segunda-feira, 30 de abril de 2012

9 Mitos Sobre a Salvação


O homem põe vários obstáculos para conquistar aquilo que Cristo oferece de graça.
MITO Número 1: Antes de ir a Jesus devo primeiro me arrepender.
Não pense que você só pode ir a Cristo após o arrependimento, e que o arrependimento prepara você para o perdão dos pecados.
É verdade que o arrependimento antecede o perdão. Contudo, somente o coração quebrantado e contrito sente necessidade de um Salvador. Mas será que é preciso esperar por isso, para depois ir a Cristo?
Não. A Bíblia não ensina assim. Ela simplesmente diz: “Vinde a Mim” (Mateus 11: 28). Cristo dá o poder que leva ao arrependimento. É tão impossível se arrepender sem Cristo como é impossível ser perdoado sem Ele. É a bondade de Deus que cria o desejo de mudar.
MITO Número 2: Estou bem do jeito que sou. 
Muitas vezes, bajulamos a nós mesmos com o pensamento de que realmente estamos muito bem, levamos uma boa vida moral e somos decentes. Não nos vemos como impuros e cheios de pecado, e assim não vemos a real necessidade de uma humilde renovação.
Errado.
Mesmo o profeta Daniel, a pessoa mais honesta, pura e fiel pelos padrões humanos, disse de si mesmo a Deus: “Temos pecado e cometido iniqüidade” (Daniel 9:5). Ele se sentia oprimido pelo senso de sua própria fraqueza e imperfeição.
Sem esquecer nosso valor perante Cristo que morreu por nós, quando nos aproximamos dEle, vemos como realmente somos: cheios de pensamentos, palavras e ações corrompidas.
Com respeito aos atos exteriores perante a lei de Deus, Paulo se considerava “irrepreensível” (Filipenses 3:6), mas, com relação ao caráter espiritual da lei, ele via a si mesmo como um pecador igual a qualquer um de nós.
MITO Número 3: Há pecados piores do que outros — e os meus não são tão ruins. 
A avaliação de Deus é diferente. Ele não considera todos os pecados de igual magnitude. Ele vê diferentes graus de culpa (embora nenhum pecado seja pequeno a Seus olhos).
Nós olhamos para o bêbado na sarjeta ou para o viciado em drogas, por exemplo, e dizemos: “Coitado, com isso que está fazendo nunca conseguirá chegar ao Céu.”
Cuidado: Deus julga as pessoas de forma diferente. A maneira como Cristo tratou os líderes religiosos de Seus dias, que eram aparentemente justos e moralistas, demonstra essa diferença.
Pecados como o orgulho, egoísmo e ganância, que geralmente não são vistos e, portanto, nunca censurados, são os que Deus realmente odeia. Por isso, Cristo não hesitou em chamar os fariseus e saduceus de hipócritas. Eles aparentavam uma vida de santidade, mas eram completamente cheios de justiça própria.
Mas isso gera um problema. Pelo fato de alguns pecados serem auto-evidentes, a pessoa sentirá vergonha e necessidade de graça. Mas o orgulhoso – pela própria natureza do seu pecado – não sente nenhuma necessidade e por isso não busca o perdão.
A história do publicano e do fariseu (ver Lucas 18:13) ilustra isso. “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”, disse o publicano, que considerava a si mesmo como um homem mau e grande pecador. Mas ele sentia uma necessidade, e foi buscar o perdão de Deus.
Por outro lado, o aparentemente justo, mas orgulhoso fariseu, com uma oração carregada da justiça própria, mostrou que seu coração estava fechado ao poder do Espírito Santo. Ele não sentia necessidade. Ele não esperava e não recebia nada.
MITO Número 4: Eu tenho que me purificar primelro, antes de Deus me aceitar. 
Se você se considera um pecador, não espere se tornar melhor antes de ir a Cristo. Isso nunca acontecerá.
Os leopardos não podem mudar suas manchas. A única ajuda que você pode ter vem de Deus. Você não pode fazer nada por si mesmo.
Você tem que ir a Cristo do jeito que está. Não fique esperando por fortes apelos, um momento mais conveniente, ou mesmo um estado mental mais “santo”.
MITO Número 5: Deus, em Seu Infinito amor, vai salvar até os que rejeitarem Sua graça. 
Se você pensa assim, olhe para a morte de Cristo na cruz. Isso mostra como Deus considera o pecado. A verdadeira natureza do pecado pode ser vista na intensidade do sofrimento de Cristo. Cada pecado conduz à morte.
O amor e o sofrimento de Cristo ao agonizar por nossos pecados revelam que qualquer ato pecaminoso se opõe à salvação. É essencial aceitar a graça de Deus.
MITO Número 6: Em comparação com os outros, estou muito bem. 
Uma pessoa que pensa assim diz: “Olhe para outros que são chamados de cristãos, sou tão bom quanto eles.”
Às vezes, as pessoas apresentam essa justificativa como uma desculpa para o próprio comportamento. Mas isso não faz o menor sentido. Os pecados e defeitos dos outros não são uma desculpa para os nossos. Cristo é nosso único exemplo.
De fato, parece lógico pensar que aqueles que reclamam do comportamento dos outros possuem um senso de moralidade e decência mais elevado, e têm maior obrigação de viver uma vida melhor. Mas, se eles possuem um conceito tão alto do que constitui uma vida nobre, então cada erro deles não teria também uma dimensão muito maior?
MITO Número 7: Sempre há uma nova chance.
Em todos os aspectos da vida, cuidado com a procrastinação. Nunca se acomode em uma vida pecaminosa, deixando de buscar a graça e o perdão de Jesus. A vida é curta e incerta.
Mas há outro perigo a que todo mundo está sujeito: se você abafa a voz da consciência, e escolhe conviver com uma vida de pecado, você está se arriscando a ser dominado pelo pecado.
Cada vez que você satisfaz a si mesmo e acalma a consciência com o pensamento de que pode mudar amanhã, você corre o risco de neutralizar o poder do evangelho para operar em sua vida. A vontade de mudar vai diminuindo com o tempo. “Agora é o dia da salvação” (II Coríntios 6:2).
MITO Número 8: Se eu conheço e acredito, estou salvo. 
Uma religião Intelectual, sem que haja mudança de coração, é apenas uma formalidade sem substância. Alguns crêem em Cristo (e até os demônios crêem), e concordam mentalmente com os aspectos técnicos e legais do evangelho, mas falta um desejo sincero d’participar desse evangelho.
Essas pessoas precisam pronunciar a oração de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro…” (Salmo 51: 10). Aplique isso com sinceridade a você mesmo.
MITO Número 9: A salvação é muito difícil. 
Ao olhar para você mesmo e ver a verdadeira natureza de sua vida cheia de pecado, você pode sentir-se tentado a entrar em desespero. Não faça isso. Cristo veio salvar você. E para Ele, isso é muito fácil. Afinal de contas, não somos nós que temos que reconciliar Deus conosco, mas Deus é quem nos reconcilia com Ele (II Coríntios 5:19).
Deus chama a Si mesmo de nosso Pai. Nem mesmo o melhor dos pais terrestres poderia ser tão paciente com os erros e culpas dos filhos como Deus o faz com Suas criaturas, isto é, conosco a quem Ele deseja salvar.
E se você pensa que sua vida é tão má que a salvação está muito além do seu alcance (exatamente como Satanás deseja que você acredite), pense na história de Maria Madalena, a ex-prostituta (ver Lucas 7). Simão, referindo-se ao passado dela, questionou sua aceitação por parte de Cristo.
Por isso, Cristo contou uma história a Simão, o acusador. “Havia dois devedores” (pecadores), começou Cristo. Um deles devia uma pequena quantia e o outro devia uma enorme e incalculável fortuna. Mas os dois foram absolvidos, e a dívida foi cancelada pelo credor. “Quem você acha que ficou mais agradecido?”, Cristo perguntou. A resposta é óbvia.
O que Cristo oferece a você é o mesmo que ofereceu a Maria e oferece a qualquer pessoa que se sente acusada: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). — Adaptado de ElIen White, Caminho a Cristo.

