quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

4 de março: campanha para o Domingo sem trabalho na Europa

Em tempos de crise financeira e econômica, quando mais e mais direitos sociais e empregos estão sob pressão, o "Domingo sem trabalho" é uma demonstração clara e visível que as pessoas e as nossas sociedades não são somente dependentes do trabalho e da economia.

Acreditamos que todos os cidadãos da União Européia têm direito a beneficiar-se de horários de trabalho decentes que, por uma questão de princípio, exclui trabalhar altas horas da noite, a noite toda, nos feriados ou aos domingos. Somente os serviços essenciais devem funcionar aos domingos.

Hoje, a legislação e as práticas já em vigor na UE e nos Estados-Membros precisam ser mais protetoras da saúde, segurança e dignidade de todos e deveriam mais assertivamente promover a conciliação da vida profissional e familiar. Acreditamos que a coesão social para a cidadania européia deveria ser reforçada.

Portanto, a Aliança convida todos os membros, os defensores e todos os cidadãos para tornar visível nossa necessidade comum no domingo 4 de março de 2012!

Há Alianças do Domingo em alguns Estados-Membros da UE as quais possuem essa tradição por vários anos. Qualquer ação ou discussão política que você desejar organizar caberá a cada organização decidir. A visibilidade deste Domingo especial não dependerá apenas de um "grande evento", mas também de idéias e projetos inovadores que reflitam a cultura local e as tradições da UE. E essa ideia de um Dia Europeu ligado a um Domingo sem trabalho pode crescer a cada ano.


Nota: "Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que virão após essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. Qualquer movimento em favor da legislação religiosa é realmente um ato de concessão ao papado, que por tantos séculos tem constantemente guerreado contra a liberdade de consciência. A observância do domingo deve sua existência como assim chamada instituição cristã, ao 'mistério da iniquidade'; e sua imposição será o virtual reconhecimento dos princípios que são a pedra angular do catolicismo".Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 711.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quem realmente está por trás das atrocidades na Síria?

A imprensa está contando apenas um lado da história

Predominam na mídia notícias acusando as forças do presidente sírio Bashar Assad de terem matado pelo menos 67 civis na fortaleza rebelde em Homs.
Essas notícias são as últimas acusações de que soldados e guardas de Assad estariam envolvidos em atrocidades em massa contra civis desarmados.
A grande maioria dessas notícias se apoia em alegações de ativistas locais e anônimos.
Muitas reportagens em língua inglesa sobre os eventos recentes na Síria examinadas pelo WND cometem negligência ao não citarem o lado sírio, que afirma que terroristas armados, incluindo islâmicos, forçaram as forças sírias a abrir fogo em áreas civis.
A Síria afirma também que os terroristas estão por trás do assassinato de civis.
Um grande número de notícias americanas e internacionais dos últimos meses examinado pelo WND quase uniformemente se recusa a noticiar o número de soldados que a Síria afirma terem sido mortos nos confrontos, contando apenas uma versão da história, a de que os soldados sírios estariam disparando em zonas civis e descartando a possibilidade de estarem lutando contra uma insurgência bem armada.
Um exemplo foram as acusações do último dia 8, de que as forças sírias teriam invadido Homs e matado 67 civis, incluindo três famílias em suas casas, supostamente por guardas leais a Assad.
Contudo, a Síria questionou abertamente o número e afirma que “terroristas armados” estavam por trás das mortes de civis.
O Syrian Arab News Agency (SANA), site de notícias do governo sírio em língua inglesa, noticiou que no dia 8 um “grupo terrorista armado” detonou um carro bomba no bairro de al-Bayyada em Homs, causando morte e ferimentos entre vários civis e membros das forças de segurança.
A Síria acusou os terroristas de bombardearem áreas civis e de incendiar dois tanques de combustível.
O SANA afirma que “os grupos armados atiram na população, bloqueiam estradas e atacam instalações públicas e privadas”.
A Síria afirma que as suas tropas desarmaram vários explosivos plantados pelos “grupos terroristas armados” em várias rodovias, enquanto que os jihadistas sequestraram vários cidadãos no povoado de Tseil, na província de Daraa, que depois foram libertados pelas forças sírias.
A agência SANA afirma ainda que os grupos terroristas armados assaltaram várias casas nos bairros de al-Khalidiyyeh, al-Bayyada e al-Nazihinn em Homs.
As notícias mais recentes da mídia omitem as declarações quase diárias da Síria de que vários soldados, chegando a doze por dia ou mais, estão sendo mortos em combate contra os supostos grupos armados.
Na segunda-feira, por exemplo, a Síria listou os nomes de 13 soldados, afirmando que haviam sido mortos em combate no dia anterior.
A SANA afirmou que os funerais foram conduzidos na terça-feira para mais 30 membros das forças de segurança.
No último domingo, a Síria rebateu acusações de que as forças de Assad teriam massacrado mais de 200 civis em Homs.
Uma autoridade síria disse ao WND que um “grupo terrorista armado” começou atacando uma guarita em Palmyra, na área rural de Homs.
A autoridade síria também acusou o suposto grupo terrorista de alvejar civis, afirmando que as forças sírias encontraram e desarmaram vários explosivos localizados em áreas civis dentro e nos arredores de Homs.
Essa rotina foi confirmada por um relatório que vazou da Liga Árabe.
O relatório, postado pelo grupo hacker Anonymous, afirma que observadores da Liga Árabe testemunharam várias vezes uma “entidade armada” provocar as forças sírias e colocar as vidas de civis em perigo.
Essa parte do relatório confidencial diz o seguinte: “A Missão apurou que há uma entidade armada que não foi mencionada no protocolo… Em algumas áreas, essa entidade armada reagiu atacando as forças de segurança da Síria, fazendo com que o governo respondesse com mais violência. No fim, civis inocentes pagam o preço por essas ações, sendo mortos e feridos”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo original de WND: “Who’s really behind atrocities in Syria?
Comentário de Julio Severo: A “Primavera Árabe”, sob incitação do governo dos EUA sob Obama, está derrubando governos islâmicos não tão radicais e entregando o governo diretamente para a Irmandade Islâmica, totalmente radical, deixando os cristãos em situações horripilantes de perseguição, tortura e morte.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Deus Não Nos Rejeita


"Bem que eu estou tentando ser um esposo melhor, mas de vez em quando..  ".Bem que eu tento ser uma esposa melhor, mas às vezes..."; "Tenho tentado ser um filho melhor, mas...";  "Tenho tentado ser melhor cristão, mas de vez em quando..."; "Bem que eu tentei, mas na hora'H'..."

