sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pés de barro: crise reanima separatismo na Europa


A Catalunha pode ser a catalisadora de uma onda renovada de separatismo na União Europeia, com a Escócia e Flandres vindo logo atrás. O grande paradoxo da União Europeia, erguida sobre o conceito da soberania compartilhada, é que ela reduz os riscos para regiões que buscam tornar-se independentes. Recentemente, o presidente catalão, Artur Mas, abalou a Espanha e os mercados com um chamado por eleições regionais antecipadas, prometendo um referendo sobre a independência da Catalunha em relação à Espanha. A Escócia planeja promover um referendo no outono de 2014, também para decidir sobre sua independência. Os flamengos em Flandres já conquistaram autonomia quase total, mas ainda se ressentem do que veem como sendo os resquícios da hegemonia dos francófonos da Valônia e da elite de Bruxelas, emoções que virão à tona nas eleições provinciais e de comunas marcadas para 14 de outubro.

Como é o caso dos casais, inúmeros fatores mantêm países unidos mesmo quando existe insatisfação: história, guerras, filhos e inimigos compartilhados. Mas a crise econômica na União Europeia também vem destacando reivindicações antigas. Muitos catalães e flamengos, por exemplo, afirmam que pagam aos Tesouros da Espanha e da Bélgica, respectivamente, mais do que recebem, ao mesmo tempo em que os governos nacionais reduzem os serviços públicos. Nesse sentido, o argumento regional é o argumento da zona do euro em dimensões menores, na medida em que os países mais ricos do norte do bloco, como Alemanha, Finlândia e Áustria, reclamam que sua riqueza e seu sucesso são drenados para manter países como Grécia, Portugal e Espanha.

“Todo o desenvolvimento da integração europeia reduziu os riscos da secessão, porque as entidades que emergem sabem que não precisarão ser plenamente autônomas e independentes”, observou Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores. “Elas sabem que terão acesso a um mercado de 500 milhões de pessoas e a algumas das proteções da UE.”

Heather Grabbe, que foi durante cinco anos assessora política do comissário de ampliação da UE, concorda: “Se você é um país pequeno, como Malta ou Luxemburgo, provavelmente estará sobre-representado em Bruxelas com relação a suas dimensões.” Hoje diretora em Bruxelas do Instituto Sociedade Aberta, Grabbe disse que a variável chave para o separatismo não é tanto uma questão de dinheiro e, sim, de língua e reivindicações históricas. “Os fantasmas da história retornam, e, embora a economia exerça um papel, as pessoas votam com o coração”, disse.

Mas a crise também está reduzindo a atração da União Europeia. A Escócia, por exemplo, presumia que, se ficasse independente, entraria para o bloco, já que os escoceses já são cidadãos da União Europeia. Mas será que a Escócia herdaria a não adesão britânica ao euro, ou, como Estado novo da UE, teria que se comprometer com a moeda única? E, se o fizesse, quem seria responsável por socorrer o Bank of Scotland, se fosse preciso? À medida que o “euroceticismo” ganha terreno no Reino Unido, essas dúvidas atormentam Alex Salmond, o líder do Partido Nacional Escocês, cujo slogan é “a Escócia na Europa”.

Tradicionalmente, a União Europeia é bem vista pelos líderes das regiões que pedem independência, diz Josef Janning, diretor de estudos do Centro Europeu de Políticas Públicas. “Eles consideram que o fortalecimento do poder de Bruxelas reduz e relativiza os governos nacionais, processo que é acelerado pelo mercado único na Europa. “Muitos deles formaram agrupamentos regionais que passam ao largo dos governos centrais - caso da Catalunha (Espanha), de Baden-Württemberg (Alemanha), de Ródano-Alpes (França), e da Lombardia (Itália). Essas regiões são centros de poder que se descrevem como “os quatro motores da Europa” e, juntos, têm um PIB maior que o da Espanha.