Fonte: Sétimo Dia

segunda-feira, 23 de abril de 2012

EUA vão punir uso de internet para violação de direitos humanos




O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai baixar nesta segunda-feira uma portaria permitindo a imposição de sanções a cidadãos estrangeiros que usem novas tecnologias, como o monitoramento de celulares e internet, para promover violações de direitos humanos. A informação é do jornal The Washington Post.
Segundo o jornal, uma fonte de alto escalão afirmou que a portaria tem como alvo empresas e pessoas que ajudam o Irã e a Síria, mas que futuras normas poderão ampliar a lista. A medida será anunciada por Obama em um discurso no Museu Memorial do Holocausto, em Washington, de acordo com o Post.

Segundo o jornal, as mídias sociais e a tecnologia de celular têm sido amplamente utilizada para ajudar a organizar os defensores da democracia contra governos autoritários e para expor violações contra a população, como aconteceu recentemente no Norte da África e Oriente Médio.

Mas os governos autoritários, principalmente na Síria e no Irã, têm mostrado que os seus serviços de segurança também podem aproveitar a tecnologia para ajudar a reprimir a dissidência - através da realização de vigilância, bloqueando o acesso à internet ou a acompanhar os movimentos de figuras da oposição.

Como acrescenta a agência Reuters,o jornal acrescentou que o presidente informará ter pedido que a Estimativa Nacional de Inteligência, preparada pelas várias agências de informações do governo, avalie pela primeira vez o potencial para assassinatos em massa em outros países e suas implicações para os interesses dos EUA.