Pequei!!!  E agora? O que fazer?

O dilema do "não posso", "não consigo",  do "quero mas não devo" pertence a todos nós. A exemplo de Paulo, miseráveis seres humanos que somos! 

"O que faço não é o bem que quero, mas o mal que não devo fazer, esse continuo fazendo."
Romanos 7:19

Essa é a luta nossa de cada dia. São tantos os que se encontram nocauteados pelo pecado, sem forças para continuar, entregues...  O que fazer? Alegra-nos saber que toda vez que pecamos não é o fim da linha! Deus sempre pode começar de novo conosco!

O versículo 13 de II Timóteo, capítulo 2 é fantástico! Lá está escrito: "Se somos infiéis, Ele continua sendo fiel, pois não pode negar-se a si mesmo!" Sabemos que a Bíblia não foi escrita em português, mas em grego (esta parte citada). Por isso a palavrinha "infiéis" que aparece nesse versículo, na língua original, "apistoumen", contém um significado revelador. Poderíamos parafraseá-la da seguinte forma: Se deixamos de viver a vida à altura de nossa profissão de fé, ou se pecamos e nos revelamos instáveis nas provas e tentações..."

Conforme a lógica dos outros versículos, a resposta é uma só: Ele será infiel, também! Mas não é isso que acontece!!! O paradoxo do amor de Deus não permite tal coisa. A verdade é proclamada de modo triunfante: ELE PERMANECE FIEL!!!  A grande afirmação desse versículo é que, por mais inconstantes e infiéis que que a humanidade seja, Deus permanece fiel.

Entenda bem o que estamos dizendo. O objetivo do versículo não é abrir a porta da apostasia, não é dar licença ao pecado, não serve de chancela para andarmos de acordo com nossos desejos, mas, sim, fornecer bálsamo para consciências perturbadas. Isso é graça! Maravilhosa graça!

Caro amigo, continue insistindo! Continue lutando e, pela graça de Deus, crescendo na vida espiritual e na santificação pessoal! E lembre-se sempre: toda vez que errar e cair, se for"infiel", Deus pode recomeçar tudo novamente com você!

Confesse, se arrependa, clame por misericórdia! Ele é fiel!!!!!!

Como entender tão grande amor?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um papa cercado por lobos. Mesmo?

Intrigas e lutas pelo poder já preparam a sucessão de um Bento XVI solitário e doente
ROMA — Contam que perguntaram, em certa ocasião, a João Paulo II: “Sua Santidade, quanta gente trabalha no Vaticano?” A que o polonês Karol Vojtyla, que foi pontífice entre 1978 e 2005, respondeu com ironia: “Mais ou menos a metade…” Agora já sabemos — continuando com o que, na verdade, não era nem é tão piada assim — a que se dedica a outra metade.
De umas semanas para cá, o Vaticano vive em comoção por conta de uma série de documentos vazados, que levaram o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, a admitir que a Igreja está sofrendo seu particular VatiLeaks — uma menção ao WikiLeaks.
A publicação de uma denúncia interna de corrupção e de um complô para matar Bento XVI deixam a descoberto as lutas de poder diante da possível iminência do fim de seu papado. Embora seja o representante de Deus na Terra, Joseph Ratzinger é, na realidade, um homem doente, às vésperas de completar 85 anos. Ou, nas palavras usadas pelo jornal “L’Osservatore Romano”, “um pastor rodeado de lobos”.
Os lobos em questão, embora se vistam com roupas vermelhas, se excitam com o sangue. E o pastor Ratzinger já avisou, há dois anos — em entrevista a Peter Seewald convertida em livro — que “quando um Papa alcança a clara consciência de não estar bem física e espiritualmente para levar adiante o encargo a ele confiado, então tem o direito — e, em algumas circunstâncias, também o dever — de se demitir. Pensaria Bento XVI em dar este passo coincidindo com o dia do seu aniversário de 85 anos — em 16 de abril — ou com o sétimo aniversário de seu papado — três dias depois?
Talvez apenas ele e Deus o saibam, mas o que parece estar muito claro é que, diante de tal possibilidade, os candidatos a sua sucessão já começaram a lutar como homens por um posto divino. E, para ser ainda mais preciso, como homens italianos. Tanto os nomes que ilustram essa história de intrigas e golpes baixos, como as armas escolhidas para o duelo são totalmente locais.
Há ainda uma outra razão de peso. O trono de Pedro vem sendo ocupado por um estrangeiro desde 1978. Já não seria a hora de o Espírito Santo voltar seu olhar para um cardeal italiano na próxima reunião na Capela Sistina?
A luta pelo poder no seio da Igreja está se desenrolando — de forma inédita e dolorosa para muitos verdadeiros homens de fé — nas páginas dos jornais diários. Como se se tratasse do último escândalo de Silvio Berlusconi.
O primeiro golpe chegou com a divulgação, por meio de um programa de televisão, de uma carta do arcebispo Carlos Maria Vigano, atual núncio nos Estados Unidos, na qual contava ao Papa diversos casos de corrupção dentro do Vaticano e pedia para ser afastado de seu então cargo como secretário geral do governo — departamento que se encarrega de licitações e abastecimentos. Vigano foi, de fato, enviado para longe de Roma, assumindo o cargo nos EUA.
O segundo vazamento revelava um suposto complô para matar o Pontífice. O jornal “Il fatto quotidiano” publicou uma carta bem recente enviada a Bento XVI pelo cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos, na qual contava que o cardeal italiano Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (na Sicília), havia realizado uma viagem à China, durante a qual teria comentado: “O Papa morrerá em 12 meses.”
Mas não foi só isso. Segundo a carta do arcebispo colombiano, escrita em alemão e sob o selo “estritamente confidencial”, o arcebispo de Palermo estava com a língua solta na China, contando supostos segredos do Vaticano, tais como que o Papa e seu número dois, Tarcisio Bertone, não se dão bem e que, por isso, Bento XVI estaria deixando tudo pronto — e muito bem pronto — para que o seu sucessor à frente da Igreja seja o atual arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola.
O que há de verdade e de mentira em tais confidências que vêm agora à luz? Talvez nada. Talvez, a única coisa certa seja que um setor da cúria vaticana, a casta dos diplomatas pontifícios, considere que o atual Papa tenha ido longe demais ao promover a transparência nas transações financeiras da Igreja e ao cortar, de uma só tacada, a vigente permissividade com os abusos contra menores.
Talvez muito longe e muito rapidamente para quem, no fim das contas, é um alemão de 85 anos, doente e solitário, perdido num labirinto estrangeiro, cheio de intrigas e golpes baixos.
Durante 26 anos reinou sobre o Vaticano um papa polonês, especialista em relações públicas. Há sete anos, o posto é de um introvertido Papa alemão. A impressão que se tem é que a Itália já deu início à reconquista do trono de Pedro.
Nota: Será mesmo que esse complô contra Bento 16 existe? Ou o papado tem outras intenções ao criar tal história e divulgá-la na mídia? Vamos aguardar os próximos episódios dessa novela papal. Certamente os Jesuítas não estão desinformados sobre isso. Encenação ou não, se um novo papa for eleito, poderá ser o último antes da vinda de Cristo. (Marcelo Karma)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Paris alerta para 'consequências incalculáveis' em atacar Irã

O ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, advertiu nesta terça-feira que um ataque de Israel contra o Irã com o objetivo de deter seus planos de fabricar uma bomba atômica "poderá ter consequências incalculáveis" e justificou, para evitar a iniciativa, o endurecimento das sanções sobre Teerã.

Na sessão de controle do governo na Assembleia Nacional, Juppé afirmou que "essa ação militar poderia ter graves consequências" e se referiu aos "rumores" sobre o assunto, aos quais vinculou o aumento da tensão pelo descumprimento por parte do Irã das regras internacionais de não-proliferação.

"Fazemos todo o possível para evitar a medida", insistiu o ministro, que citou como exemplo a reivindicação do presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre as sanções adotadas recentemente pela União Europeia.

Juppé destacou que o pedido ao Irã é que aceite uma negociação "sem condições prévias" e acrescentou: "nossa oferta de diálogo continua válida".

O chefe da diplomacia francesa afirmou que "o programa militar nuclear é uma das grandes ameaças à paz não apenas na região", mas também para o mundo inteiro.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jornal italiano cita complô para matar papa Bento 16

O cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos entregou ao papa Bento 16 um documento no qual informava sobre a existência de um complô para matá-lo dentro de 12 meses, afirma nesta sexta-feira o jornal italiano "Il Fatto Quotidiano".

O jornal, especializado em jornalismo político e de investigação, informa que Castrillón entregou à Secretaria de Estado do Vaticano um documento para Bento 16, escrito em alemão, no qual informava sobre o que disse o cardeal e arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, durante algumas conversas na China em novembro.

"Vaticano, tramas e venenos. O papa morrerá dentro de 12 meses", escreve a capa do jornal, que nas páginas internas publica uma parte do documento e a tradução ao italiano de toda a mensagem.

Este texto, que é considerado "estritamente confidencial", cita declarações "de uma pessoa bem informada" sobre as conversas mantidas durante uma viagem do cardeal Romeo à China em novembro.

"Seguro de si mesmo, como se soubesse com precisão, o cardeal Romeo anunciou que ao Santo Padre restam apenas 12 meses de vida", diz a tradução do documento.

Alberto Pizzoli/France Presse

Jornal italiano "Il Fatto Quotidiano" revela complô contra papa Bento 16. Ao fundo basílica de São Pedro, em Roma.


SUCESSÃO

Durante estas conversas, Romeo assegurou que Bento 16 estava também preparando sua sucessão e que tinha indicado o nome do cardeal e arcebispo de Milão, Angelo Scola.

"O cardeal Romeo se sentia seguro e não podia imaginar que estas conversas realizadas nas reuniões secretas fossem depois informadas por terceiras pessoas ao Vaticano", continua a mensagem.

Castrillón se inteirou destas conversas e decidiu escrever ao papa no dia 30 de dezembro do ano passado e Bento 16 recebeu a mensagem alguns dias depois, acrescenta a publicação.

"ABSURDO"

O porta-voz do escritório de imprensa do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi, perguntado pelo jornal afirmou que a informação estava "tão fora da realidade e tão pouco séria que não podia ser levada em consideração".

"Eu não negou a existência deste documento, mas é claro que isso é um absurdo que não pode ser levado a sério", disse lombardi ao canal de notícias "Skytg24".


Nota: Seja como for, alguma coisa está para acontecer. Os Jesuítas sabem muito bem o que é, com certeza. Mas vamos esperar e ver o que vai ser. (Marcelo Karma)

O Vaticano e as especulações sobre a demissão de Bento 16

O porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, evitou comentar a hipótese de uma demissão do papa Bento 16, lançada ontem pelo bispo emérito de Ivrea, monsenhor Luigi Bettazzi.

