitar – ou rejeitar. Meu Deus! Havia outro abismo atrás de mim! Talvez o salto para a aceitação fosse uma aposta aterrorizante – mas, e quanto ao salto para a rejeição? Poderia não haver a certeza de que Cristo era Deus, mas – por Deus! – não havia certeza de que Ele não o fosse. Não dava para suportar. Eu não podia rejeitar Jesus. Depois que vi o abismo atrás de mim, só havia uma coisa a fazer. Virei as costas para ele e me atirei sobre o abismo que levava a Jesus”. 

Infelizmente, existem outros, aqueles a quem denominamos “Tomés ao avesso”, que, numa atitude de desafio à soberania divina, saltam no “abismo da rejeição”, apesar dos irrecusáveis apelos ao coração e à mente para pularem em sentido contrário. A esses, a recomendação divina é: “Não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20:27).

O caso de Faraó

“A desconfiança em Deus é produto natural do coração não renovado, que está em inimizade com Ele. A fé, porém, é inspirada pelo Espírito Santo, e unicamente florescerá à medida que for acalentada” (O Grande Conflito, p. 527). O ateísmo vem de longa data. Basicamente constitui um produto da rebelião (suave ou agressiva) do coração à autoridade do Ser supremo. A versão “light” desse posicionamento chama-se agnosticismo – a postura de que é impossível saber se Ele existe ou não.

Há uma psicologia do ateísmo que precisa ser reconhecida, se se quiser compreender tal fenômeno. As pessoas não nascem ateias; elas se tornam incrédulas por motivos não vinculados à reflexão cuidadosa ou à lógica científica. Vasculhe a vida de qualquer ateu e você verificará sua experiência negativa com a religião. A maioria dos casos é dessa espécie; poucos são motivados por outras razões. Podemos seguramente afirmar que ser ateu é uma questão pessoal, assim como ser crente também o é. Não significa somente duvidar; é permitir que a dúvida transforme o indivíduo num rebelde declarado que combate todas as evidências disponibilizadas por Deus para alimentar a fé. As Escrituras exemplificam essa espécie de ateísmo, proveniente do orgulho e da rebelião de um coração duro, não disposto a crer.

Os egípcios, curiosamente, foram considerados por Heródoto, historiador antigo, “os homens mais religiosos do mundo”. Eram politeístas supersticiosos adoradores de inúmeras divindades. Mas foi nesse povo, “religiosamente ateu”, que o ceticismo rebelde desafiou abertamente o Ser Supremo. Na história do faraó do Êxodo, vislumbramos o primeiro caso de “ateísmo” declarado, registrado na Bíblia. Como se deu isso?

A Bíblia narra a história do cativeiro israelita no Egito. Nesse período, a fé ficou submetida à descrença. Diante da opressão sofrida, muitos hebreus talvez já não acreditassem mais na promessa divina, feita a seus pais, de que Deus os libertaria da mão impiedosa de seus algozes. Durante quatro séculos, o povo de Israel permaneceu escravizado, sob o jugo de uma nação que não conhecia o Senhor.

Esse fato está bem expresso no seguinte verso: “E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (Êx 1:8). José havia levado ao Egito o conhecimento de Deus. O jovem tinha sido ali um argumento poderoso e irrefutável em favor do teísmo; e enquanto permaneceu entre os egípcios, José jamais deixou de testemunhar favoravelmente acerca da visão de mundo religiosa verdadeira. Mas, assim como Nínive perdera de vista o testemunho do profeta Jonas, o Egito desprezou finalmente o conhecimento de Deus dado por José. Após a morte dele, uma nova geração se levantou; e mesmo conhecendo a história dos atos de Deus por intermédio do Seu servo, possivelmente o Egito racionalizou esse fato, considerando-o mito ou algo para se questionar. A expressão máxima disso se concretizou na atitude do novo faraó “que não conhecera José”.

Com Moisés veio então a “prova” final. Deus encheria o Egito de argumentos suficientes, capazes de extinguir qualquer dúvida sobre Sua existência e Seus planos. Moisés foi comissionado a descer ao Egito no “papel” de Deus (Êx 4:16), para falar do EU SOU mediante atos concretos e memoráveis. 

