quinta-feira, 29 de março de 2012

A precisão da profecia das 70 semanas



O Meio da Septuagésima Semana (Cálculo do Mês)


Daniel 9:27 fixa a morte expiatória do Messias no meio da septuagésima semana: “Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares...”. O Santuário Terrestre e seus serviços perderam sua validade por ocasião da morte de Cristo, quando o verdadeiro sacrifício pelos pecados da humanidade foi efetuado. Daí o dizer-se que a morte do Messias deveria ocorrer no meio da última semana.


Do início das 70 semanas até a morte do Ungido transcorreriam 69,5 semanas, pois o verso 25 de Daniel 9 indica que o Messias Se manifestaria ao final de “sete semanas e sessenta e duas semanas”, isto é, ao final de 69 semanas; por sua vez, o verso 27 fixa o fim do ministério do Redentor na metade da última semana, o que conduz à conclusão de que a morte de Jesus ocorreria após 69,5 semanas. Isso equivale a 486,5 dias-anos (69,5 x 7 = 486,5).

Ficou claramente demonstrado que as 2.300 tardes e manhãs começam no sétimo mês do calendário judaico. Isso quer dizer que as 70 semanas também se iniciam nesse mês, pois ambos os períodos começam simultaneamente.



Para se localizar o mês indicado para a morte do Ungido, basta acompanhar, então, o seguinte raciocínio: avançando 486 anos a partir do sétimo mês, chega-se também ao sétimo mês; e com os 6 meses restantes, correspondentes à metade de um ano, pode-se chegar ao décimo-terceiro mês ou ao primeiro mês. O Novo Testamento registra que a morte de Jesus ocorreu na época da Páscoa judaica, a qual, consoante a Lei Mosaica, era sempre celebrada no primeiro mês (Marcos 14:12 e Levítico 23:5 e 6). Isso assegura que o meio da septuagésima semana cairia nesse mês do ano judaico.

Conclusão: o meio da septuagésima semana corresponde ao primeiro mês do calendário judaico.

O Meio da Septuagésima Semana (Cálculo do Dia do Mês)

Não somente o ano e o mês, mas mesmo o dia exato da morte do Salvador já estava indicado em Daniel 9: 69,5 semanas proféticas equivalem a 486,5 dias-anos; estes, por sua vez, consistem em 177.690,3254 dias (486,5 x 365,242190 = 177.690,3254), nos quais há 6.017,161574 lunações (177.690,3254 / 29,539589 = 6.017,161574). Isso representa o total de meses lunares presentes em 486,5 anos.

Desconsiderando-se, num primeiro momento, a fração (0,161574) e avançando apenas com o valor inteiro de 6.017 lunações, chega-se ao décimo dia do primeiro mês, como está representado no gráfico. Caminhando 4,771375 dias, correspondentes a 0,161574 lunação (0,161574 x 29,530589 = 4,771375), a partir do décimo dia do primeiro mês, chega-se ao décimo-quarto dia desse mesmo mês, que seria, então, o dia da crucifixão de Cristo. Mas, o Novo Testamento aponta para o décimo-quinto dia do primeiro mês como o dia da morte do Salvador, o que exige uma pequena correção no esquema traçado até aqui.

Em vez de começar os cômputos proféticos ao pôr-do-sol do Dia da Expiação (como tem sido feito até agora), seria mais sugestivo e exato iniciá-los às 15:00 horas desse mesmo dia, pois era aproximadamente nesse momento que o sumo sacerdote saía do Santuário, depois de tê-lo purificado, e abençoava o povo. Esse era o ponto alto da Festa da Expiação. Com essa pequena alteração no início do período, as 69,5 semanas atingem, não a parte clara do dia 14, e sim, a noite do dia 15, na qual Jesus, após ter celebrado a última Páscoa com os discípulos, instituiu a cerimônia que deveria comemorar Sua morte pelos séculos por vir (1 Coríntios 11:23-26). Naquela mesma noite, Jesus passou pela terrível experiência do Getsêmani e foi preso para ser crucificado.

Observação: neste estudo, os dias estão sendo computados de pôr-do-sol a pôr-do-sol, conforme o esquema bíblico; dessa forma, a referida noite do décimo quinto dia do primeiro mês não é a noite que se segue a esse dia e, sim, aquela com a qual ele se inicia.

Conclusão: as 69,5 semanas começam às 15:00 horas do Dia da Expiação e se estendem até a noite do décimo-quinto dia do primeiro mês.

Henderson H. L. Velten


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