"Não há nada sério e nada a dizer", afirmou o porta-voz nesta terça-feira, durante uma coletiva de imprensa.

Lombardi recordou que o próprio Bento 16 falou sobre a possibilidade de pedir demissão no livro-entrevista "Luz do Mundo", do jornalista alemão Peter Seewald, no qual o papa diz que isso pode ocorrer em caso de doenças graves que o impeçam de realizar suas funções.

"Sobre os boatos dos últimos dias, não tem nada a se fazer com tudo isso, nem com a hipótese de demissão", afirmou.

Na obra de Seewald, Bento 16 diz que, se um papa tem consciência de que não está mais apto "fisicamente, psicologicamente e espiritualmente a exercer os deveres do cargo, tem o direito e, em algumas circunstâncias, a obrigação de se demitir".

Mas, segundo o pontífice, só pode haver demissão "em um momento de paz", e não em períodos de tensões ou escândalos.

Ontem, em entrevista à imprensa italiana, Bettazzi afirmou acreditar na possibilidade de Bento 16 se demitir. "Não, não acredito na ideia de um complô contra o papa, mas sim, na eventualidade de uma demissão", comentou o bispo.


O Vaticano, porém, negou a especulação e fontes da segurança disseram que não foi registrado nenhum incidente que pudesse levar à desconfiança de um possível complô. Elas também informaram que os sistemas de segurança não foram modificados depois do boato.


Nota: Parece que não andam satisfeitos com o atual papa... Estou desconfiado que Bento 16 vai durar pouco tempo!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sobre deuses, astros e ídolos (Por que não devemos ir ao cinema?)

Por que não é aconselhável a um cristão (ou a qualquer outra pessoa) ir ao cinema?

Este artigo procura explicar a influência que o “local cinema” pode ter na vida do indivíduo, relacionado a questões de espiritualidade, mente, comportamento e a aspectos fisiológicos. Este estudo não tem como intenção mostrar que filmes são indicados ou não para serem assistidos, ou se os filmes devem somente ser assistidos em casa (existem parâmetros bem definidos para isso na Bíblia e alguns textos de referência estão no fim deste artigo).

Aspectos psicológicos e sociológicos

1. Ritual religioso. Seja do ponto de vista evolucionista ou criacionista, sabe-se que o ser humano sempre teve a necessidade de adorar alguma coisa, algo, em algum lugar e vemos isso presente em todos os tempos, locais e culturas. Em termos de Semiótica e da Psicologia da Comunicação, é sabido que o ato de ir ao cinema se trata de um “ritual religioso”, por meio de uma representação dirigista, e que o cinema (o local) é comparado a um templo. Ou seja, pessoas desconhecidas, de diversos lugares convergem em um único ponto, em um lugar especial, específico (coisas especiais se fazem em lugares importantes) para “venerar” algo/alguém.

“Não é estranho que Hollywood fosse comparada com Meca e que os cinemas fossem comparados com os templos. Em todos esses contextos, os espectadores se abrem para a revelação que lhes é dada, acolhem em atitude de êxtase a força sagrada, veneram com devoção a seus deuses e deusas, recebem com fé mensagens que conferem um sentido a suas vidas e acolhem com reverência os modelos de vida que lhes impõem. É desta forte conexão com a emoção e com o inconsciente que as imagens incidem nas crenças e nos comportamentos, são reguladoras da conduta, veículos privilegiados para a implantação de modelos de vida” (Joan Ferrés, Televisão Subliminar – Socializando através de comunicações despercebidas, Artmed, 1998; Ferrés é professor na Universidade de Barcelona, pesquisador e pedagogo especialista na área de mídia).

Implicações – O indivíduo que vai ao cinema, intrinsecamente, estará preenchendo sua necessidade de adorar alguma coisa em algum lugar e, como consequência, por que ele sentiria, então, a necessidade de adorar a Deus na igreja? Ele poderá perder esse desejo ou diminuí-lo paulatinamente, substituindo-o por algo muito mais excitante aos seus sentidos.

2. Deuses, astros e ídolos. Outro aspecto “espiritual” do ato de ir ao cinema é a referência aos “astros”, “deuses” e “ídolos” do cinema. Muitas vezes, o indivíduo não vai ao cinema por causa do filme, mas, sim, por causa do ator/atriz que ele tanto admira. Prova disso são frases do tipo “você já viu o novo filme do fulano/fulana?”, servindo como referência ao ídolo do cinema e não ao filme, ou seja, o ator é a referência para que se vá assistir ao filme. Novamente, essa é uma analogia com aspectos religiosos, no ato de ir ao cinema.

Implicações – Novamente, a “concorrência” que tais ídolos, deuses e astros do cinema estariam fazendo ao preencher a busca de um referencial, algo inerente ao ser humano. O verdadeiro Deus ficaria, assim, suprimido e perderia espaço na adoração, na mente e no tempo do indivíduo que vai ao cinema.

3. Suspensão da realidade ou credibilidade. Ao adentrar um ambiente fantasioso, que gera toda uma expectativa, o indivíduo deixa fora sua realidade e se permite sonhar, esquecer seu cotidiano, esquecer o que rege sua vida, seus princípios, do que é louvável ou não, do padrão do certo ou errado. Ele fica envolvido. Quer esquecer a realidade e viver o filme. Joan Ferrés, em seu livro, diz: “O espectador esquece os cabos que sustentam o Superman e as transparências que animam seu voo, porque necessita sonhar com a superação das limitações que lhe atam a uma realidade medíocre e cinzenta.”

Implicações – Quando se vai a um ambiente em que a realidade fica “de fora”, a mente fica “aberta” a novas mensagens apresentadas de modo intenso, porque a noção do certo e errado acaba minimizada.

