sábado, 28 de janeiro de 2012

Vaticano sugere imposto sobre operações financeiras na União Européia

 A Santa Sé quer interferir diretamente na vida dos cidadãos europeus, criando um imposto sobre as operações financeiras, ou seja, o que se "compra e vende", e já fala em expandir a ferramenta monetária para todo o mundo.


Lisboa, 26 jan 2012 (Ecclesia) - A CIDSE, rede internacional de agências católicas de desenvolvimento, e o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz (CPJP), da Santa Sé, uniram-se no pedido de um imposto sobre operações financeiras (ITF) na Europa.

O apelo foi enviado hoje em comunicado, à Agência ECCLESIA, antecipando a cimeira especial da União Europeia sobre a crise da zona euro, que vai decorrer esta segunda-feira, em Bruxelas.

Após a reunião anual do Conselho de Administração da CIDSE, onde marcou presença, o cardeal ganês D. Peter Turkson, presidente do CPJP, referiu que o ITF seria “uma maneira de trazer a economia e finanças de volta à sua vocação primeira, incluindo a sua função social”.

As medidas de tributação sobre transações financeiras “devem ser aplicadas com taxas justas, aferidas em proporção com a complexidade das operações, especialmente no caso das desenvolvidas no mercado secundário", disse.

Esta é uma posição partilhada pelas 16 organizações católicas de desenvolvimento da Europa e da América do Norte da CIDSE, nas quais se inclui a Fundação Fé e Cooperação (FEC), de Portugal.

Segundo o cardeal Turkson, “o ITF seria muito útil na promoção do desenvolvimento global e sustentabilidade, de acordo com os princípios de justiça social e solidariedade”.

“Também poderia contribuir para a criação de um fundo de reserva mundial para apoiar as economias dos países atingidos pela crise, bem como a recuperação de seus sistemas monetários e financeiros”, acrescenta.

John Arnold, bispo auxiliar de Westminster (Inglaterra), e outros nove bispos europeus presentes na reunião CIDSE, pediram aos governos céticos como o Reino Unido para apoiarem o ITF.

Chris Bain, Presidente da CIDSE, referiu que “a adoção de um ITF a nível da União Europeia é a coisa certa a fazer”.

“O ITF tem o potencial de reunir fundos para financiar projetos de desenvolvimento e adaptação/mitigação das alterações climáticas, pondo em prática medidas para mais justiça e equidade”, assinala.

A medida é apoiada por países como a Alemanha e a França, mas tem merecido resistência por outros Estados-membros da União Europeia.

“Os céticos devem perceber que um imposto sobre transações financeiras pode iniciar um longo caminho para estabilizar os sistemas financeiros, ao mesmo tempo que combatem a pobreza nalguns dos países mais vulneráveis do mundo”, declara Chris Bain.


Nota Evidências Proféticas: O fim se aproxima e os acontecimentos são rápidos e decisivos. Pouco tempo falta para os EUA aceitarem todas as sugestões do Vaticano e criarem um mecanismo político-religioso para exaltar a Besta.

"Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo." Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 151. 

"E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome". Apocalipse 13:15-17

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nova Lei torna obrigatório trabalho aos sábados em Portugal


Desde a terceira semana de janeiro de 2012 estamos recebendo notícias de arrocho legal contra os guardadores do sábado, em Portugal. Estamos em nosso site divulgando desde quase um ano sobre a iminência de uma crise econômica muito forte, a 3ª depressão na economia global. Os países adiantados estão, de forma inédita, em gravíssima crise econômica em tempos de relativa paz. E aos poucos se justificam medidas drásticas para salvar as economias e os empregos. Os sindicatos irão aliar-se nessa luta pela sobrevivência. E o sábado será atacado. Começou em Portugal, um país onde a Inquisição foi forte, assim como na Espanha, Itália e França. 

O governo português tomou uma decisão, que tornou legal, com apoio dos sindicatos, que os empresários lá poderão convocar os trabalhadores em 25 sábados ao ano, sem pagamento de hora extra. Agora o sábado é um dia normal de trabalho, como os dias que o antecedem.

Com agirão os que guardam o sábado, nesse país? Deverão começar a viver pela fé. É a sacudidura mais forte iniciando.