Inicialmente, o servo de Deus começou com a palavra, utilizando argumentos orais persuasivos, com o objetivo de incentivar a fé. Diante de Faraó, Moisés argumentou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto” (Êx 5:1). A resposta ousada veio na hora: “Quem é o Senhor para que Lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel” (Êx 5:2). 

O néscio diz no seu coração que não há Deus (Sl 14:1). Mas pior do que assumir essa negação interiormente é enfrentar e desafiar abertamente o Todo-Poderoso. O ceticismo de Faraó teve resultados terríveis. Deus utilizou argumentos cada vez mais fortes, chegando às últimas consequências para dissuadi-lo da sua teimosia. Ele usou o “megafone” da dor.

O sofrimento

É quase unânime o pensamento de que o maior obstáculo à crença em Deus tem a ver com a presença do mal e do sofrimento no mundo. Como entender as tragédias diante da existência de um Ser onipotente e amoroso? Talvez seja esse o ponto principal levantado pelos ateus. A teologia, já de longa época, vem aperfeiçoando a chamada teodiceia, ou a coexistência do Deus bondoso e todo-poderoso com o mal. Devemos deixar bem claro que Deus não é um masoquista cósmico, o autor das tragédias e sofrimentos no mundo. Sabemos muito bem que o pecado, mediante a atuação de Satanás, é o responsável por todo o pesar no Universo. Na Terra, vivemos no meio do grande conflito em que as forças do bem e do mal se digladiam. Na dinâmica do grande conflito, revela-se o caráter de Deus e de Seus seguidores e o de Seu arqui-inimigo e seguidores.

“O mesmo sol que derrete a cera endurece o barro.” Por meio das aflições, certas pessoas se voltam ainda mais para Deus; outras, infelizmente, acentuam sua revolta e rebelião. Se houve um homem com boas razões para se tornar ateu revoltado, este seria o patriarca Jó. Ele enfrentou dores físicas e psicológicas injustificáveis e inexplicáveis; manteve-se, contudo, firme na sua confiança em Deus (Jó 13:15). Escolheu derreter-se como cera diante do sofrimento, saindo de sua deplorável situação com uma compreensão bem mais ampliada do caráter divino. Seus amigos “consoladores” lhe apresentaram muitos argumentos teóricos. Nenhum deles serviu naquela hora. Jó estava mesmo era salvaguardado na experiência pessoal que mantivera com Deus ao longo da vida, sendo sua fé recompensada com a presença do próprio Senhor. 

Deus também Se revelou a Faraó. Este, no entanto, resolveu ter comportamento contrário ao de Jó, o qual não merecia sofrer, mas reteve sua confiança e submissão a Deus. Já Faraó, sendo culpado, atreveu-se a desafiar o Criador, desprezando a oportunidade de perdão concedida. As pragas vieram, então, como consequência do endurecimento voluntário do coração desse líder egípcio. À medida que as desgraças sucediam umas às outras, ele se tornou barro duro e seco, cada vez mais resistente. Nem mesmo os milagres operados por intermédio de Moisés conseguiram abrandar a natureza desse rei. 

Diante dos prodígios divinos, Faraó, por escolha, resolveu não crer no Senhor, trazendo males sobre a nação inteira. Os fantásticos argumentos não conseguiram fazê-lo mudar de caminho. Mistério de um duro coração! Não estaria o cético pertinaz do século 21 adotando idêntico “espírito egípcio”? Para a moderna geração incrédula, teria o Senhor uma tática mais eficaz?

O principal argumento de Deus

Todas as exposições utilizadas na defesa de Deus ainda são válidas, apesar de serem fortemente contestadas pela filosofia secular. A natureza argumenta com suas leis maravilhosamente estabelecidas, ao demonstrar o desígnio inteligente do Criador (Sl 19:1-4); mas Deus não declarou ser a natureza Sua testemunha. O Universo, mediante o ajuste fino, parece evidenciar, convincentemente, que há um Supervisor do Cosmos a manter tudo sob controle; porém Deus nunca chegou a afirmar em Sua Palavra que o Universo é a Sua testemunha. O sofrimento, por vezes, amolece alguns corações revoltados; entretanto, as provações também têm efeito contrário noutros indivíduos, tornando-os mais endurecidos. 