4. Interação social. O indivíduo vai ao cinema e está, também, interagindo com os demais “adoradores”; estão partilhando do mesmo ideal, pois não existe cinema sem pessoas. Seria totalmente desconfortável estar numa sala de cinema e ter meia dúzia de “gatos pingados”. Desde coisas simples, como onde sentar, quem sentará ao meu lado, o contágio do clima fílmico, toda a questão de “comunidade” está ali presente, pois todos estão ali com o mesmo objetivo. Não é nenhuma coincidência a semelhança com o contágio social, o senso de comunidade em uma igreja, de pessoas que estão ali para adorar a Deus.

Veja esta citação da matéria “Por que os cinemas não morreram”, publicada na revista Sociologia, edição nº 2 (Editora Escala): “Uma das poucas vantagens do cinema em relação às demais mídias é o forte apelo da indústria cultural divulgando as estreias dos filmes, pois a indústria cultural trabalha constantemente com o novo. Ainda assim, as salas de cinema ainda são capazes de atrair as pessoas para desvendar o mistério de assistir um filme em grande écran, acompanhadas de desconhecidos que compartilham sentimentos e expectativas por um breve período de exibição de uma película. Enfim, parece que as pessoas ainda precisam do clima místico do cinema e da partilha de sentimentos coletiva para se sentirem como parte do mundo, por mais que este hoje pareça tribalista.”

Implicação – Quem vai ao cinema está também preenchendo ali seu senso de coletividade, ao “congregar” e partilhar do mesmo objetivo com outros indivíduos.

O ambiente: aspectos neurofisiológicos

Partindo do princípio de que a sala de cinema é projetada especialmente para dar um grande impacto emotivo, uma hiperestimulação sensorial, ser realmente algo especial e marcante para o espectador, podemos tirar algumas conclusões:

1. O som. No ambiente da sala do cinema o som proporciona ao espectador algo mais do que o envolvimento emocional de uma trilha sonora. Geralmente, é um som alto, surround e com intensidade acima de 90 decibéis, quando este é então percebido também como vibrações. Essas vibrações penetram no corpo influenciando diretamente nossos órgãos. As ondas sonoras graves têm maior comprimento e podem penetrar em distâncias maiores. No labirinto (órgão do ouvido), existe um líquido que, quando se movimenta, empurra as células ciliadas para um lado ou outro. Quando viramos a cabeça para um lado, o líquido se movimenta e empurra os cílios das células receptoras para o outro lado, aumentando ou diminuindo o número de estímulos elétricos enviados pelo nervo ao sistema nervoso central. O sistema nervoso central é que decifra a quantidade de estímulos elétricos, compara com a posição do resto do corpo e dá a percepção de equilíbrio.

Se um som com 90 decibéis ou mais fizer com que o líquido do labirinto incline os cílios das células receptoras, o sistema nervoso vai decifrar isso como movimento e ajustará os músculos dos membros para equilibrar, podendo assim alterar o equilíbrio do corpo em meio à contemplação de um filme com tal volume de som, por exemplo.

As imagens projetadas nos olhos também influenciam o equilíbrio, pois o Cerebelo é que integra as informações oriundas dos olhos e aquelas oriundas do labirinto. Muitas vezes, em um ambiente de cinema, as informações vindas do labirinto e dos olhos são conflitantes e isso também provoca desequilíbrio.

Como os nervos que levam informações do labirinto para o cérebro são muito próximos do nervo vago, que leva e traz informações do sistema gastrointestinal, uma estimulação forte do nervo que sai do labirinto pode estimular o nervo vago e produzir ânsia de vômito e até vômitos.

Enquanto houver estímulos sobre as células receptoras e o cérebro receber essas informações, esses fenômenos continuarão ocorrendo.

Implicação – A intensidade do som de uma sala de cinema é além de 90 decibéis e, aliada a um efeito surround, a noção de equilibro é em muito diminuída (o indivíduo fica “zonzo”, “tonto”), no transcorrer do filme. Isso compromete em muito seu estado de lucidez e seu senso crítico/discernimento, nesse tipo de ambiente.

2. Hiperestímulo sensorial. O indivíduo que assiste a um filme em uma sala de cinema está enormemente mais exposto a hiperestímulos sensoriais do que o que assiste a um filme em sua casa, pelos fatores anteriormente abordados e pelo que ainda será abordado mais adiante.

Quando escutamos e/ou vemos algo, essa informação sonora e auditiva, esses estímulos sensoriais são transformados em impulsos nervosos, sendo enviados ao córtex cerebral para serem interpretados e se tornarem ou não conscientes (segundo estudos, não mais que 20% do que vemos ou ouvimos vai para o consciente; o restante vai para o inconsciente humano e ali não se tem controle de como atuará em todo o corpo e mente). Antes de chegarem ao córtex cerebral os estímulos chegam a uma “estação retransmissora” chamada tálamo. No tálamo, existem sinapses com várias partes do sistema nervoso:

a) Sistema límbico, responsável pelas emoções.
b) Hipotálamo, que controla o sistema nervoso autonômico, responsável pelo controle dos batimentos cardíacos, sudorese, pupilas, respiração, secreção de adrenalina pela glândula suprarrenal, etc., e a glândula hipófise, responsável pelo controle dos hormônios e das várias outras glândulas do corpo.
c) Tronco cerebral, onde é controlado o ciclo sono/vigília e o movimento e equilíbrio do corpo.

Assim, os sons e imagens podem provocar variadas reações no organismo. Quando os estímulos chegam ao tálamo, ele decide para onde vai enviar sinais nervosos e quais estruturas nervosas e hormonais vai acionar.