Elen G. White explica que haveria 4 estratégias de satanás contra a Igreja Adventista, antes do fim. Estamos explicando isso de forma simplificada, mas podem ler na próxima inserção, a que segue essa, sob o título “Ciladas de satanás” (ver abaixo). Ali entenderão sobre essas quatro estratégias. É preciso ler bem, pois a irmã White não usa esses termos.

As quatro estratégias são:

1ª) mornidão, ou mundanismo: manter a igreja voltada para o mundo, de modo que ela morna e não conclua nunca a pregação do evangelho;

2ª) opressão, caso a igreja se reaviva (o que acontece desde 2009, por iniciativa do Pr Ted Wilson), e inicie a pregação do Alto Clamor (também a igreja já está crescendo na pregação de verdades que incomodam Babilônia), ensine sobre o verdadeiro dia de guarda, virá a opressão, para tornar impossível a santificação do sábado (é isso que está acontecendo em Portugal);

3ª) decreto dominical, caso a opressão não intimide os guardadores do sábado, então vem o decreto dominical;

4ª) decreto de morte, último recurso, o mais radical, contra o povo de DEUS. Essa estratégia antecede a sétima praga, e é um ato de vingança diante da iminente derrota de satanás e seus aliados, mas será sem efeito prático, pois nenhum santo será morto.

É importante que entendamos o que se passa pelo mundo. Mas muito mais importante é o preparo para permanecermos em pé e não sermos sacudidos da igreja em direção ao mundo.

Segundo é indicado no rodapé da página, esse capítulo foi publicado originaria-mente no ano 1884, em The Spirit of Prophecy, vol. 4, escrito para a Igreja. Quando Ellen White planejou a apresentação do relato que agora constitui a "Série do Conflito dos Séculos", a qual poderia ser divulgada entre o povo em geral, ela resolveu omitir da edição ampliada de O Grande Conflito, publicada em 1888, alguns trechos escritos es-pecialmente para a Igreja. Ela reconhecia que algumas coisas, que podiam ser ditas apropriadamente para a Igreja, não seriam tão apropriadas para os que não eram mem-bros da Igreja.

Ao se aproximar o povo de Deus dos perigos dos últimos dias, faz Satanás ardo-rosa consulta com seus anjos quanto ao plano de maior êxito no sentido de lhes trans-tornar a fé. Vê que as igrejas populares já estão sendo embaladas para dormir, pelo seu poder enganador. Por meio de agradáveis enganos e mentirosas maravilhas, pode ele continuar a conservá-los sob o seu domínio. Dirige portanto seus anjos para que lancem suas ciladas especialmente para os que aguardam o segundo advento de Cristo e se estão esforçando por observar todos os mandamentos de Deus.

Diz o grande enganador: "Devemos vigiar aqueles que estão chamando a atenção do povo para o sábado de Jeová; eles levarão muitos a ver as exigências da lei de Deus; e a mesma luz que revela o verdadeiro sábado, revela também a missão de Cristo no santuário celestial, e revela que a última obra para a salvação do homem está agora indo avante. Conservai nas trevas a mente do povo até que esta obra termine, e teremos conseguido o mundo e a igreja também.

"O sábado é a grande questão que deve decidir o destino de almas. Devemos exaltar o sábado criado por nós. Temos feito com que ele seja aceito tanto pelos munda-nos como pelos membros da igreja. Deve agora a igreja ser levada a unir-se com o mundo em sua defesa. Devemos trabalhar por meio de sinais e maravilhas para lhes cegar os olhos quanto à verdade, e levá-los a pôr de lado a razão e o temor de Deus e a seguir os costumes e tradições.

"Influenciarei os pastores populares a desviar dos mandamentos de Deus a aten-ção dos ouvintes. Aquilo que as Escrituras declaram ser uma perfeita lei de liberdade, será representado como um jugo de servidão. O povo aceita as explanações das Escritu-ras de seus pastores, e não estuda por si mesmo. Portanto, atuando por meio de seus pastores, posso dominar o povo de acordo com a minha vontade.