Fonte: Terra

A Marca Permanente da Verdadeira Igreja


O Apocalipse de João menciona repetidas vezes que a igreja de Cristo caracteriza-se por um duplo princípio de fé: “a Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus.” Com algumas variações, essa marca é descrita seis vezes em Apoc  1:2, 9; 6:9; 12:17; 14:12; 20:4. Esta dupla descrição funciona como o padrão divino que define a fidelidade do Cristão a Deus. A aplicação histórica desses textos em Apocalipse cobre toda a era cristã.
Um paralelo básico da marca da igreja pode ser encontrado no teste de lsaías para Israel: “A lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). Este duplo padrão representava a autoridade final em Israel: “Moisés e os Profetas” (cf. 2Rs 17:13).
Jesus referiu-se a esta dupla autoridade em Mateus 7:17: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” Novamente em sua parábola do rico e Lázaro:“Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos” (Lc 16:29; cf. 24:27).
Paulo também resumiu o Antigo Testamento como “a Lei e os Profetas” (Rm 3:21). Essas duas partes constituintes da Bíblia Hebraica formavam a norma canônica para determinar a verdadeira adoração no antigo Israel.
A unidade das Escrituras Hebraicas podia até ser sumariada em um termo: a Lei (em hebraico: Torah), como Jesus fez quando citou um salmo perguntando: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?” (Jo 10:34; SI 82:6).
Contudo, Jesus reivindicou que Seu próprio testemunho expandiu o cânon da autoridade divina:“Quem me rejeita e não recebe as Minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que
tenho proferido, essa o julgará no último dia” (Jo 12:48).
O Novo Testamento proclama o testemunho de Cristo como a Palavra de Deus expandida: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb. 1:1-2).
A igreja apostólica aceitou o testemunho de Jesus como autoridade final para interpretar a Lei e os Profetas. Jesus explicou Sua autoridade desta maneira: “Quem veio do Céu está acima de todos e testifica o que tem visto e ouvido; contudo, ninguém aceita o Seu testemunho” (Jo 3:31-32).
O testemunho de Jesus era a Palavra de Deus, pois Deus não deu a Cristo Seu Espírito “por medida”(Jo 3:34; Is 42:1). Jesus possuía o Espírito de profecia em plenitude divina. Assim, o testemunho de Jesus colocou Israel diante do supremo teste de fé na revelação progressiva da Palavra de Deus.
Esse testemunho de Jesus é incorporado aos quatro evangelhos e interpretado nas epístolas inspiradas do Novo Testamento. Paulo foi o apóstolo que deu à frase, “o testemunho (rnartyrion) de Cristo,” seu conteúdo evangélico e significado definitivos.
Ele escreveu à igreja de Corinto que “o testemunho de Cristo tem sido confirmado” entre eles, como evidenciado pelos seus muitos dons do Espírito (I Cor. 1:6). Paulo empregou a frase “o testemunho de Cristo” no sentido de evangelho, a mensagem proclamada de salvação em Cristo.
Para Paulo, o “testemunho de Cristo” era igual ao “testemunho de Deus” (I Cor. 2:1). Ele não se envergonhava de morrer pelo “testemunho de nosso Senhor” (2Tm 1:8).
João escreveu que ele estava na ilha de Patmos “por causa da Palavra de Deus e do Testemunho de Jesus” (Ap 1:9). Alguns exegetas entendem as expressões no genitivo “de Deus” e “de Jesus,” em Apocalipse 1:2, 9, como genitivos subjetivos, ou seja, como auto-revelações de Deus e de Jesus à Igreja.
Em outras palavras: A revelação progressiva de Deus põe a Igreja diante da autoridade do Filho de Deus (ver 1:1,2; 2:1-4; 10:26-31; 12:22-29). O livro de Apocalipse prepara a Igreja para severas perseguições no futuro. Um grande número de crentes deveriam ser trazidos diante dos tribunais humanos e condenados até mesmo a morte. Por isso, Cristo encorajou-os a sustentarem o‘testemunho de Jesus,” assim como Ele havia testemunhado fielmente diante de Pôncio Pilatos (ITm 6:12-14: Ap 1:5, 9: 2:25: 3:11; 5:9; 12:11, 17).
O próprio “apocalipse de Jesus Cristo”(Ap 1:2) torna-se uma parte constitutiva do testemunho de Cristo às igrejas. E Seu testemunho às igrejas em particular (Ap 22:16: 1:2). Tudo isso diz respeito aos testemunhos bíblicos do Espírito que proclamam o evangelho de Jesus Cristo. É por causa deste “testemunho de Jesus” que João sofreu em Patmos (Ap 1:9), e mártires incontáveis sacrificaram a vida no transcurso da história (Ap 6:9).
É este “testemunho de Jesus” que também a Igreja remanescente terá ou sustentará durante o conflito final com o anticristo (Ap 12:17), mesmo quando estiver sob a ameaça de um decreto de morte (Ap 13:15-17).
Isso aponta para a permanente validade do “testemunho de Jesus” para a igreja dos séculos. “Ter” o testemunho de Jesus não se restringe à Igreja do tempo do fim, mas é a marca essencial dos seguidores de Cristo durante toda a era cristã. Isso pode ser visto no seguinte diagrama:
Apocalipse 1:9 - Eu. João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
Apocalipse 6:9 - Quando ele abriu o Quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.
Apocalipse 12:17 - lrou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, e se pôs em pé sobre a areia do mar
Ao comparar as três passagens paralelas, descobrimos que Apocalipse 12:17 deve ser compreendido à luz das duas passagens anteriores. Apocalipse 1:9 e 6:9 são aparentemente nossas diretrizes primárias para interpretar a marca da igreja remanescente em Apocalipse 12:17.
“Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus” era a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (ver Judas 3). É necessário perseverança para guardar “a fé de Jesus” (Ap 14:12). No conflito final dos séculos, a Igreja de Deus é chamada a permanecer firme no evangelho eterno e na lei de Deus, em continuidade com a igreja dos apóstolos e mártires (ver Ap 14:6).