“Mas agora”, Janning prossegue, “vem a crise”, que cria um dilema para as regiões, pois também significa uma reconcentração do poder por parte das capitais nacionais, numa tentativa de reduzir os orçamentos nacionais. “Agora as atenções estão mais uma vez voltadas a Madri, Roma, Paris e Berlim, de modo que as oportunidades regionais estão reduzidas, e as regiões ricas são forçadas a pagar a conta.”

Enquanto líderes europeus acham que a resposta à crise é “mais Europa”, algo que normalmente agradaria às regiões separatistas, os eleitores e contribuintes europeus estão abalados, céticos e revoltados. Janning diz: “Essas entidades e esses líderes europeus precisam estar em sintonia com o sentimento público e com a identidade regional. Mas estão divididos.”

Leonard contou que esteve recentemente em Barcelona, onde autoridades catalãs lhe perguntaram obsessivamente sobre a Escócia. “O conhecimento que tinham dos assuntos internos da Escócia era muito maior do que o meu. Está claro que estão todos atentos uns aos outros.”


Nota Criacionismo: Essa desagregação europeia agravada pela crise é totalmente profética. Clique aqui para entender por quê.[MB]

Fonte: Criacionismo

Fúria solar e caos na Terra


Na revista National Geographic Brasil do mês passado (páginas 66 a 81), a matéria de capa trata do aumento da atividade solar, cuja previsão é de intensificação até o ano que vem. O título é “Fúria solar”, e o olho de abertura do texto diz o seguinte: “Previsão do clima espacial para os próximos anos: intensa atividade do Sol, com catastróficos apagões na Terra. Estamos preparados para isso?” Depois de relembrar as consequências da megatempestade solar de 1859 (a maior já registrada), a matéria informa: “Como, desde 1859, não houve nenhuma outra megatempestade solar com a mesma intensidade, é difícil calcular o impacto que um evento similar teria em nosso mundo interconectado. Mas dá para fazer uma ideia do apagão ocorrido em Québec em 13 de maio de 1989, quando uma tempestade no Sol um terço mais fraca do que a observada por Carrington [em 1859] provocou, em menos de dois minutos, o desligamento da rede que fornecia eletricidade a mais de 6 milhões de pessoas. Uma tempestade como a de Carrington poderia queimar mais transformadores do que há no estoque das companhias de eletricidade, deixando milhões de pessoas sem luz, água potável, ar-condicionado, combustível, telefones ou alimentos e remédios perecíveis durante os meses que seriam necessários para fabricar e instalar transformadores novos. Segundo um recente relatório da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos, uma tempestade solar dessa magnitude acarretaria o mesmo prejuízo ocasionado por 20 furacões do tipo do Katrina, ou seja, algo entre 1 trilhão e 2 trilhões de dólares apenas no primeiro ano.”

Num mundo que já sofre os efeitos de uma grave crise financeira, imagine o que uma catástrofe como essa seria capaz de fazer... Imagine o caos acarretado pelo blecaute nas grandes metrópoles...

Segundo Karel Schrijver, do Laboratório Solar e Astrofísico da empresa Lockheed Martin, em Palo Alto, na Califórnia, a expectativa é de que neste ano tenha início o período de máxima atividade solar. Ele diz que “os centros de acompanhamento do clima espacial estão atentos”.

Outro pesquisador entrevistado pela revista é John Kappenman, da empresa de consultoria Storm Analysis. De acordo com ele, uma megatempestade tão forte quanto a de 1859 poderia levar ao colapso de toda a rede elétrica da América do Norte, obrigando centenas de milhões de pessoas a viver sem eletricidade durante semanas ou meses. Uma (pequena) amostra disso já está acontecendo nos Estados Unidos, como consequência de uma das piores tempestades ocorridas em nove Estados americanos (confira aqui aqui).

Será que é com algo assim que a Nasa está preocupada?

