quinta-feira, 28 de junho de 2012

O manifesto da SBG e a Ciência com C maiúsculo


Dr. Marcos Nogueira Eberlin (da Unicamp), que está entre os cientistas brasileiros mais reconhecidos aqui e no exterior, viajou recentemente a Londres para uma reunião da Royal Society of Chemistry. Neste momento, concluídas as reuniões na Inglaterra, está em viagem para Taiwan, a fim de ministrar palestras lá. Num dos intervalos de seus muitos compromissos, respondeu a um e-mail meu [MB] como segue: “A Ciência com C maiúsculo que eu pratico e defendo não fecha com teoria nenhuma: fecha com os dados, fecha com as evidências, fecha com o livre-pensar e questionar. E a Ciência verdadeira debate suas teses e as defende com fatos e não com manifestos apaixonados. Somente teorias equivocadas neles se apoiam. E não foi a genética só, mas a química e a bioquímica, varias áreas da ciência em conjunto, que derrubaram por completo a ideia equivocada, baseada em dados incompletos, de que evoluímos química e bioquimicamente. Foram os dados mais recentes sobre a informação aperiódica funcional na qual a vida se estrutura que derrubaram a possibilidade de forças e leis terem formado a vida. Foi a existência de não somente um código, mas de vários códigos, espetacularmente orquestrados e sincronicamente ajustados, que demonstraram com fatos, e não boatos, que a evolução naturalista ruiu. 

“Não foi somente a existência de códigos, mas a constatação de que esses códigos se encontram zipados, encriptados, otimizados ao seu extremo, dotados de estratégias hiperinteligentes de transmissão e minimização de erros, de compactação de informação através do overlapping genético, dosplicing alternativo, da redundância de códons magistralmente projetada em um código universal para diluir erros e maximizar o conteúdo.

“Foi também o arsenal de máquinas moleculares, as maiores maravilhas de engenharia e nanotecnologia deste Universo, com suas complexidades irredutíveis e suas antevidências geniais. Foi todo um arsenal de provas inequívocas, de uma assinatura indesculpável de design inteligente que nos impelem a admitir o óbvio. Dados brutos, ciência em sua essência, evidências e não retorica que hoje indicam: fomos planejados!

“Doa a quem doer, ofenda a quem ofender, mas a missão maior, o pacto maior de todo cientista é com a Verdade, com o que os dados nos mandam dizer. E a ciência pode, sim, e sabe, sim, detectar design! A ciência tem, sim, formas de discernir entre causas naturais e causas inteligentes. Usamos essas estratégias em várias áreas da ciência, por que proibi-las quando investigamos nossas origens? Só por que alguns de nos não gostam da conclusão a que elas nos levam? Mas cientista não tem gosto, cientista tem obrigações. Academias não defendem teorias, e nem áreas restritas da ciência podem se valer do monopólio da razão sobre as origens da vida e do Universo. 

“Sejamos honestos: desserviço mesmo a este país e aos seus jovens causam os que tentam suprimir o debate; os que tentam manter teorias em pé – quando seus alicerces já ruíram – via manifestos, às vezes anônimos, que tentam confundir teorias cientificas e seus defensores com astrologia e cartomancia!

“A ciência é a busca desapaixonada pela Verdade. Nessa busca, ziguezagueamos, mas a força dos dados eventualmente nos impele a seguir ou a voltar ao caminho certo. O ziguezaguear pela teoria naturalista foi um movimento legitimo da Ciência. Admitir seu equívoco, depois de 150 anos de muito alarde, tem sido por demais doloroso, mas inevitável. Viva, então, os dados, que nos levaram de volta ao caminho certo! Dados que nos indicam, hoje, mais do que nunca antes, com uma avalanche sem precedentes de evidências genéticas, químicas, bioquímicas, matemáticas e fosseis (dos vivos e dos mortos) que uma mente hipermegainteligente, parcimônica e genial arquitetou a vida e o Universo.

“E contra fatos não há manifestos!”


Fonte: Criacionismo

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