A Igreja do tempo do fim será novamente conhecida por sua fidelidade aos mandamentos bíblicos de Deus e ao Testemunho bíblico de Jesus (Ap 12:17). Dessa maneira o povo de Deus no tempo do fim demonstra sua verdadeira sucessão apostólica.
“O testemunho” que os mártires “deram” em Apocalipse 6:9 está em paralelo com ‘o testemunho de Jesus” que o povo remanescente de Deus “tem” em Apocalipse 12:17.
Este importante paralelo é normalmente negligenciado. O verbo “ter” (echein) em 6:9 e 12:17 é o mesmo e requer, naturalmente, o mesmo significado. Esse significado pode também incluir a idéia de “guardar,”“preservar,”“manter,” como Paulo empregou o verbo “ter” (echein) em I Timóteo 3:9 e II Timóteo 1:13.
Vários eruditos têm argumentado persuasivamente que o “testemunho” que os mártires da era da igreja deram (Ap 6:9) é idêntico ao “testemunho de Jesus” mencionado em outros lugares de Apocalipse, como em 1:9; 12:17; 19:10; 20;4. Gerhard Pfandl aceita corretamente isso para Apocalipse 6:9 ao afirmar:
Concordamos com Mounce o qual diz que o testemunho dos mártires não era, primariamente, o testemunho deles acerca de Jesus, mas o testemunho que eles receberam dEle (cf. 12:17; 20:4). Eles o aceitaram, recusaram-se a desistir e, consequentemente, foram mortos, O testemunho, não menos que a “palavra,” era uma posse objetiva dos mártires.
A seguinte questão é crucial: por que tipo de testemunho de Jesus “objetivo” estavam os mártires dispostos a dar a vida? Um erudito explica, corretamente, como sendo, “um depósito de ensinos do Senhor, mandamentos e ensinos que têm conteúdo e forma específicos, de forma que possam ser guardados e sustentados.”
Os mártires em Apocalipse 6:9 e 20:4 morreram por causa do próprio testemunho histórico de Jesus e, em sentido subordinado, por terem testificado do testemunho de Jesus. O mesmo vale para a geração final do povo de Deus em Apocalipse 12:17. Beatrice S. Neall confirma essa exegese:
“A palavra de Deus e o testemunho de Jesus’ devem ser compreendidos como o evangelho da morte e ressurreição de Jesus (Ap 1:18), Seu poder para salvar do pecado (1:5; 12:10-11) e transformar homens a sua semelhança (14:1) mediante o sangue do cordeiro (7:14; 12:11)”.
Notavelmente, Apocalipse 20:4 menciona a fidelidade ao “testemunho de Jesus” até mesmo como a característica primaria dos mártires do tempo do fim:
“E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão (Ap 20:4).
Dessa forma, a Igreja remanescente, em sua batalha com a “besta,” permanecerá fiel ao “Cordeiro.”Sua controvérsia não é essencialmente diferente das crises anteriores no livro do Apocalipse. O assunto foi esclarecido várias vezes por Kenneth Strand:
“No livro de Apocalipse a fidelidade á ‘palavra de Deus’ e ao ‘testemunho de Jesus Cristo’ separa o fiel do infiel, e provoca perseguição que inclui o próprio exílio de João e o martírio de outros crentes (ver novamente 1:9; 6:9; 12:17; 20:4; etc.).’
O testemunho do AT e o testemunho apostólico … levaram uma mensagem que propiciou conforto e esperança para os cristãos do primeiro século e tem feito o mesmo por todos os crentes desde aquele tempo”.
O povo remanescente e sua lealdade a Cristo são mencionados novamente em Apocalipse 14:12, o que funciona como um paralelo explicativo para Apocalipse 12:17, como pode ser visto no seguinte diagrama:
Apocalipse 12:17 - E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Apocalipse 14:12 - Aqui está a paciência dos santos: aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.
O povo remanescente não apenas “guarda” os mandamentos de Deus, mas também “guarda” a “fé de Jesus” (14:12). Esta “fé de Jesus,” a qual Seus seguidores “guardam,” não é simplesmente a fé subjetiva deles em Jesus, mas a fé objetiva dos ensinamentos de Jesus, que os apóstolos ensinaram e guardaram fielmente (At 2:42; 2Tm 4:7). Judas o irmão de Tiago, urgiu a igreja “a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3, ver também v. 20).
O comentário de William G. Johnsson sobre Apocalipse 14:12 é instrutivo:
“Eles guardam a fé de Jesus. Essa expressão não significa que o povo de Deus tenha fé em Jesus (embora a tenham), porque a fé de Jesus é algo que eles guardam. “A fé” provavelmente refere-se á tradição cristã, ao corpo de ensinos que se centralizam em Jesus. Judas 3 pode prover um paralelo: ‘fé que uma vez foi dada aos santos.’ Quando os seguidores leais de Deus guardam a fé de Jesus, eles permanecem leais ao cristianismo básico — eles ‘guardam a fé.”
A expressão “a fé de Jesus” em apocalipse 14:12 esclarece “o testemunho de Jesus em 12:17 e não acrescenta necessariamente uma terceira característica da igreja remanescente. “Guardar a fé de Jesus” implica guardar os ensinos de Jesus (ver Ap 3:8; 10; 22:7).
Para sua aplicação histórica, merece menção que um pequeno grupo de seguidores do pregador batista Guilherme Miller, em Battle Creek, Michigan, decidiram em 1861, associar-se a uma nova denominação eclesiástica, “tomando o nome de Adventistas do Sétimo Dia, fazendo um pacto de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus Cristo.”
Esse evento mostra quão influentes são as profecias do tempo do fim do Apocalipse de João na história da Igreja. Também revela que obrigação solene uma denominação aceita ao reivindicar ser a verdadeira Igreja.
Em Apocalipse 19:10 o anjo esclarece o “testemunho de Jesus”:
“E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”.
Cada texto deve ser interpretado por seu contexto. A abordagem contextual serve de salvaguarda contra a manipulação inconsciente de um texto ou frase. Pelo fato de a expressão “testemunho de Jesus” ocorrer duas vezes em Apocalipse 19:10, esse texto tem recebido escrutínio especial e exegese cuidadosa da parte de alguns exegetas profissionais.