Por exemplo, filmes que contenham cenas de suspense, terror, guerra, mortes geram uma reação de estresse e o sistema nervoso autonômico é estimulado e prepara o organismo para lutar ou fugir (reação de fuga ou luta). O corpo então é preparado para esforço físico forte e rápido: aumentam os níveis de glicose no sangue, o sangue é deslocado de regiões como cérebro, estômago e intestino para aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos; ainda aumentam a frequência respiratória e cardíaca, a velocidade de coagulação sanguínea, ocorre sudorese, a pupila fica dilatada, diminui o fluxo sanguíneo em outros órgãos como rins e sistema gastrointestinal, aumenta a liberação de adrenalina, noradrenalina e cortisol na glândula suprarrenal.

Essa situação deve ocorrer por pouco tempo, pois se perdurar por mais do que 15 ou 20 minutos, os efeitos do cortisol fazem com que o sistema imunológico fique deprimido. Além disso, os efeitos da adrenalina e da noradrenalina provocarão aumento da pressão arterial e a função renal será prejudicada. Perceba que o indivíduo poderá ter todas essas reações estando estático, sentado em uma cadeira de uma sala de cinema.

Mas um filme que gera essas sensações tem duração de somente 15 ou 20 minutos? Vale lembrar que em qualquer tipo de filme existe suspense em relação a “qual será a próxima cena”, embalado por trilhas sonoras e tomadas de câmera envolventes. Deve-se ter o discernimento do que, como e onde assistir – fatores decisivos que interferem na influência das películas em nossa mente.

Além disso, quando o sistema límbico (responsável pelas emoções) é ativado, várias reações emocionais são acionadas, além de estimular a aquisição de dados na memória.
Uma vez que o hipotálamo seja estimulado, tanto o sistema límbico (emoções) e o sistema nervoso autonômico (batimentos cardíacos, respiração, secreção de adrenalina, etc.) quanto o sistema hormonal ficarão alterados. Quanto mais intensa for a entrada e quantidade de estímulos sensoriais, mais estruturas nervosas serão estimuladas.

O centro do prazer é formado por estruturas do sistema límbico (das emoções) e é estimulado por neurotransmissores e/ou hormônios como: dopamina, serotonina, endorfinas, noradrenalina e adrenalina. Quando esse centro do prazer é estimulado o individuo tende a repetir a experiência para produzir prazer novamente.

A superestimulação sensorial também produz aumento do nível desses receptores nas sinapses. Se esses neurotransmissores estimularem de maneira mais demorada (qual a duração de um filme?), o centro do prazer leva ao estado de dependência – desejo de repetir a experiência – e à tolerância – necessidade de uma dose maior para produzir o mesmo sentimento de prazer. A isso se chama vício. Embora tal mecanismo também ocorra em estímulos neurossensoriais recebidos de um filme em uma televisão, os efeitos em uma sala de cinema são consideravelmente mais intensos, devido aos fatores abordados e a serem ainda expostos.

Outra consequência de filmes assistidos em salas de cinema é a “anestesia e atrofia” do que popularmente chamamos de “consciência”. Um dos centros nervosos que recebem impulsos do hipotálamo e do ouvido é um núcleo denominado Lócus Cerúleos. Esse núcleo envia neurotransmissores para algumas partes do cérebro, entre elas está o córtex pré-frontal. Quando ocorre muita estimulação do Lócus Cerúleos (como assistir a um filme no cinema), ele faz com que estímulos nervosos liberem noradrenalina dos terminais dos nervos que chegam ao córtex pré-frontal. A atuação de níveis altos de noradrenalina no córtex pré-frontal atua como uma forma de anestesia das funções dessa região.

Por isso, as funções de tomar decisões corretas ficam prejudicadas, pois o córtex pré-frontal não consegue buscar informações armazenadas na memória e em outras regiões (como se a “base de dados” do que é certo e errado estivesse sendo bloqueada). Assim, a razão, o domínio próprio, a consciência ficam afetados. Como a razão fica “anestesiada”, as emoções dominam as ações. Como os hormônios foram liberados em maior quantidade pela estimulação do hipotálamo, o desejo sexual e qualquer outra função ficam fora do controle da razão, por exemplo.

Implicação – Podemos enumerar as implicações:

1. Assim como não temos mais domínio sobre a ação de um copo d água dentro do corpo depois que a ingerimos, não temos mais domínio próprio em uma informação visual e auditiva que percebemos, pois ela se transforma em impulsos nervosos e torna-se algo fisiológico; não mais há o domínio próprio sobre o efeito que terá no corpo do indivíduo.

2. Funções metabólicas e sistema imunológico ficam prejudicados mediante a exposição a uma hiperestimulação do corpo em uma sessão de cinema (alteração de batimentos cardíacos, pressão arterial, sudorese, pupilas, respiração, secreção de neurotransmissores e hormônios, etc.).

3. A exposição a esses estímulos neurosensoriais intensos leva a um estado de: (1) dependência – desejo de repetir a experiência, e (2) tolerância – necessidade de uma dose maior para produzir o mesmo sentimento de prazer. Tais fatores são popularmente chamados de vício. Surge então o perigo de que o ato de frequentar o cinema não será mais um prazer suficiente para gratificar o mecanismo de recompensa do cérebro, pois este pedirá estímulos mais intensos.

4. Outra consequência é a que o espectador assíduo do cinema acaba por achar monótono tudo o que é abstrato ou estático (como a leitura de livros e revistas, que requerem mais concentração e um cérebro mais treinado na abstração que é requerida na leitura). O indivíduo acaba necessitando de sobrecarga sensorial para se sentir vivo e gratificado.

5. O córtex pré-frontal e suas funções (consciência, razão, discernimento, domínio próprio) ficam atrofiados e anestesiados pela atuação de níveis altos de noradrenalina liberados pela estimulação do Lócus Cerúleos. As funções de tomar as decisões corretas ficam prejudicadas e o indivíduo passa a tomar suas decisões baseados em aspectos emotivos e não racionais.