Em Lucas 21:25-28, Jesus diz: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”

Cerca de dez anos antes da megatempestade solar de 1859, Ellen White escreveu o seguinte: “A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. Vi que quando o Senhor disse ‘céu’, ao dar os sinais registrados por Mateus, Marcos e Lucas, Ele queria dizer céu, e quando disse: ‘Terra’, queria significar Terra. As potestades do céu são o Sol, a Lua e as estrelas. Seu governo é no firmamento. As potestades da Terra são as que governam sobre a Terra. As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus” (Primeiros Escritos, p. 41).

Mas a promessa também é certa: “O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas, conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 629).

“Será para nós então tempo de confiar inteiramente em Deus, e Ele nos sustentará. Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo, e que não teremos falta nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto. Se necessário, Ele enviaria corvos  para nos alimentar, como fez com Elias, ou faria chover maná do céu, como fez para os israelitas” (Ellen White, Primeiros Escritos, p. 56). 

“No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais” (Ellen White,Patriarcas e Profetas, p. 256).

Fonte: Criacionismo

Protestantes já não são maioria nos Estados Unidos


Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm maioria protestante, de acordo com um novo estudo. Uma razão: o número de americanos sem afiliação religiosa está em ascensão. A porcentagem de adultos protestantes em os EUA atingiu uma baixa de 48 por cento. É a primeira vez que o Pew Forum on Religion & Public Life reportou com certeza que o número caiu para menos de 50 por cento. A queda tem sido antecipada e vem em um momento em que não há protestantes no Supremo Tribunal dos EUA e os republicanos têm sua primeira chapa presidencial sem candidatos protestantes. Entre as razões para a mudança estão o crescimento dos cristãos sem denominação, que já não podem ser categorizados como protestantes, e um aumento no número de adultos americanos que dizem não ter religião. O estudo da Pew, divulgado terça-feira, revelou que cerca de 20 por cento dos americanos dizem não ter filiação religiosa, um aumento de 15 por cento nos últimos cinco anos.

O crescimento daqueles que não têm nenhuma religião tem sido uma das principais preocupações de líderes religiosos americanos que temem que os Estados Unidos, um país altamente religioso, venham seguir o caminho da Europa Ocidental, onde a frequência à igreja despencou. O papa Bento XVI dedicou seu pontificado, em parte, ao combate ao secularismo no Ocidente. Nesta semana, em Roma, fez a convocação de um sínodo de três semanas, com bispos de todo o mundo, com o objetivo de trazer de volta os católicos que abandonaram a Igreja.

A tendência também tem implicações políticas. Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente nos democratas. Pew descobriu que americanos sem religião apoiam os direitos de aborto e casamento gay em uma taxa muito mais elevada do que o público dos EUA em geral. [...]

Mais crescimento de pessoas “sem religião” é esperado. Um terço dos adultos com menos de 30 anos de idade não têm afiliação religiosa, em comparação com nove por cento de pessoas com 65 anos ou mais.


Nota Criacionismo: Para que a nação-cordeiro se torne dragão, conforme ensina Apocalipse 13:11, 12, o protestantismo precisa ser corrompido. Ellen White já dizia isso no século 19. Porém, algo mais incrível ainda ocorreu: ele está sendo aniquilado. (Michelson Borges)

sábado, 13 de outubro de 2012

"Ecumenismo agora!", movimento pela união das denominações Cristãs


A superação da separação confessional é o objetivo da iniciativa Ökumene Jetzt!, organizada por figuras públicas pertencentes a várias esferas da vida pública: política, ciência, economia, cultura, esportes e outros âmbitos sociais.

"Não queremos uma reconciliação que mantenha a separação, mas sim uma unidade vivida na consciência da diversidade, que historicamente foi se formando", diz-se no apelo, que foi apresentado publicamente juntamente com sua página web, pedindo-se o apoio das lideranças eclesiais e das comunidades.

O texto foi publicado no sítio Oekumene-jetzt.de, 05-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Ecumenismo agora: Um só Deus, uma só fé, uma Igreja

"Mantenham entre vocês laços de paz, para conservar a unidade do Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação de vocês os chamou a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, que age por meio de todos e está presente em todos" (Carta de Paulo aos Efésios 4, 3-6).