Surge um problema quando a última sentença de Apocalipse 19:10 é retirada de seu contexto e dotada de um significado que substitui o testemunho de Jesus, tal como registrado no Novo Testamento pelo dom permanente de profecia. Tal compreensão tomaria o testemunho de Jesus em Apocalipse 12:17 exclusivamente um dom de visões para alguns crentes escolhidos no tempo do fim.
Este conceito reduz o significado do testemunho de Jesus no livro de Apocalipse. O anjo não tenciona substituir o Espírito de profecia pelo testemunho histórico de Jesus, como se o Novo Testamento fosse repentinamente excluído ou ignorado. Sua última declaração em 19:10 não é tanto uma definição, como uma explicação. Ela explica como o anjo e João são conservos e, assim como todos os profetas, compartilham do testemunho de Jesus, porque o testemunho de Jesus é o Espírito de profecia.
Richard Bauckham oferece esta explicação muito útil:
“O Espírito divino, que dá a João a experiência visionária na qual ele pode receber revelação, não comunica os ensinos de um anjo, mas o testemunho que Jesus dá… O equivalente á referência ao ‘testemunho de Jesus’ em 19:10 é agora encontrado nas palavras do epílogo, no qual o anjo desaparece de vista e Jesus testifica diretamente: ‘Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas.”
Cristo explicou que o Espírito da verdade “não falará de si mesmo,… Ele me glorificará, porque há de receber do que é Meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13, 14; ver também 14:26). Isso tem sido realizado pelo Espírito de Profecia nas Escrituras do Novo Testamento, o qual, portanto, comunica à Igreja o testemunho de Jesus com autoridade canônica.
O que o Espírito diz, é Cristo quem diz. Isso ocorre sete vezes nas cartas de Cristo, as quais concluem cada vez com as palavras: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2:7, 11, etc.).
O anjo explica a João que, quando o Espírito inspira a profecia, seu conteúdo e autoridade vem do próprio Jesus (19:10). Assim, o Espírito de profecia revela o testemunho de Jesus. Todos os verdadeiros profetas “têm o testemunho de Jesus” (19:10; comparar com 22:9).
O anjo instrui a João para que ele não adore um anjo, ou qualquer conservo seu, porque eles são apenas instrumentos de Deus e Cristo. O livro de Apocalipse é um livro orientado para a adoração. O grande objetivo – “Adorai a Deus” – é o tema central de todo o apocalipse.
Especialmente suas profecias do tempo do fim exigem a distinção entre adoração verdadeira e idolatria (14:6-12). O anjo faz dois apelos a João para adorar a Deus (19:10 e 22:9): um na conclusão da visão acerca de Babilônia, a prostituta (17:1-19:10); outro, na conclusão da visão acerca de Jerusalém, a noiva (21:9-22:9). Cada vez o anjo reforça o ponto: não adore a besta, nem mesmo os servos de Deus, os anjos. Adorai a Deus!
O verso paralelo de Apocalipse 22:9 expande o grupo que tem o testemunho de Jesus a todos os membros da igreja: “eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro.” Este círculo ampliado de cristãos fiéis que “têm” o testemunho de Jesus também está em vista em Apocalipse 6:9 e 12:17.
Bauckham extrai esta conclusão prática:
“Isto (Ap 19:10) é um reconhecimento de que a função para a qual o Apocalipse chama todos os cristãos é, em essência, o mesmo dos profetas: dar o testemunho de Jesus, permanecendo fiel em palavras e atos ao Deus único verdadeiro e Sua justiça.”
Essa responsabilidade compartilhada, da Igreja, não nega a liberdade do Espírito de conceder a indivíduos escolhidos o dom espiritual de profecia (ver ICo 12:7-11) para a edificação da Igreja (I Cor. 14:1, 4). A manifestação do dom permanente de profecia na Igreja pós-apostólica é parte deste cumprimento expandido de Joel 2:28-29.
O anjo ensina a João, contudo, que o “testemunho de Jesus,” já concedido, é o teste da verdade para João, para seus conservos profetas, para a igreja e para os anjos de Deus (cf. 22:9). Este“testemunho de Jesus” é a norma suprema para toda adoração cristã e manifestações do dom de profecia)5 Sustentar fielmente este “testemunho de Jesus” canônico é o dever sagrado de anjos e profetas. Esse é o testemunho do anjo intérprete em Apocalipse 19:10.
Em um tempo em que João estava lutando contra uma crescente onda de falsas profecias nas igrejas da Ásia (Ap 2:20; IJo 4:1), algumas das quais estavam enganando os crentes de Tiatira com“as profundezas de satanás” (Ap 2:24), João é lembrado de que o Espírito de profecia medeia “o testemunho de Cristo.”
Beasley Murray comenta: “O fardo da profecia, portanto, é o testemunho que Jesus deu”. Todas as mensagens inspiradas dos profetas pós-apostólicos devem ser testadas pelo testemunho canônico de Jesus (veja-se Ap 22:18, 19; 1 Ts 5:19-21; 2 Pe 3:2, 15, 16; Mt 24:24).
Este testemunho normativo de Jesus vai desmascarar as alegações enganosas do “falso profeta” no tempo do fim (ver Ap 16:13; 19:20 e 20:10). A Igreja remanescente de Apocalipse 12:17 e 14:12 é caracterizada pela restauração dos mandamentos históricos de Deus e do testemunho ou fé histórica de Jesus.
Essas duas características eram a marca identificadora da Igreja apostólica (Ap 1:9) e dos santos pós-apostólicos (Ap 6:9). Também constitui-se na marca da Igreja remanescente, a qual Deus se dignou em conceder o dom do Espírito de profecia.
O testemunho bíblico de Jesus, contudo, traça a linha de demarcação entre o fiel e o infiel no livro de Apocalipse. Concordamos com a conclusão de Kenneth A. Strand que “a Palavra de Deus” e “o testemunho de Jesus” no livro de Apocalipse referem-se ao “que hoje chamaríamos de mensagem profética do Antigo Testamento e testemunho apostólico do Novo Testamento”.