3. Dimensões da tela de cinema

Um dos grandes diferenciais entre assistir a um filme em uma televisão e em uma sala de cinema, com certeza, é a dimensão da tela. Somente por essa comparação, deduz-se que a quantidade de informação e influência visual é muito mais intensa. Quantas televisões “cabem” em uma tela de cinema?

Ainda nessa comparação, a tela de cinema envolve a visão fóvica (central) e a visão periférica. Uma televisão comum certamente não engloba as visões fóvica e periférica ao mesmo tempo, por mais que as telas estejam maiores e quase sempre haja interferência e distrações no ambiente (alguém se levanta, vai ao banheiro, cozinha, existem comentários entre os espectadores, etc.).

Indo para o campo fisiológico, explicaremos como ocorre a estimulação da retina e como isso chega ao córtex visual (SNC – Sistema Nervoso Central).

Campo receptivo é a chamada área da retina em que um estímulo luminoso (imagem) altera os fotorreceptores (cones e/ou bastonetes), provocando atividade dos neurônios da via visual (nervo óptico). Na fóvea (visão fóvica, central), que fica no centro da retina onde a acuidade visual é maior, os campos receptivos são menores comparados àqueles da retina periférica (ou visão periférica). Tais campos receptivos dos neurônios que recebem informações dos fotorreceptores são circulares. Esse campo receptivo circular é dividido num círculo central e num círculo periférico. A área central desse círculo central (visão fóvica, central) é estimulada de forma antagônica à do círculo periférico (visão periférica), ou seja, se antagonizam mutuamente.

Quando estímulos visuais (imagens) atingem apenas a periferia de um campo receptivo, a estimulação dos neurônios é mínima. Porém, quando a imagem estimula a periferia e o centro de um campo receptivo, simultaneamente, então a estimulação das células nervosas é máxima e, como consequência, muitíssimo mais informações visuais adentrarão o cérebro.

Possivelmente, a exposição de um filme numa tela grande facilite a estimulação de uma área maior na retina, principalmente nas regiões laterais onde os campos receptivos dos neurônios são maiores. Lembramos que em uma sala de cinema o indivíduo permanece estático, sem muitos movimentos de corpo e cabeça, por no mínimo 90 minutos.

Apenas para completar, existem vias nervosas separadas para levar até o córtex visual os diversos estímulos: uma para cor, outra para forma e profundidade da imagem e outra para movimento. As informações visuais contidas numa imagem são primeiramente detectadas e analisadas por diferentes circuitos neurais, depois permitindo a síntese da informação para a percepção global no córtex visual.

Implicação – Não existe “escape visual” ao estar em uma sessão de cinema. Por no mínimo 90 minutos, o indivíduo estará exposto a uma estimulação máxima nas células receptoras da visão devido à dimensão da tela, por englobar visão fóvica e periférica, o que gera uma influência muito maior da mensagem filosófica do filme e seus efeitos fisiológicos na mente e corpo.

4. Resposta pupilográfica

Outro fator relacionado ao ato de assistir a um filme em uma sala de cinema é a dilatação da pupila, ou midríase (nomenclatura fisiológica) ou ainda resposta pupilográfica. A pupila é a porta de entrada dos estímulos luminosos (imagens), portanto, quanto mais dilatada estiver, com maior abertura, mais estímulos neurossensoriais adentrarão com maior intensidade no organismo do indivíduo.

É bem conhecido que em um ambiente escuro a pupila se dilata mais para que entre mais luz (estímulos luminosos, imagens) e, assim, se tenha melhor acuidade visual. Obviamente, em uma sala de cinema não existe luz ambiente (o ambiente é projetado para ser escuro) e a tela não emite luz como uma TV, uma vez que as imagens do filme são projetadas sobre a tela e ela refletirá pouca luz. Com isso, o ambiente tende a ficar mais escuro do que num ambiente em que o filme é assistido em uma TV e a abertura da pupila é maior – ou seja, mais estímulos neurossensoriais chegarão ao cérebro.

A pupila aumenta de tamanho; “abre-se” frente a estímulos agradáveis (alguém vai a uma sala de cinema para assistir a um filme que para si é “desagradável”?), e diminui de tamanho, “resiste”, se fecha frente a estímulos desagradáveis. Toda experiência nova faz com que adrenalina e noradrenalina sejam liberadas estimulando o centro do prazer. Como os jovens estão mais interessados em experiências novas, pois em sua memória ainda não estão registrados os resultados dessas experiências e suas consequências, eles desfrutam de prazer por praticar atividades que liberem esses neurotransmissores. Assim, situações novas ou desafiadoras fazem com que o sistema nervoso autonômico simpático libere noradrenalina e adrenalina, e uma das ações dessas substâncias é a midríase (dilatação das pupilas). Como mencionado anteriormente, essa dilatação proporciona maior entrada de luz nos olhos e uma visão mais acurada, e maior entrada de estímulos neurossensoriais.

Em situações de repouso, quem comanda nossas atividades autonômicas é o sistema nervoso autonômico parassimpático. Entre suas funções estão: diminuição dos batimentos cardíacos, aumento dos movimentos gastrointestinais, miose (contração das pupilas), dilatação dos vasos sanguíneos dos órgãos internos, etc.

Implicação – Podemos comparar, quem sabe, a pupila como um funil. Quanto maior for sua abertura, mais substâncias entrarão pelo orifício. A pupila é um “funil visual”: quanto maior a abertura, mais informação, mais influência, mais consequências comportamentais e fisiológicas. O olho não passa somente de um sensor e cerca de ¼ do cérebro é dedicado à visão.

5. Hipnose. Todas as questões anteriormente abordadas, somadas à “equação” ambiente escuro + corpo estático + olhar fixamente por mais de 90 minutos para um único ponto de luz, sugerem um estado de princípio de hipnose. Na hipnose, há a ausência de piscadas dos olhos e, quanto menos piscamos, mais intensamente estamos no estágio de pré-hipnose. A hipnose ocorre quando nossa mente está sob controle de um comando externo e perdemos o controle voluntário. Isso pode ocorrer voluntariamente ou involuntariamente.