Nos próximos anos, os cristãos e cristãs de todo o mundo recordam dois eventos marcantes da história da Igreja:

os 50 anos do Concílio Vaticano II;
os 500 anos da Reforma.

Na Alemanha, a "Década de Lutero" (a Luther-Dekade é uma série de manifestações iniciadas no dia 21 de setembro de 2008 em vista do 500º aniversário, em 2017, da fixação das 95 teses de Lutero em Wittenberg) deve servir para a preparação e para a avaliação de uma data histórica que, retrospectivamente, representa um divisor de águas na história do nosso país. Ambos os eventos não se referem apenas a uma denominação, mas são um desafio e uma oportunidade em particular para todas as Igrejas, mas não só.

Participaremos com empenho da preparação e da execução de eventos, exposições, publicações e liturgias para lembrar e reconhecer o Concílio Vaticano II e a Reforma, e pretendemos fazer de tudo para que, depois dos jubileus, não permaneça tudo como antes.

Assim como Deus nos concedeu no batismo a comunhão com Jesus Cristo, os batizados são unidos como irmãos e irmãs. Formam como povo de Deus e corpo de Cristo a única Igreja que professamos no Credo. Por isso, é necessário que essa unidade espiritual também possa assumir uma forma visível.

Martinho Lutero queria renovar, não dividir a Igreja. Ele queria a unidade da Igreja, "para que o mundo creia" (cf. também Jo 17, 9-23). Ele considerava expressamente que a introdução de uma diversidade confessional dentro de uma região era impraticável e inadequada. A Confissão de Augsburgo de Lutero também enfatiza a necessidade da unidade da Igreja: "Para a verdadeira unidade da Igreja, é suficiente estar de acordo [o latim diz: consentire] sobre a doutrina do Evangelho e sobre a administração dos sacramentos" (Confessio Augustana 7).

Todavia, chegou-se à separação das Igrejas. Havia graves diferenças e incompreensões, mas a divisão não tinha só razões teológicas, mas também sólidas razões políticas: chegou-se a isso não por uma convicção de fé de ser evangélico ou católico-romano, mas com base no lugar onde se vivia. Os soberanos de uma região determinavam a confissão dos seus habitantes. Para a longa separação das Igrejas, foram mais determinantes as questões de poder do que as questões de fé. Portanto, foi uma consequência lógica que o desejo de ser uma única Igreja cristã fosse repetidamente retomado mesmo depois da separação das Igrejas, embora com intensidades diferentes.

A busca da unidade das Igrejas recebeu uma expressão particular com o Concílio Vaticano II (1962-1965), que foi convocado para uma renovação não só pastoral, mas também ecumênica. Um documento-chave do Concílio, o Decreto sobre o Ecumenismo (Unitatis Redintegratio) sublinhou o dever dos cristãos e das cristãs de trabalhar pela restauração da unidade da Igreja: "Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia, são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido (1Cor 1, 13). Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura" (Unitatis Redintegratio, n.1).

Desse modo, o decreto católico-romano não se coloca apenas na tradição do apóstolo Paulo, mas também na continuação da preocupação luterana. Ele também indica simultaneamente onde se deve procurar a responsabilidade pela busca da unidade.

Não só os pastores, mas também e principalmente os fiéis são chamados a se empenhar pelo restabelecimento da unidade. "A solicitude na restauração da união vale para toda a Igreja, tanto para os fiéis como para os pastores. Afeta a cada um em particular, de acordo com sua capacidade, quer na vida cristã quotidiana, quer nas investigações teológicas e históricas" (Unitatis Redintegratio, n.5).

Não podemos e não devemos abandonar o empenho pela unidade de toda a Igreja até que seja alcançada entre as lideranças eclesiásticas um acordo teológico sobre o modo de entender a missão e a Ceia do Senhor. E também não devemos nos contentar em ter como meta o fato de que as Igrejas se reconheçam reciprocamente como Igrejas. Embora, atualmente, ainda estejamos longe disso: essa meta é necessária, mas insuficiente demais!