Autor: Hans K. LaRondelle, Th.D, professor emérito da Andrews University. Artigo publicado na Revista Teológica do SALT-IAENE, Janeiro-Junho de 1999.

Fonte: Sétimo Dia

sábado, 14 de abril de 2012

O governo não é Deus



Julio Severo
No Antigo Testamento, Deus frequentemente enviava profetas para dar recados aos reis. A maioria desses recados eram repreensões.
No Novo Testamento, temos repetidas orientações de sermos submissos aos governantes, que em Romanos 13 são considerados “ministros de Deus”. Um ministro é um servo, que trabalha em submissão a Deus.
Por falta de esclarecimento, alguns ensinam que até mesmo um governo perverso deve ter a submissão de todos, inclusive dos cristãos. Basta mencionar a autoridade do governo e o primeiro pensamento é: Submissão total.
Contudo, quando se menciona Deus e sua autoridade, a reação frequente é que não somos forçados a obedecer, pois temos o livre arbítrio.
No caso de Deus, impõe-se então um livre arbítrio que desobriga a obediência às leis perfeitas de Deus.
Mas no caso do governo, a insinuação ou ensino direto é que não existe livre arbítrio: Todos são obrigados a obedecer às leis imperfeitas do governo.
Temos então um entendimento e interpretação imperfeitos dos papéis de Deus e do governo. Em Romanos 13, Deus não diz que Deus é servo do governo. É o contrário.
Se há livre arbítrio no caso do governo perfeito de Deus, então muito mais no caso do governo imperfeito do homem.
Mas sob Deus, somos chamados a ser submissos a governos que são ministros ou servos de Deus.
O governo nazista não fazia a vontade de Deus, de modo que era obrigação os cristãos serem obedientes a Deus, não ao governo. Mas, a maioria cristã não conseguia reagir às atrocidades do governo, porque os pastores ensinavam a obediência total do cristão ao governo, numa falta de entendimento real de Romanos 13, deixando implícito que, por mais perverso que o governo fosse, ninguém tinha livre arbítrio.
As consequências, para a Alemanha e a população cristã, foram imensas, por não colocarem as leis perfeitas de Deus acima das leis imperfeitas dos homens.
Hoje, com os exemplos trágicos da submissão cristã à tirania anti-Deus, podemos aplicar devidamente Romanos 13 no seu contexto real:
Devemos ser submissos ao governo e suas leis que não violam as leis de Deus.
Aos governos que esquecem ou rejeitam seu papel de ministro de Deus, preferindo a institucionalização da iniquidade, temos de permanecer fieis às leis perfeitas de Deus e estar abertos ao mover do Espírito Santo, pois Deus sempre repreende a quem ama. Ele repreende cada um de seus servos e ministros, inclusive os governantes.
O ministério da repreensão, sob Deus, envolve homens sendo usados por Deus para entregar repreensões aos governantes com relação à sua conduta pessoal e governamental. Envolve deixar um testemunho claro para o governo, de que os pecados promovidos pelo governante e seu governo ofendem a Deus.
A entrega da mensagem não significa que haverá mudança no governante ou que o entregador não sofrerá consequências. Significa apenas que o entregador deve ser fiel no testemunho que Deus lhe deu para entregar ao governante.
Elias foi um profeta grandemente abençoado por Deus. Ele foi tão fiel que não viu a morte, sendo tomado por Deus.
Mas seu ministério poderosamente ungido não mudou o governo nem o governante. Poderia ter mudado, pois as orientações de Deus através de Elias foram perfeitas. O testemunho de Elias era perfeito.
Elias dava testemunho a um governo centrado no culto a Baal, que envolvia sacrifício de bebês e sacerdotes homossexuais, com prostituição homossexual. É um quadro não muito diferente de hoje, onde o homossexualismo e o sacrifício de bebês por meio do aborto são tratados de modo sagrado. Temos então modernamente um culto a Baal com outro nome.
Diante de um governo que recusa ser submisso às leis de Deus e promove ativamente a iniquidade, o testemunho cristão ao governo condenando seus pecados deve ser fiel. Os resultados dependem da resposta do governo e da sociedade. Ao entregador, cabe apenas fidelidade no seu testemunho ao governante e ao governo.
Se fizermos nossa parte, Deus pode trazer um avivamento.
No século 18, Deus trouxe um poderoso avivamento aos EUA, através do ministério de Jonathan Edwards e outros. Em seguida, os americanos se revoltaram contra o governo da Inglaterra, que dominava sobre eles não como servo de Deus, mas como governo tirânico. A revolta foi ocasionada por impostos injustos.
O resultado foi bênção e o nascimento de uma nação poderosa.
No Brasil, aprendemos a conviver com impostos injustos e vorazes, que merecem nosso protesto e repúdio. Mas, em vez de protesto e repúdio, muitos cristãos e pastores preferem dar um “jeitinho” para evitar a voracidade do Leão ladrão do imposto de renda. A conduta correta seria seguir os americanos que se revoltaram contra a tirania de impostos da Inglaterra. Ou imitar Tiradentes, que protestou contra uma cobrança absurda de 20% de impostos. Hoje, a cobrança absurda é de 40%!
Um governo que cobra desse jeito é tirânico e escravizador. E nós, como cristãos e cidadãos, fomos chamados à liberdade com ordem, não à tirania.
Temos, pois, chamado de Deus, para ser submissos a governos-servos e ser submissos somente a Deus diante de governos tirânicos.


Fonte: Julio Severo

A "Pedra" mencionada em Mateus 16:18 é Pedro ou Cristo?


Vamos ao texto de Mateus 16:18: ‘Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.’