Quando o indivíduo se dispõe a fazer todo o ritual de ir ao cinema, ficar exposto a toda sorte de estímulos psicológicos, sociológicos e fisiológicos, a “entrar no filme” e participar dele com todas as influências já abordadas, contemplando fixamente a produção que fabrica emoções, esse indivíduo está permitindo que as mensagens daquele filme dominem sua mente e suas emoções por um determinado espaço de tempo; ele se expõe a uma hipnose voluntária.

O simples fato de tais mensagens e filosofias dos filmes começarem a fazer parte da cultura e comportamento do indivíduo e predominarem em sua mente por meio da contemplação passiva desses já pode ser considerado uma hipnose voluntária.

Ademais, o período de tempo em que esses “valores hollywoodianos” permanecerão na mente e no comportamento do indivíduo dependerá do quanto sua consciência interferirá nesse processo (já abordamos anteriormente como o córtex pré-frontal é “anestesiado” sob tais influências).

A avaliação do “certo e errado” das mensagens conscientes do filme ficará então muito prejudicada com a consciência “bloqueada”, “anestesiada” e não conseguindo avaliá-las na comparação com os padrões éticos e morais memorizados.

Além desses aspectos, as mensagens abaixo do limiar da consciência (subliminares) não estão disponíveis para avaliação e escolha do que seja certo ou errado.

Assim, quanto mais cada indivíduo ficar exposto a todas as influências comentadas neste artigo e a menos padrões éticos, mais os conceitos enviados pelos filmes dominarão sobre os padrões estabelecidos.

Implicação – Se comentasse com um amigo que você iria se dirigir a uma reunião com indivíduos com quem jamais se encontrou antes, em um salão, auditório fechado, escuro, com som alto que compromete seu equilíbrio corporal, contemplando fixamente um único ponto de luz que envolve toda sua visão, sem escape visual, por cerca de duas horas, com suas emoções em seu limiar, acolhendo mensagens, filosofias e roteiros cuidadosamente elaborados para gerar um estado de êxtase em você, o que esse amigo lhe diria a respeito disso?

Para reflexão: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Salmo 101:2). “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mateus 6:22). “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23). “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8).

(Cristiano James Kleinert, designer/programador visual)

Contribuições técnicas:

Prof. Dr. Hélio Pothin (professor de Fisiologia Humana na Universidade Federal de Santa Maria)

Prof. Dr. Eduardo Guillermo Castro (professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria)

Assista a este vídeo em que o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista na América do Sul, fala sobre cinema.

Quero adicionar apenas mais dois simples argumentos [Michelson Borges]:

1. Aparência do mal: para muitos irmãos adventista e evangélicos, cinema é local inapropriado para o cristão. Alguns nem sabem bem por quê. O fato é que ficam escandalizados de ver um adventista/cristão lá. Qual seria a postura do apóstolo Paulo, por exemplo, nesse caso? Ainda que ele não visse mal em ir ao cinema (coisa que duvido), ele não iria para não servir de pedra de tropeço. Ele evitou carnes sacrificadas aos ídolos justamente por causa da consciência mais fraca de alguns irmãos. Se nos preocupamos com a salvação dos outros, evitaremos tudo aquilo que pode atrapalhar a edificação da fé deles. Nossos prazeres e preferências não podem ser mais importantes que isso.

2. A igreja não recomenda a frequência ao cinema e creio sinceramente que Deus guia Seu povo, especialmente quando este, reunido e representado por sua liderança, toma decisões ou faz recomendações aos membros.


Fonte: Criacionismo

Com quem Deus quer que você namore?

Nós não queremos nos intrometer em seu namoro ou nas suas escolhas, só queremos dar alguns conselhos para que você nunca se esqueça de tudo o que a Bíblia diz.

1)- Não é sábio namorar alguém que não ame a Deus.

A Bíblia diz em II Coríntios 6:14 e 15 – ” Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo?” Amós 3:3 “Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”


2)- Não namore alguém que diz ser cristão mas não vive como um cristão.

A Bíblia diz em I Coríntios 5:11 – ” Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais.”

3)- Evite namorar pessoas coléricas.

A Bíblia diz em Provérbios 22:24 – ” Não faças amizade com o iracundo; nem andes com o homem colérico.”

4)- Não namore um cristão preguiçoso.

A Bíblia diz em II Tessalonicenses 3:6 – ” Mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição de trabalho que de nós recebestes.”

5)- O que mais conta é a beleza interior.

A Bíblia diz em I Pedro 3:4 – ” Mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas.”

6)- Namore alguém que tenha uma boa atitude.

A Bíblia diz em Romanos 15:5 e 6 – ” Ora, o Deus de constância e de consolação vos dê o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.”

7)- Namore alguém que lhe anima e lhe apóia.

A Bíblia diz em Filipenses 2:1 e 2 – ” Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.”

Não pense só um no outro – preste atenção a outros também. A Bíblia diz em Filipenses 2:4 – ” Não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.”

Deixe que o relacionamento se desenvolva passo a passo. A Bíblia diz em 2 Pedro 1:6 e 7 – ” E à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor.”

8)- O que deve evitar.

A Bíblia diz em Romanos 13:13 – “Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja.”

9)- O namoro não deve incluir relações sexuais.

A Bíblia diz em I Coríntios 6:13 e 18 – ” Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo… Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.”

10)- Mantenha-se puro(a).

A Bíblia diz em I João 3:3 – ” E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.”

Para que se ganhe emocionalmente, os desejos e as atividades sexuais devem ser mantidas sob o controle de Cristo.

A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:3 a 5 – ” Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus.”
 
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