Não queremos uma reconciliação com a manutenção da separação, mas sim uma unidade vivida na uma consciência da diversidade que historicamente foi se formando.

Hoje, a divisão das Igrejas não é nem fundamentada nem desejada politicamente. Razões teológicas, hábitos institucionais, tradições eclesiais e culturais são suficientes para manter a separação das Igrejas?

Não acreditamos nisso.

É óbvio que, no que se refere aos cristãos e cristãs católicos e evangélicos, são mais as coisas que unem do que as que dividem.

É incontestável que há posições diferentes no modo de entender a eucaristia, a missão e as atividades das Igrejas.

Porém, é fundamental que essas diferenças não justifiquem a manutenção da separação.

Em ambas as Igrejas é grande o desejo de unidade. As consequências da separação são sentidas dolorosamente na vida cotidiana dos cristãos e cristãs.

Apreciamos os esforços feitos nas últimas décadas para progredir no ecumenismo. Reconhecemos que a experiência da comunhão na fé e a cooperação prática de comunidades católicas e evangélicas localmente tenha se desenvolvido mais rapidamente do que o processo de esclarecimento institucional e teológico.

Apelamos às lideranças das Igrejas para que acompanhem os reais desenvolvimentos que ocorrem localmente nas comunidades, para que o ecumenismo não emigre para uma terra de ninguém entre as confissões, mas para que se supere a separação entre as nossas Igrejas. Apelamos às comunidades para que continuem progredindo no ecumenismo, modelem juntas a vida eclesial, compartilhem os espaços e busquem realizar a unidade organizacional. 

Como cristãos em uma terra de Reforma, temos uma responsabilidade especial de dar o exemplo e de contribuir para viver a nossa fé comum em uma Igreja também comum.

Primeiros signatários:

Thomas Bach, advogado, presidente do Deutscher Olympischer Sportbund e vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), campeão olímpico em 1976.

Andreas Barner, administrador industrial, porta-voz da direção empresarial da Boehringer Ingelheim GmbH, membro do Conselho Científico e diretor do Evangelischer Kirchentag.

Günter Brakelmann, teólogo evangélico, até 1996 professor de doutrina social cristã da Faculdade de Teologia Evangélica da Ruhr-Universität de Bochum.

Andreas Felger, artista, pintor e escultor. Desde 1960, desempenha atividades independentes como artista.

Christian Führer, pastor protestante, cofundador da "Oração pela paz" da Igreja Sankt Nikolai de Leipzig.

Gerda Hasselfeldt, economista, presidente do grupo regional da União Social-Cristã (CSU) no Bundestag, vice-presidente do Bundestag de 2005 a 2011.

Günther Jauch, jornalista, apresentador e produtor. Moderador do talk-show Günther Jauch do canal ARD. No ano 2000, fundou sua própria empresa de produção, I&U TV.

Hans Joas, sociólogo e filósofo social, membro permanente do Freiburg Institute for Advanced Studies (FRIAS).

Friedrich Kronenberg, economista, secretário-geral do Comitê Central dos Católicos Alemães (Zentralkomitee der Deutschen Katholiken, de 1966 a 1999), membro do Bundestag de 1983 a 1990.

Norbert Lammert, cientista social, presidente do Bundestag, membro do Bundestag desde 1980.

Hans Maier, cientista político, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães (1976-1988), ministro da Baviera para educação e culto (1970-1986).

Thomas de Maizière, jurista, ministro da Defesa, ministro do Interior (2009-2011).

Eckhard Nagel, médico e filósofo, diretor médico da clínica universitária de Essen, diretor do Institut für Medizinmanagement und Gesundheitswissenschaften (ciências da saúde – IMG) da Universidade de Bayreuth, membro do Ethikrat alemão, membro do conselho diretivo do Kirchentag evangélico, presidente evangélico do II Kirchentag ecumênico de Munique de 2010.