Esta declaração de Cristo, ‘sobre esta pedra’, tem sido interpretada de várias formas:

1º – a pedra simbolizando Pedro.
2º – a pedra simbolizando a fé que Pedro demonstrou em Jesus.
3º – a pedra simbolizando Cristo.

Nós podemos chegar a uma conclusão inequívoca quando pesquisamos a Palavra de Deus em busca da verdade sobre este assunto, especialmente os escritos dos apóstolos que ouviram pessoalmente esta declaração de Jesus.

O próprio Pedro jamais se referiu a si mesmo como sendo esta pedra, mas de forma clara e consistente, ele diz que esta pedra representa Cristo. Ele chega ao ponto de dizer que não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos, a não ser através desta Pedra, rejeitada pelos homens (Atos 4:8-12; I Pedro 2:4-8).

O nosso Senhor usou várias vezes este símbolo da pedra referindo-se a Si mesmo (Mat. 21:42; Lucas 20:17-18). Em outras partes da Bíblia encontramos diversas passagens que relacionam a pedra como um termo específico para Deus (Deut. 32:4; Salmos 18:2; etc).

Isaías 32:2, fala da grande Rocha em terra sedenta; e da Pedra preciosa, angular, solidamente assentada (28:16). Em I Cor. 10:4, Paulo diz que esta Pedra era Cristo (ver também II Samuel 22:32; Salmos 18:31).

Jesus também se referiu a Pedra como sendo a Sua Palavra, a qual é o único alicerce seguro para o homem (Mateus 7:24-25), e que Ele é a Palavra Viva (João 1:1; Marcos 8:38; João 3:34; 6:63,68; 17:8).

Paulo claramente afirma que Cristo é o único fundamento da Igreja (I Cor. 3:11). Pedro também diz que Cristo é o fundamento (a Rocha) sobre o qual construímos o templo espiritual como pedras vivas, ou tijolos, (ver Efésios 2:21; I Pedro 2:4-8).

Quando Pedro fez sua declaração de fé, o fez em nome de todos os demais discípulos, pois a pergunta havia sido feita para o grupo. Nenhum dos discípulos jamais entendeu que Jesus estava concedendo a Pedro uma distinção especial entre eles. Tanto é que continuavam discutindo sobre quem seria o maioral entre eles. Caso Jesus tivesse dado a Pedro uma posição de liderança não haveria mais motivo para tanta discussão. Os escritores do Novo Testamento jamais fizeram menção de qualquer autoridade revestida sobre Pedro, muito pelo contrário, pois em várias ocasiões Pedro foi publicamente advertido por eles.

Os chamados pais da Igreja, como Augustinho e Crisóstomo, jamais aceitaram a idéia de Pedro como sendo o chefe supremo da Igreja. O historiador Eusébio, cita uma declaração de Clemente de Alexandria, na qual ele afirma que no concílio de Jerusalém, Pedro, Tiago e João não disputavam pela supremacia da Igreja, mas que escolheram Tiago o Justo, para ser o líder entre eles (ver Atos 15).

Como então se deve interpretar esta passagem? Na língua grega existem dois termos para pedra: 1º – ‘petra’ que significa uma enorme massa de rocha, a qual além de ser grande, é fixa ou imovível; 2º – ‘petros’ que significa uma pequena pedra, ou um pedregulho.

Assim podemos dizer que Cristo se dirigiu a Pedro desta forma: Tu és ‘petros’ (pedregulho) e sobre esta ‘petra’ (rocha, se referindo a Si mesmo), construirei a minha Igreja. Na parábola registrada em Mateus 7:24-27, Cristo diz que o homem sábio constrói sua casa sobre a Rocha, e que qualquer edifício construído sobre Pedro, ou sobre um homem falho como este discípulo, era mesma coisa que construir sua casa sobre a areia.


Fonte: Evidências Proféticas

segunda-feira, 2 de abril de 2012

EUA agora estão na matrix de lei marcial: Obama deu para si mesmo poderes ditatoriais