"Mas nossa principal preocupação é silenciar esta seita de observadores do sába-do. Devemos despertar contra eles a indignação popular. Alistaremos ao nosso lado grandes homens e homens sábios segundo o mundo, e induziremos aos que estão em autoridade a executar os nossos propósitos. Então o sábado que eu estabeleci será força-do pelas leis mais severas e obrigatórias. Os que as desrespeitarem, serão tocados das cidades e vilas e levados a passar fome e privação. Uma vez que tenhamos o poder, mostraremos o que podemos fazer com os que não se desviam de sua fidelidade a Deus. Levamos a igreja romana a infligir prisão, tortura e a morte àqueles que recusavam seguir aos seus decretos; e agora que estamos pondo as igrejas protestantes e o mundo em harmonia com esse braço direito de nossa força, finalmente termos uma lei para exter-minar a todos os que não se submeterem à nossa autoridade. Quando se fizer da morte a penalidade da violação do nosso sábado, então muitos dos que agora estão nas fileiras dos observadores dos mandamentos, passarão para o nosso lado.

"Mas antes de adotarmos estas medidas extremas, devemos exercer toda a nossa sabedoria e sutileza para enganar os que honram o verdadeiro sábado e engodá-los. Po-demos separar muitos de Cristo, pela mundanidade, luxúria e orgulho. Podem julgar-se salvos porque crêem na verdade, mas a condescendência com o apetite, as paixões mais baixas que confundirão o juízo e destruirão o discernimento, causar-lhes-ão a queda.

"Ide, fazei com que os donos de terras e de dinheiro se embriaguem com os cui-dados desta vida. Apresentai o mundo diante deles em sua mais atraente luz, que acu-mulem o seu tesouro aqui, e fixem sua atenção sobre as coisas terrenas. Devemos fazer o máximo para evitar que os que trabalham na causa de Deus obtenham meios para usar contra nós. Conservai o dinheiro em nossas próprias fileiras. Quanto mais dinheiro obti-verem, tanto mais prejudicarão nosso reino tirando de nós os nossos súditos. Fazei com que se preocupem mais com o dinheiro do que com a edificação do reino de Cristo e a disseminação das verdades que odiamos, e não precisamos temer-lhes a influência, pois sabemos que toda a pessoa egoísta e cobiçosa cairá em nosso poder, e finalmente se separará do povo de Deus.

"Por meio daqueles que têm uma forma de piedade, mas não lhe conhecem o poder, podemos ganhar muitos que de outra maneira nos causariam grande mal. Os mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, serão os nossos mais eficientes auxiliares. Os que pertencem a essa classe, forem mais aptos e inteligentes, servirão de chamariz para atrair outros para as nossas ciladas. Muitos não lhes temerão a influência, porque professam a mesma fé. Levá-los-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção.

"Enquanto não for dado o grande golpe decisivo, devem nossos esforços contra os observadores dos mandamentos ser incansáveis. Devemos estar presentes em todos os seus ajuntamentos. Especialmente em suas grandes reuniões, nossa causa muito sofrerá, e devemos exercer grande vigilância, e empregar todas as nossas artes sedutoras para evi-tar que as almas ouçam a verdade e por ela sejam impressionadas.

"Terei no terreno, como meus agentes, homens que mantenham falsas doutrinas misturadas com justamente suficiente verdade para enganar almas. Também terei pre-sentes pessoas incrédulas, que expressarão dúvidas quanto às mensagens de advertência do Senhor à Sua igreja. Lesse o povo e cresse essas admoestações, e pouca esperança poderíamos ter de vencê-los. Mas se pudermos desviar-lhes a atenção dessas advertên-cias, permanecerão ignorando nosso poder e sagacidade, e finalmente os ganharemos para as nossas fileiras. Deus não permitirá que Suas palavras sejam menosprezadas im-punemente. Se pudermos conservar as almas enganadas durante algum tempo, retirar-se-á a misericórdia de Deus, e Ele as abandonará ao nosso completo domínio.

"Temos de causar lutas e divisões. Temos de destruir a ansiedade deles por sua própria alma e levá-los à crítica, aos juízos temerários, acusando e condenando-se uns aos outros, a idolatrar o egoísmo e a inimizade. Por causa destes pecados, Deus baniu-nos de Sua presença; e todos quantos seguirem o nosso exemplo terão sorte idêntica."

(Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, cap. 66 no CD, p. 472 a 475).