Existe, contudo, uma “prova” da qual Deus deseja Se valer de forma mais ampla, que nenhuma pessoa verdadeiramente inteligente e sensata deveria refutar. Dessa forma, quando nos confrontarem com a negação de Deus, rejeitando os motivos intelectuais para se acreditar nEle, tomemos em nossos lábios as palavras de Eliú, o amigo de Jó: “Mais um pouco de paciência, e te mostrarei que ainda há argumentos a favor de Deus. De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça” (Jó 36:2, 3).

Num dado momento histórico, Deus mostrou da maneira mais clara Sua presença no mundo. O autor de Hebreus concorda: “Havendo Deus antigamente falado [argumentado] muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a Quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hb 1:1, 2). Por tais versículos, constatamos que a própria Divindade, na forma de ser humano, desceu à Terra como testemunha de Si mesma. Assim, em Jesus Cristo, Deus apelou aos homens, nesses “últimos dias”, fazendo uso do “argumento pessoal”. Jesus foi a defesa mais convincente de Deus. No breve período de Sua vida na Terra, Cristo prestou os mais fortes esclarecimentos acerca do Eterno, desfazendo a escura concepção em torno do caráter divino: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1:9). Realizando obras
miraculosas, Ele viveu e pregou a verdade e o amor de maneira tão profunda que ninguém era capaz de refutá-Lo. Por Jesus, o reino de Deus chegou à Terra, trazendo à humanidade as bênçãos celestiais.

Entretanto, Cristo não está mais entre nós visivelmente. Ascendeu aos Céus, onde agora desempenha a função de Intercessor. Contudo, não deixou a humanidade sem Suas testemunhas visíveis, especialmente comissionadas: os “cristos” humanos. Deus falou claramente em Sua Palavra: “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor” (Is 43:10). Em outra parte, Ele pronunciou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5:14). Traduzindo: “Vocês, que creem em Mim, que são Meus seguidores, constituem o Meu argumento vivo. O mundo não tem lido a Bíblia, mas ‘lê’ a vida de vocês. Nestes últimos dias, Eu os envio com a mensagem da salvação. Vocês são Meus braços, mãos, pés e voz. Pelo Meu poder, podem chamar a atenção do mundo, fazendo obras bem maiores que as Minhas” (Jo 14:12).

“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8). O presente século nos oprime com a descrença, afligindo-nos com “cargas” cada vez maiores (Êx 1:11). Mas quanto mais nos açoitam e oprimem, precisamos nos multiplicar como os hebreus e testemunhar no Egito simbólico, refutando a negação de Deus com a afirmação de Seu amor. Somos uma espécie de carta viva, “conhecida e lida por todos os homens” (2Co 3:2). Se nossa voz se calar ou nossa fé morrer (ou se a “leitura” que fazem de nós for mal interpretada), Deus ficará sem Suas testemunhas humanas. Se nos comportarmos como “ateus cristãos”, pela prática de uma vida incoerente, o Senhor será negado cada vez mais e o mundo continuará no cativeiro do pecado e da descrença. 

Assim, somos enviados a uma geração incrédula, tal qual Moisés o foi, para falar em nome do grande EU SOU. Nossa missão é anunciar o êxodo final que conduzirá os fiéis à “Terra Prometida” – a Nova Jerusalém. Se necessário, o Senhor fará prodígios por nosso intermédio, “abrindo o mar Vermelho”, “afogando” a incredulidade e “destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus...” (2Co 10:5).

Qualquer filosofia, seja ateísta ou não, produz sérias implicações para a vida de cada ser humano, afetando-o por inteiro. Acreditar no Ser Supremo, antes de mera teoria, constitui um compromisso prático fundamental para o sentido da existência e o modus vivendi pessoal. Destarte, para os verdadeiramente crentes Deus não é um delírio ou invenção da fé. Se os ateus apressadamente sustentam opinião oposta, precisamos contrafazê-la por meio de todos os argumentos possíveis, especialmente mediante o convincente testemunho cristão. Neste particular, não permita ser um argumento surrado ou refutado pela incredulidade. Torne-se hoje a principal defesa de Deus. Ele conta com você. Que privilégio e responsabilidade ser o argumento vivo de Deus! Diga ao mundo: “De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça” (Jó 36:2, 3). 

Proclame: “Vou testemunhar!”

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)
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