Otto Hermann Pesch, teólogo católico-romano. Até 1998, foi professor de teologia sistemática na Universidade de Hamburgo.

Annette Schavan, teóloga e pedagoga, ministra de Educação e de Pesquisa, vice-presidente da União Democrata-Cristã (CDU).

Uwe Schneidewind, economista, presidente do Wuppertal Institut für Klima, Umwelt, Energie GmbH.

Arnold Stadler, escritor, vencedor, dentre outros prêmios, do Büchner-Preis (1999) e do Kleist-Preis (2009).

Frank-Walter Steinmeier, jurista, presidente de uma divisão do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ministro do Exterior (2005-2009), vice-chanceler (2007-2009).

Wolfgang Thierse, estudioso de aspectos cultura, germanista, vice-presidente e presidente do Bundestag (1998-2005). Membro do Bundestag desde 1990.

Günther Uecker, escultor e artista de objetos, tendo participado de inúmeras exposições e recebido honras internacionais. Em 1998-1999, ajudou na construção de um lugar de recolhimento no edifício do Reichstag.

Michael Vesper, sociólogo, diretor-geral da Deutscher Olympischer Sportbund (DOSB), ministro de Obras Públicas, Cultura e Esporte (1995-2005).

Antje Vollmer, teóloga e pedagoga, vice-presidente do Bundestag (1994-2005). Membro do Bundestag (1983-1990 e 1994-2005).

Richard von Weizsäcker, presidente da República Federal da Alemanha de 1984 a 1994, presidente do Kirchentag evangélico (1964-1970 e 1979-1981). Membro do Bundestag (1969-1981).


* * *

Até o dia 12 de setembro de 2012, eram mais de 4.170 os apoiadores que aderiram ao apelo Ökumene Jetzt! assinado online. A lista está disponível aqui.


Nota: O Ecumenismo avança de maneira assombrosa, buscando união não apenas de denominações Cristãs, mas de todas as religiões em uma única e grande religião de mistério (Babilônia), preparando o mundo para a nova ordem mundial que se estabelecerá, e que culminará no ato de personificação de Lúcifer em Cristo. 
União de denominações, mas sacrificando a Verdade, não é nem nunca foi o propósito de Deus. A união que Deus espera em sua Igreja e entre seus fiéis é a união na Verdade pura, e não união no erro e em aberrações doutrinárias.
É bem verdade que Cristo fundou uma única Igreja neste mundo, porém esta não é a Igreja Católica Apostólica Romana, como insistem em dizer. Seu próprio nome revela o seu real fundamento: Roma Pagã. A Igreja Romana surgiu da infiltração do paganismo no seio do Cristianismo. Definitivamente, essa não é a Igreja que Cristo fundou, pois a Igreja de Cristo não possuía mácula.
A Igreja de Cristo, quando fundada, não era um templo físico, mas uma comunidade com uma marcante característica: seguia o evangelho puro de Cristo, a verdade tal qual ela é, os mandamentos de Deus, e isso é o que os tornava "Igreja de Cristo". Assim como o povo de Israel não era incondicionalmente povo de Deus independentemente dos seus atos (tanto que, posteriormente à morte de Cristo, foram rejeitados como único povo detentor da verdade), as Igrejas de Corinto, de Tessalônica e de Roma, por exemplo, apesar de fundadas diretamente pelos Apóstolos, não detinham a garantia eterna de serem Igrejas de Cristo só por terem sido fundadas pelos Discípulos. A única coisa que torna uma comunidade em Igreja Verdadeira é seguir os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, e prosseguir assim. Todo indivíduo ou comunidade que assim proceder, pertence à verdadeira e única Igreja fundada por Cristo.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." Mateus 7:21.

"Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe." Mateus 12:50

"E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei." Romanos 2:27

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." Apocalipse 14:12.

(Marcelo Karma)
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