WASHINGTON, D.C., EUA, 28 de março de 2012 (LifeSiteNews.com) — Uma ordem executiva pouco notada decretada neste mês permitirá que o governo dos EUA se apodere de todos os recursos nacionais (inclusive comida), aliste civis nas forças armadas ou trabalho escravo, controle todos os meios de comunicação e racione os serviços de saúde “para promover a defesa nacional”. O Congresso poderá receber informações sobre as ações do governo, mas não tem nenhum poder para alterá-las. A ordem executiva do presidente Obama completa a “matrix de lei marcial” que entrega todos os recursos nacionais ao governo central de Washington, um proeminente escritor disse para LifeSiteNews.com.
Barack Obama decretou a ordem executiva, “National Defense Resources Preparedness” (Prontidão dos Recursos de Defesa Nacional), em 16 de março.
Jim Garrison do [jornal esquerdista] The Huffington Post resumiu suas cláusulas:
* O ministro da Defesa tem poder sobre todos os recursos de água;
* O ministro do Comércio tem poder sobre todos os serviços e infraestruturas materiais, inclusive materiais de construção;
* O ministro dos Transportes tem poder sobre todas as formas de transporte civil;
* O ministro da Agricultura tem poder sobre recursos e infraestruturas de alimentos, recursos e usinas de gado e a distribuição nacional de equipamento agrícola.
* O ministro da Saúde tem poder sobre todos os recursos de saúde;
* O ministro das Energias tem poder sobre todas as formas de energia.
Cada poder tem todas as suas partes componentes. Por exemplo, “Os transportes civis incluem movimento de pessoas e propriedade mediante todos os meios de transportes interestaduais e intraestaduais, ou comércio estrangeiro dentro dos Estados Unidos, seus territórios e possessões, e o Distrito de Colúmbia, e locais públicos de armazenamento relacionados, portos, serviços, equipamento e infraestrutura”. Semelhantemente, “recursos de alimentos” significam mercadorias e produtos (simples, misturados ou compostos), ou complementos para tais mercadorias e produtos, que podem ser ingeridos por seres humanos ou animais”.
Barack Obama: poderes que nenhum presidente dos EUA jamais teve antes
“Da perspectiva da Constituição, esses são poderes inteiramente ilegítimos”, o escritor e editor William Norman Griggdisse para LifeSiteNews.com. “Não há nem mesmo um indício ou sussurro de legitimidade aí”.
“Você está lidando com alguém que claramente não vê a presidência como suscetível a nenhum limite, legal ou constitucional”, disse ele.
Grigg, que é editor-geral da revista Republic Magazine, disse: “O que é especialmente preocupante é que ele não está mostrando nenhum arrependimento por exercer todos os poderes que eram reivindicados por seus antecessores e acrescentando a essas leis poderes presidenciais extra-constitucionais”.
Esses vastos novos poderes podem ser invocados “em tempos de paz e em tempos de emergência nacional”, sempre que forem “considerados necessários ou apropriados para promover a defesa nacional”. O presidente é quem decidirá quando essas circunstâncias se aplicam.
O Congresso seria informado, mediante um resumo, acerca das ações das agências governamentais — anualmente —, mas não poderia alterar as leis.
Os defensores do presidente, inclusive alguns republicanos, dizem que a ordem executiva só atualiza a Lei de Produção de Defesa de 1950 e a Ordem Executiva 12919 de Bill Clinton, escrita em 1994. A principal diferença é que a nova ordem transfere funções da FEMA para o Departamento de Segurança Nacional.
Ed Morrissey do Hot Air escreveu: “Barack Obama pode ser arrogante, e a escolha do tempo do anúncio desse decreto pode ter parecido estranha, mas isso não é motivo algum para nos preocuparmos”.
Mas Grigg diz que a mudança de uma emergência de tempo de guerra para tempo de paz em si já é preocupante. “Quando estamos lidando com engenharia semântica que tem uma sintonia aguçada, isso parece muito como evidência de más intenções”, disse ele. “Eles jogaram fora a ideia de que precisa haver um acontecimento razoável que provocasse uma emergência nacional que seja importante”.
A dependência de ordens executivas anteriores também preocupa Grigg. “Obama tem… falado sobre as supostas virtudes do controle governamental sobre a população civil inteira dos EUA dentro do modelo militar”, disse ele. “Essa situação nos leva de volta a Bernard Baruch”, presidente da Diretoria das Indústrias Nacionais de Guerra no governo do presidente Woodrow Wilson durante a 1ª Guerra Mundial. Ele escreveu em 1918: “Estamos vivendo hoje num Estado altamente organizado de socialismo [nos EUA]. O Estado é tudo; o individuo é importante apenas enquanto contribui para o bem-estar do Estado”.
“Essa é uma aspiração que está no coração de todos os coletivistas desde tempos imemoráveis”, Grigg disse para LifeSiteNews.com.
Alguns que apoiam a ordem executiva estão preocupados porque ela se apoia numa lei de 62 anos atrás. Doug Mataconis, que acredita que a ordem executiva não é motivo para preocupação, escreveu: “O fato de que o presidente dos Estados Unidos está ainda exercendo autoridade garantida durante a Guerra da Coreia e no auge da Guerra Fria é ainda outro reflexo de como o poder, quando é usurpado pela presidência imperial, nunca é entregue”.
Os defensores do presidente em ambos os partidos dizem que a ordem é meramente um cenário na pior das situações no acontecimento de um ataque nuclear ou um desastre catastrófico que incapacitaria o fluxo normal da vida diária. Esse controle absoluto permitiria que o governo federal mantivesse a ordem.
“Não há realmente nenhum argumento estratégico ou tático que se possa fazer em favor de ditadura vindo da presidência como estratégia para administrar uma emergência”, disse Grigg. “O problema aqui é a suposição de que o melhor meio de lidar com esse tipo de tragédia é centralizar o poder e assim dar um alvo conveniente para nossos inimigos. Num sentido estratégico, não faz nenhum sentido”.
Pelo contrário, o trabalho de neutralizar e localizar um governo [não centralizado] tornaria difícil que um inimigo abalasse completamente a vida nacional.
“O mesmo governo que mostrou os ‘benefícios’ dos tóxicos trailers da FEMA para os sobreviventes do Furacão Katrina agora tem a ‘humildade’ de mostrar mais coisas”, disse ele.
Contudo, a maior perda é a perda da liberdade, dizem eles. Chuck Norris escreveu: “promulgar essa lei marcial mesmo durante um tempo de paz é um abuso e descontrole sem precedentes do poder de um presidente… Os fundadores dos EUA nunca teriam permitido tal coisa, e nós não deveríamos permiti-la”.
Alguns dizem que é duplamente verdade sob o atual presidente. “Com suas ações ele tem mostrado uma disposição que dá para se descrever como ditatorial”, Grigg disse para LifeSiteNews.com. “É o caso de um homem que se deparou com a oportunidade perfeita. O homem e a oportunidade criaram essa arquitetura institucional de ditadura presidencial. Agora o ditador quer ficar no poder por um muito tempo”.
Nota: As mudanças políticas nos EUA e em outros lugares no mundo vem transformando o cenário mundial, e cada dia mais avançam ao ponto em que, em conjunto com outros fatores como uma grande crise mundial, será possível a aceitação da Nova Ordem Mundial, e enfim, do Decreto Dominical.
(Marcelo Karma)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...