Todos Devem Representar a Cristo

Todos os que assim falsamente representam a Cristo estão imprimindo um molde errado à obra; pois encorajam os que com eles estão ligados a fazerem o mesmo. Por amor de sua alma, por amor àqueles que correm o risco de sua influência, devem eles resignar sua posição; pois no Céu aparecerá o registro de que o praticante do mal tem em suas vestes o sangue de muitas pessoas. Ele fez com que alguns ficassem exasperados, de tal modo que abandonaram a fé; alguns se têm imbuído dos seus próprios atributos satânicos, sendo impossível avaliar o dano a eles causado. Somente aqueles que manifestam que seu coração está sendo santificado pela verdade devem ser mantidos em posições de confiança na obra do Senhor” (Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos, 262, grifos acrescentados)

Discurso de Bento XVI aos bispos dos EUA


Audiência com a presidência da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Sala do Consistório, Palácio Apostólico Vaticano, 19 de janeiro de 2012



"Queridos irmãos bispos,
Saúdo todos vós com afeto fraterno e rezo para que esta peregrinação de renovação espiritual e comunhão profunda confirme-vos na fé e compromisso com a sua tarefa como pastores da Igreja nos Estados Unidos da América.


Como vocês sabem, é minha intenção, no decorrer deste ano, refletir convosco sobre alguns dos desafios espirituais e culturais da nova evangelização. Um dos aspectos mais memoráveis da minha Visita Pastoral para os Estados Unidos foi a oportunidade que me proporcionou de refletir sobre a experiência histórica da América de liberdade religiosa e, especificamente, a relação entre religião e cultura.

No centro de cada cultura, seja percebida ou não, está um consenso sobre a natureza da realidade e do bem moral, e, portanto, sobre as condições para o florescimento humano.

Nos Estados Unidos, este consenso, consagrado nos documentos de fundação de sua nação, foi fundamentado em uma visão de mundo moldada não só pela fé, mas num compromisso com certos princípios éticos decorrentes da natureza e da natureza de Deus.

Hoje, este consenso erodiu significativamente em face de novas e poderosas correntes culturais que não são apenas diretamente opostas aos ensinamentos morais da tradição judaico-cristã, mas cada vez mais hostil ao cristianismo como tal.

Por sua parte, a Igreja nos Estados Unidos é chamada, em tempo e fora de temporada, a proclamar um Evangelho que não só propõe verdades morais imutáveis, mas as propõe com precisão como a chave para a felicidade humana e social prosperidade (cf. Gaudium et Spes , 10).

Na medida em que algumas tendências culturais atuais contêm elementos que poderiam diminuir a proclamação destas verdades, se contraindo-as dentro dos limites de uma racionalidade meramente científica, ou suprimi-las em nome do poder político ou governo da maioria, elas representam uma ameaça não apenas a fé cristã, mas também para a própria humanidade e à verdade mais profunda sobre o nosso ser e vocação suprema, nossa relação com Deus.

Quando uma cultura tenta suprimir a dimensão do último mistério, e fecha as portas para a verdade transcendente, ela inevitavelmente torna-se empobrecida e sucumbida, como o falecido Papa João Paulo II viu tão claramente, para leituras reducionistas e totalitária da pessoa humana e a natureza da sociedade.

Com sua longa tradição de respeito pela justa relação entre fé e razão, a Igreja tem um papel fundamental a desempenhar na luta contra as correntes culturais que, com base em um individualismo extremo, procuram promover noções de liberdade separadas da verdade moral.

Nossa tradição não fala de fé cega, mas de uma perspectiva racional que liga o nosso compromisso de construir uma sociedade autenticamente justa, humana e próspera para a nossa garantia definitiva de que o cosmos é dotado de uma lógica interna acessível ao raciocínio humano.

A defesa da Igreja de um raciocínio moral baseada na lei natural é fundamentada em sua convicção de que esta lei não é uma ameaça à nossa liberdade, mas sim uma "linguagem" que nos permite compreender a nós mesmos e a verdade do nosso ser, e assim moldar um mundo mais justo e humano. Ela propõe, assim, o seu ensinamento moral como umamensagem não de restrição, mas de libertação, e como base para a construção de um futuro seguro.

O testemunho da Igreja, então, é de sua natureza pública: ela procura convencer, propondo argumentos racionais na esfera pública. A separação legítima da Igreja e do Estado não podem ser tomadas para significar que a Igreja deve estar em silêncio sobre certas questões, nem que o Estado pode optar por não se envolver ou não escutar as vozes dos fiéis comprometidos em determinar os valores que irão moldar o futuro da nação.

À luz destas considerações, é imperativo que toda a comunidade católica nos Estados Unidos venha a compreender as graves ameaças ao testemunho moral público da Igreja apresentado por uma laicidade radical que encontra expressão crescente nas esferas política e cultural.

A gravidade dessas ameaças deve ser claramente apreciada em todos os níveis da vida eclesial. Particularmente preocupantes são certas tentativas feitas para limitar uma das liberdades mais queridas dos americanos, a liberdade de religião.

Muitos de vocês têm apontado que esforços concentrados foram feitos para negar o direito de objeção de consciência por parte de indivíduos e instituições católicas em matéria de cooperação nas práticas intrinsecamente más. Outros falaram-me de uma preocupante tendência para reduzir a liberdade religiosa à simples liberdade de culto sem garantias de respeito pela liberdade de consciência.

Aqui, mais uma vez, vemos a necessidade de leigos casados, articulados e bem formados com um forte senso crítico de uma cultura dominante e com coragem para contrariar um secularismo redutor que deslegitima a participação da Igreja no debate público sobre as questões que estão determinando o futuro da sociedade americana.

A preparação de líderes leigos comprometidos e a apresentação de uma articulação convincente da visão cristã do homem e da sociedade permanecem uma das tarefas primárias da Igreja em seu país, como componentes essenciais da nova evangelização, estas preocupações devem moldar a visão e os objetivos dos programas catequéticos e em todos os níveis.

A este respeito, gostaria de mencionar, com apreço seus esforços para manter contatos com os católicos comprometidos na vida política e para ajudá-los a entender sua pessoal responsabilidade a fim de oferecer o testemunho público de sua fé, especialmente com relação a grandes questões morais do nosso tempo: o respeito ao dom divino da vida, a protecção da dignidade humana e a promoção dos autênticos direitos humanos.

Como o Conselho tomou conhecimento, e desejei reinteirar durante minha Visita Pastoral, o respeito à justa autonomia da esfera secular também deve levar em consideração a verdade de que "não há nenhuma esfera dos assuntos mundanos que pode ser separado do Criador e seu domínio "(Gaudium et Spes, 36).

Não se pode duvidar que quanto mais consistente foi o testemunho por parte dos católicos e mais profundas forem suas convicções, maior poderá ser a contribuição para a renovação da sociedade como um todo.

Queridos Irmãos Bispos, em breves considerações, eu quis tocar sobre algumas das questões prementes que vocês enfrentam em seu serviço ao Evangelho e sua importância para a evangelização da cultura americana.

Ninguém que olha estas questões de forma realista pode ignorar as dificuldades genuínas que a Igreja encontra no momento presente. No entanto, na fé podemos ter ao coração uma crescente conscientização da necessidade de preservar uma ordem civil claramente enraizada na tradição judaico-cristã, bem como da promessa oferecida por uma nova geração de católicos cuja experiência e convicções terão um papel decisivo ao renovar a presença da Igreja e do testemunho na sociedade americana.

A esperança que esses "sinais dos tempos" nos dá é que esta é uma razão para renovar nossos esforços em mobilizar os recursos intelectuais e morais de toda a comunidade católica a serviço da evangelização da cultura americana e da construção da civilização do amor.

Com grande afeto, recomendo todos vocês, e do rebanho confiado aos vossos cuidados, à intervenção de Maria, Mãe da Esperança, e cordialmente concedo a minha Bênção Apostólica como penhor de graça e paz em Jesus Cristo nosso Senhor."

Fonte: Canção Nova 

Nota DDP: Indo direito ao ponto de interesse deste espaço, emerge do texto de forma muito clara a preocupação com a manutenção da lei natural (leia-se mandamentos pela cosmovisão romana) nos EUA, o que deve ser alcançado inclusive pela atuação dos agentes políticos comprometidos com a igreja. 

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